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O legado musical de Casto Sampedro Folgar (1848-1937): o canto galego de tradición oral

Groba González, Xavier

Abstract

Se trata de un estudio centrado en el análisis y edidión crítica de los 720 cantos de tradición oral reunidos por Casto Sampedro Folgar y depositados en la actualidad en el Museo de Pontevedra. El documentario se enriquece con 328 cartas y con todos los escritos musicales atribuídos al recopilador. Se completa el estudio con la contextualización histórica y cultural del proceso de formación de la colección Sampedro que cuenta, además, con más de un centenar de colaboradores implicados y con otros repertorios transcritos entre 1870 y 1924.

Full text

Universi dade de Santiago de Compos tela Fa cultade de Xeografía e Historia Departament o de Histo ria da Art e O LEGADO MUSICA L DE CASTO SAMPEDRO FOLGAR (1 848-1937): O CANTO GAL EGO DE TRADIC IÓN ORAL VOLUME I Tese de doutoramento presentad a por D. Xavier Groba Gonzá lez e dirixida polo Dr. D . Carlos Villanueva Abelairas Santiago de Compostela, 2011 ISBN 978-84-9887-770-0 (Edición digital PDF) A Pepe de Rosalía e Carmen do Visouro. ÍNDICE XERAL ÍNDICE DE FONTES E A BREVIATURAS ..................................................... XI INTRODUCIÓN ................................................................................................ XIII AGRADECEMENTOS ....................................................................................... XXV I CAPÍTUL O 1. Casto Sampedro Folgar: a vida sen mú sica ............................. 1 1.1 Contexto f amiliar, social e histór ic o .............................................................. 1 1.1.1 Nacemento e prim e ir os anos ............................................................. 1 1.1. 2 Formación académ ic a ......................................................................... 6 1.1. 3 Vida profes ional e actividade política .............................................. 13 1.1.4 Vida familiar e sociocultural adulta ................................................. 18 1.1.4.1 O Despacho de D. Casto e a s tertulia s pontevedresa s ....... 19 1.1.4.2 Presidente da Sociedad Arqueológica de Pontevedra ......... 25 1.1.4.3 Fundador numerar io da Real Academia Galega ............... 33 1.1.4.4 Presidente da Comisión Pro vincial de Monu mentos .............. 34 1.1.4.5 Cronista prov incial e socio c orrespondente do Instituto Histórico d o Minho ................................................................. 36 1.1.4.6 Director fu ndador do Museo de Pontev edra ...................... 37 1.1.4 .7 O Pousadour o .......................................................................... 39 1.2 A erudición sen música ................................................................................... 42 1.2.1 Poeta ...................................................................................................... 42 1.2.2 Arqueólogo .......................................................................................... 44 1.2.3 Historiador ........................................................................................... 53 1.2.4 Etnógrafo .............................................................................................. 60 1.3 Morte e recoñ ecementos póstumos ................................................................ 63 CAPÍTUL O 2. Os precursores e a m úsica da Colección Sa mpedro ............... 69 2.1 Ilustres anteced entes ....................................................................................... 69 2.1.1 Frei Martín Sarm ie nto e o Cura de Fruime ........................................ 69 2.1.2 M estres de capel a gale guizadores ..................................................... 73 2.1.3 Frei Rose ndo Salvado .......................................................................... 75 2.2 Melodías galega s na edición de mús ica de salón española ....................... 80 2.2 .1 Isidoro He rná ndez ............................................................................... 80 2.2 .2 Marcial del Ad alid ............................................................................... 86 O legado mus ical de Casto Sampedr o Folgar (1848 - 1937): o can to galego de tradición oral. VI 2.3 Inzenga. O primeiro cancionei ro galego en s aír do prelo .......................... 92 2.4 Ao fío da institu ciona lización do folc lore en Galicia .................................. 100 2.4.1 Marcial Valla dares e fam ilia .............................................................. 103 2.4.2 Manuel Murguía e familia ................................................................. 117 2.5 Ausencias sign ific ativas .................................................................................. 123 2.5.1 José Mª Varela Silvari e outros apoloxis ta s ..................................... 123 2.5.2 Alfredo Vicenti .................................................................................... 124 2.6 Fontes cruzada s ................................................................................................ 126 CAPÍTUL O 3. A colaboración con Ramón de Arana ....................................... 129 3.1 Datos biográfi cos ............................................................................................. 129 3. 2 Pola reconstru ción do cancion eiro de Arana ............................................... 135 3.2.1 Melodía s en viadas por Arana a Samp edro ..................................... 141 3.2.2 Autoría das trans cricións en viadas por Arana a Sampedro ......... 160 3.2.3 Casto Sampedr o na co lecc ión musical de Arana ............................ 162 3.2.4 Xeografí a do cantig ueiro de Arana na CS ....................................... 175 3.3 Aproximación a R amón de Arana c omo folclorista ................................... 178 3.3.1 Datació n e infor mantes ....................................................................... 184 3.3.2 Xéneros detectados ............................................................................. 185 3.4 Fontes cruzada s ................................................................................................ 189 CAPÍTULO 4. O labor folclórico mu sical de Juan Monte s .............................. 195 4.1 Datos biográf icos ............................................................................................. 196 4.2 Pola reconstru ción da colec ción folclórica de Monte s ................................ 199 4.2.1 Fontes documentais ............................................................................ 200 4.2.2 Autoría das transcr ic ións coleccionadas por Monte s .................... 223 4.2.3 Xeografí a da colección ........................................................................ 228 4.3 Aproximación a J uan Montes c omo folclorista ........................................... 231 4.3.1 Data ción e inform antes da colección ................................................ 234 4.3.2 Xéneros detectados ............................................................................. 235 4.4 Fontes cruzadas ................................................................................................ 238 CAPÍTULO 5. As ach egas de Ví ctor Said Armesto .......................................... 243 5.1 Datos biográf icos ............................................................................................ 244 5 .2 Pola reconstru ción do arquiv o musical de Víctor Said .............................. 256 Índice Xeral VII 5.2.1 Sai d Armesto na Colección Sa mpedro ............................................. 257 5.2.2 A Poesía Popular d e Galicia ................................................................... 281 5.2.3 Autoría das transcricións musicais coleccionadas por Said ......... 299 5.2.4 Xeogra fía do cantigueir o reconstruído ............................................ 300 5.3 Aproximación ao la bor etnomusic al de Said Armesto ............................... 306 5.3.1 Datación e informantes ....................................................................... 310 5.3.2 Xéneros det ectados ............................................................................. 314 5.4 Fontes cruzadas ................................................................................................ 317 CAPÍTUL O 6. Colaboradores e clesiásticos ........................................................ 321 6.1. Santiago Taf all Abad e familia ...................................................................... 324 6.1.1 Mariano Taf all y Miguel ..................................................................... 324 6.1.2 Rafael Tafall Abad ............................................................................... 325 6.1.3 Santiago Taf all Abad .......................................................................... 327 6. 2 Luis María Fernán dez Espinosa .................................................................... 342 6.3 P. […] de Ribadavia ......................................................................................... 353 6.4 Manuel Lago ..................................................................................................... 355 6.5 Out ros colaboradore s eclesiásticos ............................................................... 356 CAPÍTUL O 7. C ontribucións dou tros músicos, di rectores e compositores .. 357 7.1 Antonio Licer e Agu stín Somoza ................................................................... 357 7.2 Juan Serrano ..................................................................................................... 358 7 .3 Leandro Diz For tes .......................................................................................... 359 7.4 José Suárez ........................................................................................................ 362 7 .5 Román Pintos A mado ..................................................................................... 365 7.6 Perfecto Feijo o Poncet ..................................................................................... 366 7.6.1 O Gaiteiro do Lérez , f undador de Aires d’a terra .............................. 366 7.6.2 Análise dos conti dos da Colección Feijoo .......................................... 373 7.6.3 Casto Sampedr o na CF e Perfecto Feijoo na CS .............................. 376 7.7 Benito Peón ....................................................................................................... 385 7.8 I. Porta ............................................................................................................... 385 7.9 Enrique Lens Vieir a ......................................................................................... 386 7.10 Luis Taibo Garc ía ........................................................................................... 386 7.11 Faustino San talices Pérez .............................................................................. 387 7.12 Antonio Iglesias V ilarelle ............................................................................. 391 O legado mus ical de Casto Sampedr o Folgar (1848 - 1937): o can to galego de tradición oral. VIII CAPÍTUL O 8 . O groso dos transc ritores do cantigue iro da CS ..................... 393 8.1 Debuxantes, pintores, esc ultores, literatos .................................................. 393 8.1.1 Alfredo Souto Cuero ............................................................................ 393 8 .1.2 Benigno López S anmartín .................................................................. 396 8 .1.3 Isidoro Broc os ..................................................................................... 398 8.1.4 Manuel Lugrís Freire .......................................................................... 402 8.2 A vogados, xurista s .......................................................................................... 403 8.2.1 José Iglesias R oura ............................................................................... 403 8.2.2 Rodríguez Cob ián ............................................................................... 403 8.2.3 Manuel Martinez Sueiro ..................................................................... 404 8.3 Gra ndes empres arios e propietarios ............................................................. 405 8.3.1 José Salgado Rodríguez ...................................................................... 405 8.3.2 Enrique Pe inador Lines ...................................................................... 408 8.3.3 Xavier Ozores Pedrosa ....................................................................... 410 8 .4 Outros transcr itores do cantig u eiro da CS con nomes e ap el idos ............ 412 8 .4.1 Julio Botica ............................................................................................ 412 8.4.2 Ricardo Curty ....................................................................................... 412 8.4.3 Anselmo Franco ................................................................................... 413 8.4.4 Pedro Gaitán ......................................................................................... 415 8 .4.5 Santiago Mato ...................................................................................... 416 8 .4.6 Justo Peón ............................................................................................. 417 8.4 .7 Eulogio Rey .......................................................................................... 417 8.4.8 Julián Sánchez Losada ........................................................................ 418 8 .4.9 Purificación Sote lo ............................................................................... 419 8.4. 10 Benedicto Solá .................................................................................... 419 8 .5 Anónimos tr anscritores ................................................................................... 420 8.5.1 Anónim o I ............................................................................................. 420 8.5.2 A nónimo II ........................................................................................... 420 8.5.3 Anónim o III .......................................................................................... 421 8.5.4 Anónim o IV ........................................................................................... 423 8.5.5 Anónim o V ........................................................................................... 423 8.5.6 Anónim o VI .......................................................................................... 424 8.5.7 Anónim o VII ........................................................................................ 424 8.5.8 Anónim o VIII ....................................................................................... 424 Índice Xeral IX 8.5.9 Anónim o IX .......................................................................................... 426 8.5.10 A nónimo X ......................................................................................... 426 8.5.11 Anónimo XI ........................................................................................ 426 8.5.12 Anónimo XII ....................................................................................... 427 8.5.13 Anónimo XII I ..................................................................................... 427 8.5.14 Anónimo XI V ..................................................................................... 428 8.5.15 Anónimo XV ...................................................................................... 428 8.5.16 Anónimo XV I ..................................................................................... 428 8.5.17 Anónimo XV II .................................................................................... 429 8.5.18 A nónimo XV III .................................................................................. 429 8.5.19 Anónimo XIX ..................................................................................... 430 8.5.20 Anónimo XX ....................................................................................... 430 8.5.21 Anónimo XXI ..................................................................................... 431 8.5.22 Anónimo XXI I .................................................................................... 431 8.5.23 Anónimo XXI II .................................................................................. 431 8.5.24 Anónimo XXI V .................................................................................. 431 8.5.25 Anónimo XX V .................................................................................... 432 8.5.26 A nónimo XX VI .................................................................................. 432 8.5.27 Anónimo XXVII ................................................................................. 432 8.5.28 Anónimo XV III .................................................................................. 432 8.5.29 Anónimo XXI X ................................................................................... 433 8.5.30 Anónimo XX X .................................................................................... 433 8.5.31 Anónimo XX XI ................................................................................... 433 8.5.32 Anónimo XX XII ................................................................................. 433 8.5.33 Coda .................................................................................................... 434 CAPÍTULO 9. Casto Sampedro e a música ....................................................... 435 9.1 Formación, preferencias e costumes musi ca is ............................................ 435 9.2 A proximación á colec ción de docume ntos musicais históricos ................ 440 9.2.1 Música profana ..................................................................................... 440 9.2.2 Música relixiosa ................................................................................... 444 9.3 O cantigue iro directamente transcrito por C asto Sampedro ..................... 450 9.3.1 Catálogo ................................................................................................ 450 9.3.2 Xéner os dete ctados ............................................................................. 484 9.3. 3 Xeografía ............................................................................................... 487 O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. XVI outras considera ción s de alcance , ter reparado o autor na relevancia historiográfic a da “ Introdu cción ” asinada por Filgue ira Valverde n o CMG , todo un auténtico gran relato de caracterización d a m úsica gal ega como categoría concibida a xeito de realidade t ranshist órica que dotou ao disc urso etnicit ario galeguista d unh a argumentación nacionali sta coheren te e ar gumentada , u nha e outra vez seguida desde entón pola histori ografía musical galega . Fóra do rigor académico, o estudo da mú sica de tradición oral en Galic ia g oza dunha rica situación de a ctividade folclorista de gran re levancia social entre o que cómpre dest a car un elevado número de in i ciativas a prol da sú a práctica e mesmo defensa . Como temos explicado nalgunha ocasión anterior , tras a longa noite de pedra do f ranq uismo, ducias de particu lares e algúns colectivos cu lturais - axudados axiña polo abar atamento dos medios d e gravación sonora en cinta casete, a me llora das com unicacións terre stres, etc. - teñen contr ibuído nas ú ltimas década s a un incalc ulable acopio de me lodías de tradición oral e a non poucas publica cións en papel e /ou audio . Con todo, e como aconteceu con anterioridade a 1936 , a aus encia dun prox ecto de estado que teñ a coordinado e alentado es forzos , te n derivado e n que a ma ior parte dos traballos r ealizados n est as derradeiras décadas non pasen do benemérito e xeneroso lab or de ter contribuído a un cada vez máis a mplo corpu s de melodías rexistrada s que adolecen , as máis das veces , dun crite rio sólido á hora de ter sido investigadas e mesmo , fi s icame nte , mal conservadas perigan do hoxe a súa integridade. Ademais do increme nto da biblio grafía xerada , n o que levamos de século XXI está n a mellorar su bs tancialme nte a lgúns dos fondos mu sicais atesourados nalgunhas instituc ións públic as galegas como son o arquivo s onoro do Consello da Cultur a Galega, os f ondos discográ ficos cus todiados n o arquivo da Deputación de Pon tevedra e, e ntre outros a destacar , espe cialme nte , a iniciat iva do Arquivo do Patrimonio Oral da Ide ntidade, APOI, posto en marcha no a no 2007 pol o Muse o do Pobo Galego e qu e inaugura ba, con rigor e xener osidade , o tipo de ar quivo sonoro e docume n tal que, sen dúbida , deber á proliferar nun futuro na Internet. Finalmente, nestes anos pasados ten sido f undamental a s aída do prelo dal gúns traballos bibliográfic os, oportunam ente a citar, que desde moi variadas disciplinas teñen afon dado no coñ e cemento du n x énero determinado, a v ida e obra dun dos personaxe s implicado s na CS , o contexto antropolóxic o, hist óri co, social e cultural de Pontevedra, Galicia , etc. De toda s elas, c ómpre subliñar a reedición facsí mile do CMG en 2007 xa q ue marca un derra deiro es tado da cuestión. Adema is d a reprodución do e ditad o en 1942, a reedición en 2007 do CMG a cargo da Fundación Pe dro B arrié de la Maza, conta c o valor engad ido de catro artigos intro du torios asinados res pe ct i vamente por Carlos Valle , Luis Introdució n XVII Costa , Carlos Villa nueva (á v ez coordinador da r eedición) e por que n esto escribe . Na nosa particular achega verbo dos contidos mu sicais do CMG adi an tamos - como non pod ía ser doutro xei to - algúns datos des ta investigaci ón , como se explicaba na oc asión, restrinxidos ao e spazo dispoñible e aos contidos do CMG e non, como agor a, a o e studo de toda a m úsica da CS e moi e n particular ao son d o seu ca ntigueiro . § FONTES E METODOLOXÍA. As f ontes principiais do noso es tud o atópa n se fi sicamente n as caixas números 59, 60, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68 e par cial mente nalgunh as outras das 96 caixas do I nve nta rio d e l a colec ción documen tal de D. Casto Sampedro realizado por Mª Jesús Fortes e n edición d o Museo de P onteve dra, 1993. Cada unha d as caixa s conta c unha subdivisión inter na con diverso nú mero de cartafoles con moi dispar nú mero de manu scritos - non num erados - en forma de papeis solto s, cadernos, li bretas e apuntamentos en calquera t i po de papel . Aínda que o método establecido non sempre foi operativo, xa q ue non todos os que consu ltaron na colección ao mesmo tempo que trans c orr í a a nosa investigación deixa ba n os papeis dun mesmo cartaf ol na mesma orde nos qu e os atop ab an, a s nosas referencia s da CS - por exemplo, CS: 59/1/1 = Caixa 59, carta fol 1, docume nto 1 - engade n un ter ce iro n úmero de referenci a que n on ten maior valor que o de ter nos fac ilitado o traballo á hora de identificar as fontes e mes mo, de ser preciso, busc ar con rapidez no feixe de cada cartaf ol, algún certamente gran de ao agrupar máis dun cento de papei s. E fectivamente, en con xunto, a mús ica reunida na CS caract erízase polo seu elev ado grao de dispersión física , imposib le de solucionar se non é dixitalizando os fondos, xa qu e resulta m oi raro atopar íte ms docume ntados unha so a v ez e moi h abitual que nun mesmo papel se transcriban ou c opien dúas ou máis me lodías . A este mare ma gnum de música espallada súmasel le a heteroxénea tipo loxía de m anuscritos en c aligrafías dispares d e autoría non sempre identif i cable , polo menos para nós, e que ofrecen desde primeiros orixinais de transc rici ón , a copias da música posta a lim po, novas variantes ou versións modificando o compás, tempo ou tesitur a - case nunca a liña melódica -, omitindo ou incorpor an do a letra c antada, etc. O estudo da música reunida na CS ou d outras coleccións cus todiadas no Museo de Pontevedra, contou c o cumprimento das norm as para a cons ulta de documentos – só f otogr af ados ou fotocopiados pu ntual m ente e con autorización expresa - que c onlevou a pac i e nte copia e conseguinte revisión manual de cada un dos ítem s . En 1999 acadamos o pertine nte acopio de fichas coa m úsica do cantigueiro da CS . Non foi ata 2006 cando comple tamos o r e sto das f ontes primarias precisas constituídas pol o epistolario de Casto Sampedro que O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. XVIII consideramos d e interese e os seus escrit os musicais . C ómpre s inalar neste pounto, que a caligrafía t extual de Cas to Sampedro – non tanto así a musical, lexible como a manuscrita de calquera outro m úsico - é es pecialmente difícil, erreves ada e c omplicada de entender a primeira vista. Lá mina 1 intr odución . Man uscri to de Cas to Samped ro titu lado “Mo nifate s”, CS: 59/16/ 7 Museo de Pontevedra , vid. transcri ción e n v ol. II, Doc., escritos musicais XXI, p. 22 4. Introdució n XIX Cómpre subliñar ta mén que en maio d e 2009 , xa coa nosa investigació n na fase de redacción f inal , e ntrou en funcionam ento unha nova organización do inve ntario do fondo docu mental de Casto Sampedro qu e sustitu e os códigos de referencia que usa mos neste tra ballo . Con todo, na conseguinte renumeración de caixas e car tafoles da CS cons é rva se mem oria d a referencia cruzada coa pertencente ao “ antigo ” inventario . C hega co n que o interesado especifi que o código de busca . Verbo d esta situación, p ermitímonos opinar que o inventario da CS vixente desde 2009 non será o derradeiro polo que se organice a colecci ón de Casto Sa mpedro , e que este d efinitivo orde amento docum ental, na mú sica non chegar á máis q ue de xeito virtual cando se dixitalice n e editen ex profe so os fondos desta colec ción do Muse o de Pontevedra nunha b ase de datos dispoñible, a s er posible, en I nter net. Así pois, tendo en conta que as nosas refere nci as documentais se guen o inventario vixente ent re 1993 e 2009 , convé n distinguir desde un principio os contidos, moi par ticularmente, das caixa s 62 e 63. A caixa 62 v é n sendo o q ue Filgue ira Valverde de nomina “Colección C” na súa I ntrodu c ción a o CMG. Tráta se do manu scrito m usical do CMG e nviado á imprenta en 1942, mantendo as í a tradic ión marcada por Filgu eira e n u nca contradecida de referenciar n ese ano 42 a prime ir a e dición do CMG , aínda en desacordo c o colofón do afamado c ancioneiro: Se acabó de imprimir el jueves ocho de abril de mil novecientos c uarenta y tres, sexto aniversario de la muerte de su colector . Pola caligrafía e polos erros que o manusc rito da caixa 62 conté n - por exemplo o caso da clave de F a en 4ª liña indicada erro neamente nos alalás, c onfu ndíndose coa correcta de F a en 3ª liña - este manuscrito , como se adiantou na ree dición de 2007 no ca pítulo asin ado por Carlos Villa nueva, non foi sequera supervisado por Casto Sampedro s endo responsabilida de única de Filgueira . C onta con música exposta e n 473 números que comprenden 507 melodías. Cómpre t er en conta que no CMG s e editaron tr es melodías a maiores, ao reprodu cir o escrito por Sampedro para o Almanaque Gallego d e Buenos Aires para o ano 1922. Destas tres me lodías, unha resulta duplicada n o cancioneiro, así , o total de melodías do CMG s uma 509 e delas, 284 son cantares de tradic ión oral. A caixa 63 correspónde se coa que Filgu eira denomina “Colec ción B” . Trátase d a copia conservada na CS da Colecc ión de Cantos y Bailes Populares de la Provin cia de P ontevedra , CCBP, p resentada en 1910 no concurso aberto pol a Real Academia de Bellas Artes de San Fernando , Madrid . O manuscrito numera 498 ítems e formalmente é semellante en f ormato, tamaño , distribu ción e tipo de transcri cións á “Colecció n C ”. Ne sta oca sión, pola corre spondencia entre Casto S ampedro e Víctor Sa id Armesto , coautor e responsable direc to de ter acadado tal mérito animando a D. Casto no labor , sabemos que a copia da C CBP conservada foi f eita a posteriori de acadar o premio, na s egunda metade do ano O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. XX 1911, e que o copista foi un tal Sr. Porriño - vid. Doc., carta 289 - ases orado, por suposto, por D. Casto. Lá mina 2 introdución. Fra gmento superior da CS: 6 3/13/7. Caligrafía do Sr. Porriño. L eva o número 153 co que figura na CCBP. Trát as e dun dos temas d a CCBP qu e foron o mitidos na edi c ión do CMG. V id. Rex. 0106. Esta caixa 63 ou “ C olección B ” é a única c opia da CCBP dispoñi ble por estar en paradoiro des coñecido o orixinal pre miado. De subliñar é que a copia n on considerou c ase ningu nh a das letras completa s dos cantares - só a primeira copla ou es trofa baixo da pauta, como f acemos nós - nin ta mpouco a s notas explicativas que si se conservan en borradores e orixinais á parte, caixa s 65 e 66 especialmen te. En canto ao núme ro de temas musicais da “Colecc ión B” ou CCBP , este é superior e n 25 núme ros ao da “Colecc ión C” ou CMG , tendo sid o adiantados por Car los Villanu eva , no seu artig o na reedición de 2007, que números foron supr imidos e a lgunhas das diversas razóns que motivaron a súa omisión , e que te remos ocasión de puntu alizar nós en cada caso. A maiores, a s fontes primarias da nos a inves tigación non se limitan ás melodías, cartas e dema is escrito s musicais atesoura dos na CS. Consideramos preciso a compa ración desta colección con datos pr oce dentes d outras colectaneas de i nterese localizadas, nomeadamente a de Víctor Said Armesto no mesmo Museo de Pon tevedra e na biblioteca da Fundac ión Pedro Barrié de la Maza, A Coruña, o fondo epistolar de Ramón de Arana con Feli pe Pedrell n a B iblioteca de C atalunya, Barcelona, a colección de Perfecto Feijoo, CF, no mesmo Museo de Pontevedra e editada en 1993 por José Luis Calle, así como div ersos fondos epi stolares que se conservan no arquiv o da Re al Academia Galega, entr outro s que, debidamente, ser án citado s como se fai en relación ás fontes secund arias, nomeadamente a hemerografía e bibliogr afía tanto da época como tirada do prelo con anterioridade a xuño de 2010, data de pech e. Introdució n XXI § OBXECTIVOS E OR DE N AMENTO EXPOSIT IVO. Xustificada a n ecesidade de investigar a música da CS e delimitado o noso obxecto de es tudo, o enfoque por nós adoptado na investiga ción variou lentamente conf orme nos f ixemos con copi a das fontes prim arias . Se be n nun principio, influídos pola formación recib ida, pretendiam os elaborar un estud o analítico mu sical in sensu stricto que pui dera desvelar c laves formais da música compendiada , co paso dos anos des botamos tal prisma pos itivista recorre ndo finalmente á análise mu sical como unha f erramenta de aplic ación taxonóm ica na edición crítica da m úsica do cantigueiro que pretende, iso si , establecer unha clasificaci ón coherente cos criterios do propio com pilador e á vez aplica ble a outras colecc ións ou cancioneiros permitind o comparac ión s . N on a topando case nunca datos e xplícitos sob re as persoas que foron obxe cto de transcrición , cumpri u outro tipo de abordaxe distinta d a que nos gu staría ter feito sobre a historia e contexto s ocial, cultur al e antropolóxico daqu ela sociedade galega maioritariam ente ágrafa e tecnoloxicamente pre - contemporánea dac ab alo dos séculos XI X e XX. Es outro enfoque posible, o historiográfico, levou nos a centrarnos en a clarar os f ondos musicia is do cantigu eiro da CS reparando no proceso de acumulación da colecc ión por medio do estudo d as achegas concretas e d as bio - biblio grafías dos moitos implicado s na súa formación. A maiores, e com o adiantamos co gallo da celeb ración do congreso sob re o Feito Diferencia l Galego na música c elebrado en Santiago de Com postela en 1998, pretendem os tam én verificar ata que punto Casto Sampedro Fol gar p ode ser considerado na h istoriografía do folclore musical gale go como o paradigma da tendencia “c ientífica” carac terizada pola súa vocación muse olóxica, analítica, no marco das ciencia s sociais e definida en oposición á tendencia , que na altu ra chamab amos “poética” , centrada na recollida do mesmo repertorio de tradición oral coa intención de dignif icalo, reinterpretalo... v .g. , o caso de Perfecto Feijoo. Formalmente, e ditamos a nosa in vestigación e n dous volumes escritos na orde inversa á da súa rea lización . O volume II , Doc., froito da prime ira fase de fornecemento de dat os, estrutúrase en tres pa rtes ofertando a t ranscrición d a correspondencia se leccionada , to dos os escritos musiciais atribuíbles a D. Casto e a edición crítica da m úsica do cantigue iro da CS. Polo miúdo: A prime ir a parte do documentar io compendia a corre spondencia musical de Casto S ampe dro e unha pequena escolma cunha mostra do re stante e iné dito epistolario do per soeiro qu e permite aproxim arse á súa polifacética e densa actividade . Asemade das cartas conservadas na CS, estudáronse epis tolarios doutros implicados - Víctor Said, Felipe Pedr ell, Martínez Salazar , etc. - localizados nou tros fondos docum entais e, nunha mí nima porc entaxe, en fontes bi bliográficas. Optam os po r presentar esta correspondencia al fabe ticamente seguindo cinco aparta dos: O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. XXII A. Corr espondencia musical r ec ibida por Casto Sampedro. B. Cartas de interese music a l en nome de col ectivos e institu cións . C. Cartas musi cais entre terceira s persoas chega das a Sampedro. D. Cartas entre terce i ros noutros fondos documentais . E. Cartas, borradores e copi as d e cartas escritas por Don Casto . Na segunda parte do v ol. II transcr ibimos os escritos music ai s de Casto Sampedro. Sendo es tes tan escasos com o de máximo interese, conside ramos a xeitada a sú a reprodución ínt egra - coas ilus tracións que as acompañan, de telas - , agás na salvidade de ter procedido, aos efectos de numeració n , a súa subdivisión por m or de fac ilitar unha ident ificación ou cita máis es pecífica dos seus contidos. Ofrecémol os agrupados en tres seccións: A. Publicados polo autor. B. Editados post mortem . C. Iné ditos. Na terceira e derradeira parte do documentario pre sentamos a edició n crítica da mús ica do cantigueiro da CS. Es tamos ante a cerna da investigación estrit amente m usicolóxi ca realizada. Os obx ectivos ma rcados para a edic ión da música do cantigueir o da CS foron establecidos s eguindo a premisa de non distorsionar a vis ión qu e tiña no se u día Cas to Sampedro e á vez , facilitar a comparación de sta colección c oa s realizada s por ou tros investiga dores anteriores, coetáneos ou posteriores. Cumpri u pois iden tificar cor rectamente cada ítem distinguindo cand o estabamos ante unha variante (m elodía semella nte recollida en c ircunstancia de transcrición distinta) ou nos atopabamos ante u nha versión da mes ma melodía por correponderse c o a modificaci ón derivada, no n dunha nova audi ción, senó n da modificación dalg ún dos criterio s na escrita : com pás, tempo , tesi tura, etc. O uso dun índice de íncipits numéricos fac ilitou a tarefa, vid. Doc., índic es. P ara poder manter c omo primeiro c riterio de clasif icación da música do cantigueiro o us o dos distintos xéne ro s consider ados na altura , cump ri u estuda r ben a particular historiografía do f olclore musical ga lego e ter presentes as s úas peculiariedade s, v.g. a e quiparación dal gunhas etiqu etas como a dos Cantos de pandeiro = muiñeira vellas / Muiñeiras con letra = muiñe iras novas. P or se isto no n ocasion ase pouco esforzo , o inte nto de respectar os criterios de clasificación qu e tiña Casto Sampedro , v.g. apl ica dos por el mesmo e Víctor Said na pr emida CCBP, ocasionou come zar a nosa edic ión pola sección lírica, cuestió n esta que derivou en máis dun cre b adiz o de cabe za extra dadas as características das cántigas etiqueta bles , ou non , b aixo esta categoría na que se comprenden xéneros cantados ta n esenciais, e á v ez difusos e mu ltifuncionais , como son os alalás e as cantinelas. Introdució n XXIII Así pois, a clasificación da m úsica do cantigueiro que presentamos non é aleatoria e baséase na revisión do s distintos tipos de criterios experimentados e que finalmente se adoptaron como s e explica . a.) En primeiro lugar, s ubdividimos o c an tigueiro en sete seccións que se reparten e distribúen os dis tintos xéneros s egundo a súa af inidade fu ncional. As seccións do cantigueiro galego establecidas son as seguintes : 1ª: Sección líric a. Sentime ntos cantados. 2ª: Sección narrativa, dialogada ou enumerativa. Contos cantados. 3ª: Sección de la bores e ofic ios. Traballos cantados . 4ª: Sección de ce rimonias relixiosas e civile s. Ritos cantados. 5ª: Sección lú dica. Xogos cantado s. 6ª: Sección de bailables. Danzas e bailes cantados. Unha 7ª parte, sección varia -raras, dubi d osas, borradores - completa o canti gueiro que conclu í mos cun epílogo –b adaladas de campás ou relox o- que prete nde enlazar e xplicitame nte cos bail es, danzas e outros temas music ais sen letra, as tocatas estri tamente instrum entai s, aquí non editada s. Cada sección do c antigu eiro agrupa un número dispar de xéneros, vid. Doc., Vol II, índice xer al. Nun principio, o c riterio ba se para que un tema X s exa considerado dentro dun xéne ro concreto e non noutro, nos vé n dado po lo indicado no seu día polo propio D. Casto e, de non hab eres contradic ión, tamén polos seus cola boradores no labor de fornecemento da cole cción . Prima o que Sampedro deixou es crito. Así , ent re os nosos alalás non haberá ni ngún caso q ue Casto Samperdro non consideraba com o tal. A queles ítems nos que el prefería usar etiquetas distintas com o c antinela, balada, cantos v arios , etc. e outros, pola contra, contem plaban co mo alalás, nutr en a categorí a de alalás -cantares establecida por nós como inter medio co a terceira e derradeira etiqu eta desta primeira secci ón, os cantos líricos consensuados como “ non - alalá s ” e para nós agrupados no xénero dos cantares- cantinelas . Contand o c on que no canto de tra dición oral galego a capacidade de intercambiar letras e músicas e tan posible como atopar unha mes ma melodía a narrar unha historia , participar nun rito con ou tra letr a, ou servir como xogo ou baile, na ed ición das partitu ras no D oc. d eixam os constancia do p osible *xénero asociado* no que pode ría contemplarse ese mesmo ítem, de darse o caso. Volvendo á orde na que se presentan os xéneros den tro de cada sección , esta vé n dada polo int ento de amosar coherencia na súa disposició n e p ermitir albiscar o sistema c ultural no que concibimos o ca ntigueiro de tradición o ral galego. Seguim os así o criterio de a finidade corr elativa. Un exem plo da s úa aplicación, nada nov idosa por outra par te, é a de presentar a nos a cuarta secció n de cantos na secuencia Nad al > Entr oido > Semana Santa > m es de maio . O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. XXIV Outra, esta en m aior medida orixinal, resu lta cando na e xposición da música do romanceiro rematamos co v ulgar , r omances de c ego , ao que lle se gue n os cantares narrativos, comez ando c laro, pol os c ant os de cego. Precisamen te , dentro da mesma 2ª sección de cántigas narrativas pasamos ao s cantares dialogado s editando correlativamante os canto s de ceg os e logo aqueles do mesmo colectivo de invidentes c on estru tur a dialogada, por ex., os cantos e ntre dous cegos, en tre cego e monifates ou entre cego e criad o/a. A p rincipal virtude cla sificatoria qu e lle vemos ao uso deste criterio de af inidade correlativa é a de trazar unha liña de progresión interna que intencionadam ente vertebra a música e que ten o seu co ntrapunto, cir cular , na aplicación do resto de criterios de clasificac ión que articula n os í tems c omprendidos en cada xé nero segu indo os criterios qu e se detallan deseguida : b.) De menor a maior complexida de formal. De nt ro de cada xénero figuran primeiro os cant ares dunha soa sección [s.], logo os í tem s que teñen dúas sec cións, dotadas de re trous o, por exem plo, e final m e nte outro s cantos do mesmo xénero , de habelo s, co n estruturas máis complexa s. c.) Unha vez agrupados así , os cantares de cada xénero s on p resentados de menor a maior ám bito melódico. C ontamos coa terminoloxía ac adémica musical, a táboa interválica, sen precisar os g raos que acotan cada intervalo por co n sideralo irrelevante para o noso propós ito clasificatorio . D e ser preciso , engadímoslle a o interv alo en cuestión o signo ( - ) para indicar aqueles casos nos que unha das cotas , normalmente a grave, presente a súa alteración interrogada , Rex. 0001.3, por ex . Tamén cómpre especifica r que c alquera cantar , mesmo de t er dúas ou máis seccións, contémplase no seu conxunto , é dicir, consideramos o ámbito me lódico de todo o tema (indepe ndentemente do que aconteza por separado e n cada sec ción) e contabiliza n todos os s on s impicado s na melodía, mesm o se soa mente aparecen como not a de adorno. Nalgúns xenero s, caso d os romances e d as jotas , so n sub divididos en grupos previos segundo criterios específicos establecidos nos es tudos de referencia, v. g. o Romanceiro X eral de Galicia , Ana Valenciano, ou verbo da j ota como xénero musical p ol a obra de referencia cita da de Migu el Manzano. d.) O derradeiro pas o taxonómic o aplicado consisti u en orde nar aqueles ítems qu e n un xénero/gru po teñen o mesmo á mbito melódico. Re paramos na situación do cénit melódico , c onsiderando qu e a nota máis aguda dunha melodía dada ref licte o tipo de deseño me lód ico [d. m.] que toda melodía ten por definición. Os códigos esta blecidos signific an o seguinte: • 2- Cé nit melódico situado no pri meiro verso da melodía . • 2= A nota máis aguda da melodía s itúase no 2º verso , se ben aparece con anterioridade no 1º verso. Introdució n XXV • 3= Cénit me lódico no 3º verso , se ben aparece con anterioridade nalgún dos versos preceden tes. • 4 = A nota máis aguda da melod ía sitúase no 4º vers o se ben aparec e c on anterioridade . • 2+ Cé nit melódico no se gundo verso sen qu e aparecese ant es . • 3+ Cénit melódi co no terceiro verso sen que aparecese a ntes. • 4+ Cé nit melódico no cu arto ou seguintes ve rsos. • ++ Cénit melódico situ ado con posterior idade á prime ir a sección. Finalmente, como xa adiantamos , o volume II remata con varios índices reali zados coa intención de facil i ta r a c onsulta da docu mentación . Un índice por íncipits melódicos que tan efectivo res ulta á hora de i dentificar cada íte m, un índice de prime ir os versos literarios, un índice toponím ico co a procedencia do s cantares por provincia s e concellos e , finalm ente, o índice de re xistros [Rex.] da música do c antigueiro da CS resultado da ap licación dos c riterios explicados . Pola súa banda, a redacción do resultado de sta investigación pre sénta s e neste v ol . I estruturándose en nove capítulos , os d este sumar io: 1. Casto Sampedro Folga r, a vida sen mú sica. 2. Os precursores e a música da Colecci ón Sampedro . 3. A colaboración c on Ramón de Arana. 4. O labor folclórico de Juan Montes . 5. As achegas de Víctor S aid Armes to. 6. Colaboradores e clesiásti c os. 7. Contribucións dou tros mú sicos, directores e compositores. 8. O groso dos transc ritores do c antigueiro da CS. 9. Casto Sampedro e a m úsica. O deseño circular da e stru tura adoutada permite iniciar e rem atar a nosa argumentación polo pers oeiro central da i nvestigación . C om ezamos obviando toda referencia á música na vida e obra de Casto Sampedro por conte xtualizar á súa circunstancia persoal, social e histórica como un dos máis destac ados activistas e humani stas pontevedreses nos e studos arqueolóxicos, históricos e artístico s de entre os séculos XIX e XX en Galic ia para, logo de tratar polo miúdo ao longo de sete prof usos capítu los, as particular es achegas d os distintos colaboradores que axudaron no labor de forneceme nto musical do cantigueiro da CS, rematar atendendo en excl usiva ao que supón a música , en concreto o canto galego de tra dición ora l, na vida e obra de C asto Sampedro Folga r e viceversa . O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 6 “ [ ... ] abundan te de pan, vino, frutas, hortaliza, caza y mucho pescado [...] S e divide en dos diferen tes villas [...] la más antigua y pri mitiva es la de Villa Vieja, y Redo ndela la Nueva es la más moderna, asegurándose en el país por tradición inmemorial y constante que viene de unos en otros la poblaron gente de la mar de la inmediata parroquia de Sta. María de Redored a para la proporción y comodidades que les ofrecía aquel si tio de la vecindad de la ría; y hasta hoy en día conserva en Redondela la nueva una calle llamada Rúa del Ri bero que sus moradores son feligrese s de Reboreda [ ... ] ” 13 . Dos primeiros anos de vida de Casto Sampedro case nada transcendeu. Era o noveno e derradeiro fillo do matrimonio antes dito de Ramón Sampedro e Mª Asunción Folgar. Tiña catro irmás: Pilar, Elisa, Carmen, Elena; e catro irmáns: Antonio, dous Ramón -por evidente falecemento do primeiro deles- e Ricardo. Este último, co tempo, abade da f reguesía de Trasmañó e logo cura párroco de Saxamonde; a mesma parroquia , a dicir de García Alén , onde la familia Sampedro tiene su quinta de verano 14 . Pola súa parte, Filgueira Valverde apunta que a infancia de Casto transcorr eu “campesina” 15 na Toxeiriña , nome da casa, supoñemos familiar, disque sita en Moraña. 1.1.2. Formación académica. Nada escrito atopamos sobre os primeiros estudos recibidos por Casto Sampedro. Quizais asistíu a esc ola municipal de nenos que menciona Madoz. Quizais aconteceu ao xeito de casa acomodada e letrada, rica en pergamiñ os , infolios... e á vez -sendo como era Casto o derradeiro dos irmáns- abondosa en ensinanzas e afeccións dos seus maiores; co s seu s faladoiros, tradicións, libros, instrumentos, amizades... En todo caso, tivo unha educación privilexiada para o que era habitual naq uela Galicia con taxas de analfabetismo por riba da media es pañola, a súa vez, unha das máis elevadas da Europa occidental na altura 16 . 13 Ávila y La Cueva, Francisco, op. cit. , pp. 163-164. 14 García Alén, A., op . cit., p. 71. 15 “ Nacido en 1848, de una familia hidalga de las cercanías de Redond ela, villa pescadora e itineraria, tras unos años de infancia campesina en la «Toxeiriña», cerca de Moraña, cursó estudios en los seminarios de Tuy, Orense y Sant iago, y , ya cerca de la ordenación , trocó por las Leyes la carrera sacerdotal .” Filgueira, J., “Introducción”, CMG I, p. 37. 16 En 1860, mentres en España a media era dunha escola pú bl ica por cada 841 habita ntes, en Galicia a rati o era dunha escola públic a por cada 14 90 hab itantes. Vid. Barre iro Fernández, Xosé Ramón, Galicia. Historia, tomo VI: Historia Contemporánea. Ensino e Cultu ra, A Coruña, Hércules de Ediciones, 1991, p. 105. Out ro exe mplo, anos despois, en 18 87, a taxa de analfabetismo en Galicia s uperaba o 72% da poboación e no caso das mulleres chegaba ao 90%. Vid. Castro, Xavier, “Pop ularización e democratización do ensino no século XIX”, Galicia terra ún ica. O século XIX . Exposición no Claustro do Convento de San Francisco, Pontevedra, Ed. Concello, Caixa Pontevedra e Xun ta de Galicia, 1997, 2 ª ed., pp. 176 -189. Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 7 O paso de Casto Sampedro Folgar por distintos sem inarios diocesanos para logo abandonar a carreira eclesiástica e licenciarse pola facultade de Dereito da U niversidade de Santiago de Compostela, é dato co ñecido. Como desvelamos deseguida, o expediente universitario 17 conservado per mite coñecer con maior precisión como entre 1861 e 1863, efe ctivamente, Casto estuda no Seminario Conciliar de Santiago de Compostela os tres primeiros ano s de latinidade, 4º de latín e humanidades e 1º de filosofía. O curso 1863 -1864 estuda no seminario de Tu i. Ao seguinte, 1864-1865, no de Ourense. As materias que cursa entre Tui e Ourense son a Gramática la tina y castellana , 1º e 2º, Retórica y Poética , Aritmética y Álgebra , Geometría y Trigonometría e Física y Quimica cualificadas todas elas coas notas de mediano . En Religión y Moral , Nociones geográficas , Historia General , Psicología lógica y Ética e Historia de España recibiu a nota de bueno en cada una . Así pois, con dezaseis anos, todo o mais con dezasete cu mpridos, Casto abandona a inconclusa carreira eclesiástica. As razóns do abandono, co mo aqueloutras que previamente o levaron a esa elección, ou a tanta mobilidade xeográfica, descoñecémolas. O caso é que Casto Sampedro continúa estudando por libre, entendemos que na casa; mais tampouco sabemos se foi esta a quinta en Saxamonde, ou a casa da rúa redondelá onde naceu, ou estivo en Compostela na dos avós maternos... ou tal vez na antes dita Toxeiriña ? O certificado do secretario do Instituto de Segunda Enseñanza de S antiago de Compostela certifica tamén que Casto Sampedro non deu rematados os estudos secundarios ata setembro de 1869. Ao pé da letra di : “Incorporó igualmente conforme a la disposició n octava de la Real orden de diez y seis de Octubre del cita do año de mil ochocient os sesen ta y seis, las asigna turas de Lengua griega, primero y segundo añ o y obtuvo la calificación de mediano en cada una. Solic itó se le admitiese á exámen de las asigna tur as de Historia na tural y Fisiología é Higiene q ue ha brá estudiado privadamente , y habiendo tenido efecto en los extraordinarios del curso de mil ochocientos y sesenta y oc ho á mil ochocientos sesen ta y nueve, mereció la calif icación de Aprobado en cada una ” 18 . Outra posible razón para explicar o estud o por libre das materias que lle faltaban para poder completar os estudos de secundaria, é supoñer á familia do mozo preocupada pola situación política do momento e, máis concretamente, movida pol o desexo de ev itarlle tentacións revolucionarias a aque l mozo de case 20 anos cumpridos cando o triunfo da Gloriosa en setembro de 1868. Así, 17 AHU da USC. Caixa/Leg axo: 1355, Expediente nº 7 a nome de Sampedro Fo lgar, Casto. Centro: Dereito. O “Exp ediente personal del alumno” con sta de 13 documentos sen n umerar. 18 AHU da USC, Legaxo 1355, documento 6 sen numerar, do 30 de setembro de 1869 e que comeza: “El Sr. Dr. D. Ramón Per erio y Rey, Catedrático y Secretario del Instituto de segunda enseñanza de Santiag o. / Certifico qu e D. Casto Sa mpedro Fo lgar…” etc. e re mata asinado polo citado Secretario e o visto bo do director, “López”. O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 8 por esa ou por outras razóns que se nos escapan 19 , descartou se enviar a Casto ao Colegio de Internos que desde 1867 facilitaba o acceso dos non residentes a o Instituto Provincial de 2ª Enseñanza de Pontevedra 20 en funcionamento desde 1845 , e xeograficamente máis próximo a Redondela. O expediente académico de Casto Sampedro na Fa cultade de D ereito conta con máis documentación anexa que antecede e confirma o expediente propiamente dito: solic itudes de exames, certificacións de notas, compulsas de títulos e unha súplica, datada en xuño de 1870 e dirixida ao rector da USC , daquela José Montero Ríos 21 , pola que sabe mos que o pequeno dos irmá ns Sampedro Folgar se viu no apuro de non poder matricularse en tiempo hábil, por razones de salud, como acredita el adjunto certificado 22 . Aquel me s de xuño de 1870 fora intenso para Casto. Recuperada a saúde, aos poucos días tivo que su frir as probas para acadar o título de bac harel no Instituto de Santiago de Compostela. Superado o tran so académico cun aprobado seguironlle os primeiros exámes da carreira universitaria que , dase o caso 23 , Sampedro Folgar cursaba como alumno na Facultade de D ereito desde o curso 1869-1870. 19 Certamente semella casar mellor coa tradición familiar dos Sampedro por evitar o talante progresista da cidade de Pontevedr a, da quela acab ada de nomear capital prov incial, en claro contraste con Santiago de Compostela, sé arzobispal e cabeza da rea ccionaria e belixerante iglesia española do carde al García Cuesta. 20 Fortes, Xosé (Coord inador), O Instituto de Pontevedra , Ed. Deputac ión Provincial de Pontevedra, 1997, en especial, Castelo Tettamancy , Mª del Carmen, e Santillán Pedrosa, Elena, “A Etapa Is abelina”, pp. 89 -116 e Martínez Tobío, Mª Dol ores e Rodríg uez Gil, Rafael, “O Sexenio Revoluc ionario ” pp. 119 e ss. 21 José Mo ntero Ri os foi reitor da USC entre 1868 e 1870, logo, entre 18 81 -1887, senador pola mesma institución, era irmán dous anos maior do moito máis afamado dos Mont ero Ríos, Eugenio, vid. Barral Martínez, Margarita, Montero Río s e Compostela . Un feudo clientelar , Compostela, Ed. Gotelo Branco - Consorcio de Santiago, 2007, pp. 84 -85, 93 e 180-182. 22 AHU, Universidade de Sa ntiago de Compostela cartafol 1355, docu mento nº 10 sen numerar, do 6 de xuño de 1870: “Ilustrísimo Se ñor Rector de la Univ ersidad de Santiago. / Dn. Casto Sampedro y Folgar, natural de Redondela, prov incia de Po ntevedra, a V.S. expone: que no habiendo podido matricularse en tiempo hábil, po r razones de salud, co mo acredita el adju nto certificado, y siguiéndose gravísi mos perjuicios de la no admisión a la matrícula. / Suplica a V.S. se sirva admitirla, en su bondad y Justicia reconocidas, en lo que vivirá eternamente agradecido. Dios guarde a V. S. muchos años. / Santiago seis de Junio de mil ochocientos setenta. / Cast o Sampedro [Asdo. Á m ar xe, o mesmo día]: “Justifi cando el interesado las causas qe alega con las certifiacion es que acom paña, admítesele al pago del 2º plazo de matrícula y entrequenda pr Secretaria las hojas im p resas para que solicite exámenes. / El rector / Mo ntero Rios [Asdo. ] O xustifi cante médico, Documento 11 do cartafol, o asina Timoteo Sánchez Freire, “doctor en m edicina y Cirujía”; indica que Sampedro estivo enfermo entre os días 20 de maio e 2 de xuño mais non di que enfe rmidade padeceu. 23 “Curso de 1869 a 70, Registro provisional de la Facultad de Derecho” AHU da Universidade de Santiago de Compostela, F.U.A – 592 (Dereito 1866 -1876). Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 9 Terse matriculado na universidade sen título de bacharel era, por suposto, unha excepcionalidade. A cuestión é que aprobando as derra deiras materias de secundaria na s probas extraordinarias, no mes de setembro, Casto Sampedro tiña que agardar – como vimos aconteceu - a xuño do seguinte ano para acadar o título. Non ficand o resignado á circunstancia, con data do 30 de set embro de 1869, suplica Sampedro alegando ter apro badas todas as materias do ensino secundario e, xa que logo, lle perm itan matricularse na Facultad de Derecho y asignaturas de ampliación que solicite . Lámina 1.3 . AHU da US C, cartafol 13 55, do cumento 9. Repárese na boa caligrafía de Casto Sampedro nos tempos de estud ante en claro con traste co estilo que adoptará log o de licenciarse. O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 10 O escrito de súplica dí : “Señor rector de la Universidad Literaria de Santiago. / Don Casto Sampedro y Folgar, na tural de Redon dela, Provincia de Pontevedra á VS at entamente. / Espone: que habiendo aprobado todas las asignaturas correspondi entes a la segunda enseñan za en el Instituto de es ta Ciudad cuyo te stimonio es tá pendiente en la Secretaría de este, Suplica a V. S se digne admitirle la matrícula en la Facultad de Derecho y asignaturas de ampliación que solicite, cuya gracia espera merecer de la bondad de V.S. / Dios [guarde] á V.S. m[uchos ] a[ños] / Santiago 30 de Setiembre de 1869. / Cast o Sampedro *Asdo.+” 24 . Á marxe esquerda do escrito de súplica temos a contestación do Reitor con data do mesmo día: Matricúlese a este interesado a condición de presentar en el plazo más breve y posible certificación de los est udios de 2ª enseñanza; de no verifi carlo ningún efe cto surt irá dicha matrícula . Complétase o documento coa nota inferior á marxe, xa do 11 de Febreiro de 1 870, onde o secretario da Universidade, Máximo Ayenas, fai constar a petición demanda ndo o certificado de estudos por parte do instituto de secundaria adsc rito á universidade compostelá. O secretario daquel centro, Ramón Pereiro y Rey, dá por certos os estudos de secundaria cursados por Sampedro mais advirte: sin que este interesado hubiese sufrido los ejercicios del grado de bachiller en Artes . Iso foi a 18 de febreiro de 1870, de aí que non lle quedase outra que superar as probas para o imprescindible título de bacharel á vez que facía os primeiros exames universitarios. Na liña da privacidade con que sempre tratou do s eu, descoñecemos onde residía Casto cando de estud ante en Compostela. O enderezo oficial foi sempre o familiar en Redondela. O mesmo recatado silencio sobre os se us costumes e a particip ación na vida social 25 que daquela fervía polo proceso revolucionario do Sexenio Democrático (1868-1874) nunha cidade, Compostela, bastión do poder eclesiástico que resistía favorecendo a causa carlista 26 . 24 Súplica de Sampedro ao Rector da Universidade de Santiago de Compostela con data do 30 de setembro de 1869. AHU, Leg axo: 1355 [Documento 9, sen n u merar]. 25 Entr e outra bi bliografía consultada sobre os con temporáneos de Casto Sampedro na universidade, cómpre dest acar a información atopada en Durán, José Antonio, Historia e Lenda dos Murua is. Do folletín posromántico ó an del modernista , Madrid, Ed . Taller de ediciós, 2004. En especial p. 55 citando as memorias de José Mi llán – logo membro d a Sociedad Arqu eológica - evocando os seus estudos na Facultade de De r eito compostelá entre 1864 e 1871, narra o que ben podería ter contado Casto: “El 1 de octubre de l año 64 del pasado siglo, hice mi triu nfal entrada en la Universidad; sobre mi ju venil cabeza se posaba un so mbrero de copa, prenda reglamentaria exigida para penetrar en el templo de la ciencia, dispo sición acertada p ara imprimir carácter a los alumnos d e carrera mayor ”. 26 Barreiro, Xosé Ramón, “El pontificado compostelano del cardenal García Cuesta (1850 - 1873)”, Compostelanum , tomo 17, 1972, pp. 189- 260; Barreiro, Xosé Ram ón , O carlism o galego , [2ª edición ], Ed. Laiovento, 2008, en especial pp . 248 -253. Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 11 Aproveitando a consulta do citado AHU da USC, polas actas daquel curso 1869 -1870 sabemos que a Facultade de D er eito contaba coa matrícula de 235 alumnos, todos homes 27 . Entre os compañeiros de aulas de Sampedro, o tudense Ricardo Blanco-Cicerón Núñez e o pontevedrés Alejandro Mon Lan da . Cunha irmá deste último, Josefa, casaría Sampedro anos despois. As cualificacións acadadas por Casto aquel primeiro curso foron:  Derecho romano 1º - Aprobado  Economía política – Aprobado  Derecho político – Aprobado. Por enseñanza libre :  Historia universal – Aprobado  Literatura española – Aprobado  Literatura latina – Aprobado Segundo consta na m esma acta, hai discipli nas ás que non se presentará, ata o ano seguinte, en xuño de 1871:  Derecho Romano 2º - Aprobado  Derecho civil – Aprobado. Esta por libre. Pódese afirmar que xuño de 1870 foi de grande proveito académico para aquel Casto Sampedro de 21 anos que se presentaba a seis materias de Dereito con éxito e, á vez, fica dito, su peraba ás probas do título de bacharel. Para considerar debidamente as notas recibidas comparámolas coas dos seus compañeiros onde abundan os suspensos, non presentados e aprobados. Daquela, o notable valorábase caro e o sobresaliente era cu alificación tom ada literal e restrinxidamente 28 . As notas de Casto naquel curso de 1870-1871 foron:  Derecho mercantil y penal – Aprobado  Derecho canónico – Aprobado.  Disciplina eclesiástica – Aprobado. “Enseñanza libre”. Ademais, nas actas do segundo curso universitario de Casto constan dúas materias superadas en xuño do seguinte ano, 1872: 27 “Curso de 1896 a 70, Registro provisio nal de la Facultad de Derecho” AHU da USC, legaxo F.U.A – 592 (Dereito 186 6-1876). 28 A fío deste comentario, nas actas da facultad e co mpostelá de Dereito do seguinte curso, 1870 -1871, entre os novos compañeiros de carreira de Sampedro despunta un home, dez an os máis vello que Casto Sa mpedro e qu en non só interesa subliñar aquí polo seu excepcion al expediente académico, senon por ser o tío materno de Víctor Said Armesto quen precisamente, como se verá, nace nese an o de 1871. Un só aprobado, un notable e seis sobresalientes foron os trunfos do pontevedrés Indalecio Armesto. Sampedro pois, cando nin soñaba con ser un do s máis activos veciños residentes na boa vila de Pontevedra, coñeceu en aulas ao destacado intectual e filósofo p ontevedrés. O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 12  Ampliación Derecho Civil – Notable.  Procedimiento Judiciales – Aprobado. Ese cu rso de 1871-1872, o derradeiro da carreira universitari a de Casto Sampedro, complé ta o co estudo p or libre de Practica forense , disciplina superada con outr o aprobado e, como en toda s as materias da carreira, sen necesidade de exames extraordinarios. Con todo, aínda á altura de xuño de 1872 ficaba pendente a cuestión d o tí tulo de bacharel do señor Sampedro. A razón: non ter pagados os dereitos do mesmo. Certifícao o secretario do instituto: “El Dr. D. Ramón Pereiro y Rey, Catedr{tico y Secretario del Inst ituo de segunda enseñanza de Santº. / Certifico: que D. Casto Sampedro Folgar, natural de Redondela provincia de Pontevedra, despues de haber cursado y probado las asignaturas de segunda enseñanza, solicitó en este Instituto se le admitie se á los ejercicios del Grado de Bachiller: instruido el oportuno expediente hubieron lugar aquellos conforme á lo dispuesto en el artícu lo veinte del decreto de se is de Mayo de mil ochocientos se tenta y en lo que determina el artº prime ro del de veinticinco de Octubre de mil ochocientos sesenta y ocho, en los días veintitres y veinticinco de Junio de dicho año de mil ochocientos setenta, mereciendo en cada uno la calificación de Aprobado, no habiéndose expedido el correspond te Título, por no haber sa tisfecho los dere chos del mismo. Así resulta de los antecedentes que obran en la Scrta. de mi cargo á que me refi ero, y para que cons te á solicitud del interes ado expido la present e visada por el Sr. Director y sellada con el que se usa en este Instituto. / Santº cinco de Junio de mil ochocientos se tenta y voz. / Ramón Pererio y Rey [Asdo.] / Vº Bº El Director / Lopez *Asdo.+” 29 . Por suposto, Casto Sampedro acabou por pagar o pendente e presenta o título de bacharel na secretaría da Universidade 30 . Iso si, en novembro de 1872, coa licenci atura xa re matada. Mais alá do anecdótico, e dado qu e a solvencia económica non explica o impago, coidamos que a cuestión do título de bacharel, así como o seu anterior paso por tres seminarios distintos, foron consecuencia e indicios do seu carácter inconformista e pronto reivindicador. 29 Certificado do Dr. D. Ra món Pereiro y Rey, Catedrático e Secretario d o Instituto con data do cinco de xuño de 1872 . AHU da USC, cartafol 1 355, docu mento 7 sen numerar. 30 “Secretaria de la Universidad / Santiago / D. Casto Samped ro Folgar / natural de Redondela / ha presentado en esta secretaria un título / expedido de cual aparece que: en 25 de Junio de 1870, sufrió en ese Instituto lo s ejercicios del grado del Bachiller los que le fu eron aprobados / Sírvase V. informar me al marg en acerca de la legitimidad de dicho título y su contenido. / Dios guarde á V. muchos años. / Santiago 4 de Noviembre de 18 72. / P.A. / Antonio Lóp ez / Secretario del In stituto de esta ciudad. / [Nota á marxe asinada o mesmo día do 4 de novembro de 1872]: Es legítimo el documento a que se refiere esta acordada y cierto su con tenido […] / Ramón Pereiro y R ey [Asdo]”, AHU da USC, cartafol nº 1355, do cumento 4 sen nu merar, do 4 de novembro de 1872. Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 13 1.1.3 Vida profesional e actividade política. Casto Sampedro exerceu profesionamente como avogado. Pri meiro colexiándose na súa Redondela na tal o mesmo ano de 1872 en que se licencia en Dereito. Ao cabo de tres anos enfrentouse Casto ao xuíz de primeira instancia facendo pública unha circular en contra das actitudes dese maxistrado local. Sobre o caso nada máis sabemos , nin demos coa referida c ir cular nin atopamos escrito en a lgures que nos concrete o motivo da denuncia, e iso que a relevancia deste fe ito na vida de don Casto arguméntase, con fundamento, en concreto García Alén así o alega no seu estudo sobre a familia Sampedro 31 , como o motivo principal do seu traslado a Pontevedra. Alí, na boa vila , con 28 anos e avogado, non faltaban boas oportunidades de me llora nin persoas influentes coñecidas. Precisamente ese ano de 1875 en que Sampedro Folgar se instala en Pontevedra, comeza en España a primeira restauración borbónica. Siste ma político monarquico de aparencia parlamentar base ado no turnismo pactado entre dous grandes partidos dinásticos e n o control social que consolidaba o poder da nova elite derivada da definitiva caída do Antigo Réxime , á alta burguesía. Pontevedra, tras non poucas e duras lio rtas coa emerxente cidade de Vigo 32 , tiña asegu rada a capitalidade provincial do cu adrante su roccidental galego desde principios da década de 1840. D e vila a medio camiño entre as antigas cap itais de Tui e Compostela, a quen pertencera administrativamente , Pontevedra pasa agora a centralizar o novo poder liberal español nesta parte d e Galicia. Así, ao abeiro do novo status capitalino, agr omou e consolidouse a nova administración do estado, con goberno civil, militar , xudicial; co n deputación provincial, instituto, escola normal, prensa oficial, etc. Á vez, a cidade pontevedresa constituíuse pronto nun inusual foco de poder político a nivel estatal. Vaian escritas as razóns desta circunstancia en mellores palabras: “No deja de llamar la at ención, al estudiar la vida política pontevedresa durante la Restauración, la importan cia nacional que ad quieren varios políti cos vinculados a Pont evedra, algunos ennoblecidos por la Corona, hasta el punto de que Ponte vedra llega a convertirse en la capital política de Galicia y uno de los 31 Desta op inión é García Al én, A., op. cit. , p. 69 e 75 na not a 9 di : “Quizás haya sido causa de este trasl ado la postura qu e ado ptó, en 1875, frente a los atrop ellos del Juez de 1ª Instancia de la villa, postura que Sam pe dro hizo pública en un a circular que, con su fir ma, distribuyó profusamente po r Galicia. Véanse sob re este a sunto los antecedentes que obran en el Archivo de su familia [...] Archivo Familiar d e la casa Sampedro de Po ntevedra ” . É de sub liñar e laiarse que ese arquivo fam iliar non chegase a formar parte na súa to talidade dos dep ósitos efectuados no Mu seo de Pontevedra e que hoxe n on se saiba do seu paradoiro . 32 González Fernández, Juan Miguel, “Gobierno municipal y pronunciamientos prog resistas en Vigo bajo el reinado de I sabel II ”, Pontevedra. Revista de Estudios Provinciales , nº 14, Ed. Deputación Provincial d e Pontevedra, 1999, pp.191 -228; en especial pp. 196 -201. O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 14 centros má s activos de la política españ ola. Lo más sorpren dente es que cas i ninguno de estos políticos era natural de Po ntevedra. Se af incaban aquí por razones profesionales o políticas y d esde aquí in ician sus cur sos honorum que los llevará al Congreso, a las carteras ministe riales, e incluso a las preside ncias del Congreso o del Conse jo de Ministros. Es el caso de Montero Ríos, sant iagués; de Vega de Armijo, anda luz con posesiones e n la provincia; de los Buga llal y los González Besada, de Pontea reas y Tui, de Fernández Villaverde, asturiano [...] ” 33 . Así, á súa escala, Casto Sampedro, redondelán casado cunha veciña pontevedresa de raigames astures, resulta caso sem ellante. Fica antes dito que a tal muller era unha das irmás de Alejandro Mon Landa (1852-1915) 34 a quen vimos como compañeiro de Casto na Facultade de Dereito da Universidade de Compostela. Anos des pois , militando no p artido conservador , foi alcalde da cidade de Pontevedra entre 1879 e 1890 así como deputado provincial e deputado a Cortes entre 1891 e 1910 . O nome da mu ller coa que casa Casto : Josefa. Case nada se sabe dela; falec eu 35 o 22 de maio de 1928. Era a primeira das tres fillas de Dolores Landa e Miguel Mon Álvarez Castrillón (1814-1875) delegado de facenda na provincia de Pontevedra . Xa que logo, emparentou Sampedro cunha das grandes familias da oligarquía pontevedresa e á vez vencellada co a do poderoso político ovetense Alej andro Mon Menéndez (1801- 1882) 36 quen, entre outras, fora diplomático ante o Vaticano e ministro d e facenda con importantes acord os e reformas no sistema monetario, fiscal e bancario español. Quen viña sendo curmá n d o acab ado de fal ecer, sogro de Sampedro Folgar, mantiña á alt ura do matrimonio Sampe dr o- Mon toda a súa influenza como adiñeirado senador vitalicio. Das actividades profesionais de Sampedro sabemos algo máis concreto p olo cuño de dúas cartas 37 . En 1910, traballa don Casto como avogado para o Banco de España , para a compañía Tranvías a vapor de Pontevedra a Marín e máis 33 Fo rtes Bouzán, Xosé, Historia de la ciudad de Pontevedra , A Coruña, Ed. La Voz de Galicia, S.A., 19 93, Biblioteca Gallega, Serie Nova, p. 631 34 Sobre a xenealoxía da familia Mon ponteved resa con touse coa inform a ción en rede contida en: foros.xenealoxia.org/viewtopic.php?p=15807 , a 2 3 de xullo de 2009. Non confundir co seu fillo Alejandro Mon Landa (1886-1952) tamén político e deputado a C ortes entre 1910-1923. Agrarista moderado. Nas eleccións xerais de 1 936 presentouse na Candidatura de Centro liderado po r Portela Val ladares, sen acadar escano . Barros Hermida, Luis, Galegui smo e Sociedade na Redond ela da II República, Sada, 1998, Edición s do Castro, p. 119. 35 “ [...] En 22 de mayo de 1 928 moría su esposa.[... ] ”, García Alén, A., op. cit. , p . 72. 36 É de referencia o estudo xenealóxico que fai Menéndez Pidal, tamén emparentado co chamado Zar de Asturias . 37 Carta de Casto Sa mpedro a Francisco Crespo, do 29 de decembro, sen ano [ca. 1909 -1910] fonte: Museo de Pontevedra, CS: 95/73/38. Vid. Doc., carta 311. Idem na carta de Casto Sampedro a Víctor Said con data do 10 de xullo de 1911, fonte: Biblioteca da FPBM, Fondo S.A. 19 (I) R. 3508, v id. Doc., carta 288. Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 15 para a poderosa sociedade ferroviaria The West Galicia Railway Company Limited . O vencello coa compañía ferroviaria conta con acreditación excepcional a maiores por ser o único documento relacionado coas actividades profesionais de Sampedro conservado na CS 38 . É copia d a Susti tución de mandato que hace D. Juan Frulvek Glascott como gerente de la The West Galicia Railway Company a favor de algunos abogados de Pontevedra, entre ellos D. Casto Sampe dro, para que representen a la compañía en cualquier recurso contencioso – administrativo 39 asinada en Vilagarcía de Arousa o 19 de marzo de 1909. A clientela do avogado Sampedro Folgar non ficaba pois reducida ao vínculo familiar xa que n on se daba contradición algunha entre os intereses desta e d a restante oligarquía do momento. Aquela alta burguesía, que no político se dividía aparentemente en dous, conservadores e liberais, no social coincidía na práctica elitista e caciquil fome ntadora do nepotismo e as relacións cl ientelares mediante uns cadros dirixentes e intermedios que superaban calquera diferenza política á hora de concentrar nas súas mans as actividades económicas máis estratéxicas á vez que mantiñan situacións de prixivilexio so cioeconómico como os foros . Coincidimos con Fortes Bouza, cando para o caso pontevedrés afirma como la lucha por el poder político, a pesa r de su virul encia, no llegó nunca a afectar lo s interese s económi cos. En el tranvía Pontevedra – Mar ín figuran como accionistas, entre otros, Montero Ríos, Riestra, Mon y Prudencio Otero 40 . O mesmo historiador citado asevera que Casto Sampedro, xunta a o referido Alejandro Mon -e co paso do tempo, Prudencio Landín e José Lino - eran os representantes locais do conservaduri smo liderado na provincia por persoeiros como Elduayen, os Bugallal e, máis en acordo con Sampedro, Sabino González Besada e Raim undo Fernández Villaverde 41 ; este último tamén de orixe asturiana, tamé n avogado e que n, sendo conservador , debía a s úa 38 Na CS: 60/2 agrupando as fichas 1 a 19 reaprovéitase unha fol la arrincada du nha libreta raiada que, na caligrafía d e Casto Sampedro , borrosamente di: "Extracto de la causa contra Candido Mar [tinez? tín?] por atentado a un Tren". 39 Manuscrito a tinta, tamaño folio en papel timbrado con selo de 9ª clase, 3 pesetas, co cuñ o]: “Notaria de los Barreiro Meiro. Villagarcia [...] Nº de esta pó liza A.0.018.2 27. Fonte: Muse o de Pontevedra, CS: 29/22. 40 Fortes Bouza, P., Op. cit. , p. 635. En verbas de Taboada Moure, Pablo, Las élites y el poder político. Elecciones pro vinciales en Po ntevedra (1836 -1923) , Pontevedra, 1987, Ed . de autor, Gráficas Duh er, S.L., p. 105 “En 1884 surge la primera inici ativa en la que estará pr esente Prudencio Otero y es la del Tranv ía de Pontevedra a Marín, iniciativa que se relanzará en 1885, después del Banq uete de La Caeira, con una suscrip ción de acciones po r Montero Ríos, Riestra , Alejandro Mon y Prudencio Otero, entre otros ” . 41 Marq ués de Pozo Rubio (1848-1905); político español con servador e presidente do gob erno en dúas ocasións. Sumouse á facción silverista. VV.AA. Revolu ción bu rguesa, oligarquía y constitucionalismo (183 4- 1923) , in [Tuñó n de Lara, Manuel, director], Historia de España , tomo VIII, Barcelona, Ed. Labo r, 2ª ed. 1981, en especial pp. 3 88 -393. O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 22 hacer de cada as unto un expediente o un capítulo de la historia incontr overtible. La notoriedad no le interesaba. Tenía cierto desdén elegan te por el vocerío de la calle y por los fútiles honores del proscenio. La tertulia de S ampedro, de aquel hombre am eno, cu lto, serio, conoc edor de tantas cosas bellas, será recordada siempre con respeto por cuan tos tuvimos la dicha de pasar por ella ” 60 . Certamente, aínda que xenerosa, a hospitalidade de Sampedro tiña be n distinguida unha selecta escolma de escollidos. Volvendo ao escrito por Novás: No gustaba Don Casto de hacer de su despacho tertulia de muchos amigos. Le visitaban bastantes, pero se iban pront o; y solo los elegidos o los que necesit aban de su privilegiada inteli gencia para resolver una duda, permanecían un rato más en la animada y grata conversación, para escuchar de sus labios la certera respuesta y señalarle el libro orientador, que siempre encontraba a mano 61 . Con to do, a listaxe de habituais que podemos reconstruír polos textos memorialistas que estamos a tratar, non é pequena 62 . Relativízase dada a lonxevidade de Sampedro e a dia cr onia de moitos dos participantes. Aínda co faladoiro no despacho de D. Casto tiña as súas orixinalidades, como a de non ofe rtar asento aos partic ipantes que así conversaban ou consultaban o que se terciase de pé 63 , a te rtulia sampiedrina non era nin a única, nin a decana, ni n tampouco a máis afamada na Pontevedra da época . Sen entrar en consideracións maiores ao respecto, si cómpre su bliñar ao noso propósito como Casto Sampedro consta como habitual nalgunhas daquelas te rtulias . Por caso, na reducida y selecta 64 que tiña como a nfitrión a Jesús Muruais (1852- 60 Landín Tobio, Pru dencio, De mi viejo carnet., op. cit., pp. 58 -60. 61 Novás, Juan, “El Despacho de Don Casto”, op. cit. , p. 14. 62 Os irmáns Augusto e Moisés Gon zález Besada, Rod ríguez Seoan e, Mariano Cousiñ o, Carlos Sobrino, Ramón Peinador, Juan Menéndez Pid al, Prudencio y Pablo Robira, Pimentel, Pueyo, Corral, Seño ráns, Javier Pintos, Gerardo Álvarez Li meses, Jos é Casal Lois, Carmelo Castiñeira, Fernando Olmedo, Enrique Campo, García de la Riega, Prudencio Otero, García de Diego, Víctor Said Armesto, Perfecto Feijoo, Blanco Porto , José Millan, Amor Ruibal, os bispos Lago e Cerviño, F. Javier Sánchez Cantó n, Torcuato Ulloa, el marqués de Riestra, Alejandro Mon, López Ferreiro, Andrés Padín, Paco Pazos, Novas Guil l én, Portela Pérez, Luis Mª Ferná ndez Espinosa, Teod osio Domínguez, Manolo Quiroga, Isidoro Mil lán, Núñez Vila, López Otero, Álvaro Losada, Iglesias Vilarelle, Juan Novás, Prudencio L andín Tobío, Filgueira Valverde... 63 “[...] Cando estaba alí, D on Casto non pechaba a po rta, de xeito que entrabamos co mo na nosa casa. A tertulia da que tanto se ten falado, no n era, como ado itaba, de xente sentada, s enón de pé, sempre interrompida pol os que chegaban e saían [...]” Filgueira, J., op. cit ., 1987, p. 8. 64 Land ín Tobío, Prudencio, De mi viejo carnet, op. cit. , pp. 52-57, en especial cando afirma: “La tertulia de Murua is estaba en su apogeo en los años 1897, 98 y 900 [...] D. Ernesto Caballero, D. Casto Sampedro, Julio Cuev illas, Sergio Sanjurjo, Souto Cuero y algunos más participaban también en la interesantísima tertulia [...]” Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 23 1903) 65 . O gabinete d o erudito profesor e crítico literario estaba na planta baixa da chamada C asa do Arco , onde residirá desde 1888 logo de acadar a cátedra de latín do instituto pontevedrés. C on tiña un ha moi completa, rara e caudalosa hemeroteca e biblioteca – hoxe, o que se conserva, na Biblioteca Pública de Pontevedra- propias dun excelente coleccionista e lector sempre á la page , sobre todo de nove la francesa e española do momento, revistas, carteis, fotografías... e que ti ña por costum e compartir . Como é s abido, o lugar e a persoalidade de Jesús Muruais han ser decisorios na formac ión, entr e outros, de Valle Inclá n, Torcuato Ulloa, ou como oportunamente se verá, do máis estreito e fecundo dos colaboradores musicais de D. Ca sto, Víctor Said Armesto. Entre 1889 e 1890, Concepción Are nal residi u en Pontevedra. Alejada del bullicio mundano por la recient e pérdida de un hijo, su casa se convirtió pronto en punto de reunión selecta de perso nalidades que admiraban el prodi gioso t alento de Concepción Arenal, escuchaban arr obadas la lectura de sus escritos y compartían con ella las primeras horas de la noche . [...] no era tertulia de regocijo ni de alegr ía, porque las palabras, las ideas y las inquietudes de Concepción Arenal se referían siempre a los desgraciados, a los perseguidos, a los que sufrían y ll oraban. [...] Sin embargo, puesta en el trance de hablar, agotaba la materia con relatos amenísimos de sus visi tas a lo s establecimientos penitenciarios de España y el extranjero, y de las visicitudes sufridas durante la publicación de su revista “La Voz de la Caridad”, cuya colección encuadernada mostraba a los contertulios 66 . Tamén consta Casto Sampedro como habitual no faladoiro do Salón dos Profetas que se daba no Liceo Casino de Pontevedra 67 e tamén na tertulia da familia Méndez Núñez 68 que reservamos non tratar agora pola súa relevancia musical na vida de D. Casto. 65 Durán , José Antonio, Historia e Lenda dos Murua is , op. cit. , pp. 61, 76, 78, 83, 88, 89, 172 - 173 e, en especial, pp. 222 e ss. , cando o autor estima que se ten magnificada a i mportancia do faladoiro da Casa do Arco cando, con propiedade, máis que tertulia “tiña m oi to máis de v isita discreta, concertada ou habitual, a unha biblio teca privada (aberta de par en par a determinadas minorías de ex-alumnos e amigos da pequen a cidade; se se cumprían as ordenanzas implíticas, impostas polo propietario; cada vez máis estrictas, debido as rarezas do anfitrión). O silencio, nin que dicir ten, era ordenanza pri mordial”, p. 226. 66 Landín To bío, Prudencio, De mi viejo carnet, op. cit. , pp. 51- 52 en especial: “De aqu ella tertulia formaban parte, con más o menos fre cuencia, el ayudante de Obras Públicas D. José Domínguez, vecino de la misma casa, D. José Riestra y su señora, la familia Méndez Núñez, el catedrático D. Ernesto Caballero, el ingeniero D . Alejandro Cerdá, los abogados D. Casto Sampedro y D. Augusto Gonzále z Besada, lo s poetas D. Renato Ulloa y D. Heliodoro Fernández Gastañaduy y otras contadísimas personas” . 67 Filgueira Valverde, J., op. cit. , 1987, p . 17. 68 Íbidem e máis Filgueira, J., op. cit. , 1948, p. 18. O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 24 Finalmente, e xa fora das tertulia s propiamente ditas, mencionemos que Sampedro consta como asíduo 69 da redacción do xornal Diario de Pontevedra , fundado en 1887 por Andrés Landín (+1911). Aquelas reunións de traballo tiñan lugar no s alón da casa da familia Landín na rúa Riestra nº 7, con imprenta e libraría no baixo. Sobre estas colaboracións coa prensa local, ás que volveremos ao fío da música na vida de Casto Sampedro, tamén consta testemuño 70 de como anos despois non lle era preciso a D. Casto asistir á redacción do Diario de Pontevedra xa que viñan consulta lo ao seu despacho . Lámina 1.4. Casto Sampedro lendo sentado no seu despacho . Debuxo de En rique Campo, Arquivo Gráfico do Museo de Pontevedra. 69 “[...] El salón más gr ande de aqu ella casa se llamab a la redacción [...] servía como oficina donde se reu nían y escribían los colaboradores del periód ico, por lo qu e allí se habían sentado, entre otros, Torcuato Ullo a, Portela Valladare s, Enrique Labarta, Álvarez Limeses, Por tela Pérez, Jesús Muruáis, Said Ar mesto, Casto Sa mpedro y Sánchez Cervela, padre de F. Jav ier Sánchez Cantón. Y sólo como visitantes esporádicos, pasaron Eugenio Montero Ríos, [etc.]”, Landín Carrasco, Amancio, Figuras con mi pu eblo al fondo , Pontevedr a, Depu tación de Pontevedra, 2002, p. 34. 70 “Traté mucho a D. Casto y frecuenté su siempre r ecordado despacho diariamente durante algunos años. En el comencé mi for mación profesional. Era el prototipo de la formalidad, compatible con un humorismo encantador. Durante unos meses lo vi sitaba a las cuatro de la tarde para re coger no tas con qu e yo tejía unos artículo s, no firmados, para El Diario de Pontevedra , titul ados „Calles y Plazas d e Pontevedra‟ . Más tarde mis quehaceres me impidieron aquella asiduidad y se encargó de recoger las n otas, facilitadas amable mente por Sampedro, un buen amigo mio, in teligente y entu siasta, qu e fir maba con el pseud ónimo Errante ”, Lan dín, Prudencio, De mi viejo... op . cit. , p p. 578- 579. Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 25 1.1.4.2 Presidente da Sociedad Arqueológica de Pontevedra . A historia da fundación e logros da Sociedad Arqueol ógica de Pontevedra , en diante SAP , ten sido contada en distintas o casións e por distintos autores. José Filgueira 71 e Carlos Valle 72 son, entroutros 73 , guía segura e licenz a para prescindir nós da consulta directa d as fontes deste particular conservadas no Arquivo Documental do Museo de P ontevedra. Sabemos así que o verán do ano 1894 foi relevante na vida de Casto Sampedro e, polo mesmo feito , un fito fundamental na hist oriografía das disciplinas humanísticas en Galicia. A participación de don Casto na fu ndación e posta en marcha da SAP, c oa conseguinte aceptación da responsabilidade de presidila, supó n o rub icón público na vida dun home, daquela a piques de cumprir os 46 anos de idade, que tivo na Sociedad -o deixou escrito Filgueira- su obra preferida, llegó de tal manera a identificarse con ella que vino a ser como un seudónimo 74 . O acontecido nas ruínas da igrexa d o convento de Santo Domingo de Pontevedra o 16 de setembro de 1889 recoñécese como precedente directo da Arqueológica . Aquel día, o poeta e director d ’ O Galiciano , Rogelio Lois Estévez, xunto a Ma nuel de la Fuente e José Casal Lois, ambos os dous correspondentes da Academia de Bellas Artes e da Comisión Provincial de Monumentos , promoven o compromiso p úbl ico na defensa daquelas ruínas ameazadas de desaparición p olo crecemento urbanístico da cidade. Entre o citado acto e a posterior fundación 75 da SAP me dian case cinco anos e sobre todo a vitoria acadada co a declaración de Monumento Nacional , primeiro na provincia, que por lei do 12 de 71 Filgueira, José, “La Sociedad Arqueológica de Pontevedra”, Faro de Vigo nº 18024, 1º de xaneiro de 1926, p. 24 . Moito máis desenv olvid o en Filgueira, José, “Don Casto Sampedro y su Sociedad Arqueoló gica”, El Museo de Pontevedra , Pontevedra, tomo V, 1948 , pp. 16 -49, traballo guía para posteriores a chegas co mo en Filgueira, J., “Sampedro y Folgar, Casto”, GE G , tomo XIV, Santiag o de Com po stela, Silverio Cañada, 1974, pp. 189 - 190 ou Filgueira, J., “A „Sociedad Arqueoló gica‟ de Pontevedra. Centenario da Fundación”, en Valle Pérez, X. Carlos [Coord.], Os debuxantes da “Sociedad Arqu eológica” de Po ntevedra , Pontevedra, Museo de Pontevedra, 1995, en especial pp. 9 - 18. 72 Valle Pérez, X. Carlos, “El contexto intelectual pontevedrés: La So ciedad Arqueológica de Pontevedra”, CMG, reedición en A Coruña, Fundación Pedro Barrié de la Maza , 2007, pp. 37- 39. 73 Para o debido contexto da SAP na Pontevedra do seu tempo vid, Valle Pérez, X. Carlos, (dir.), Pontevedra 1898 . So ciedade, Arte e Cul tura. Fondos do Museo de Ponteved ra, Pontevedra, Museo de Pontevedra, 19 98, en concreto Barbazán, Ana; Camaño Antepazo, Mª J.; e Peña Santos, Antonio de la, “Educación e cultu ra nun tempo de crise”, pp. 115 -157, en especial pp. 115 -122. 74 Filgueira Valverde, José, “Don Casto..., op. cit. , 1948, p. 16. Certamente, repár ese en como Casto Sampedro cando non asinab a os seus escritos c un X facíao, con p referencia, baixo o nome colectivo da Socieda d Arqueológica de Pontevedra . 75 Valle, J. Carlos, “El contexto..., op. cit. , pp. 23-24 analiza polo miúdo o proceso de constitución da SAP acontecido entre o 20 de xull o e o 24 de setembro de 1894. O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 26 xuño de 1892 protexe ás ruínas de Santo Domin go . Est as axiña se converten no espazo escollido para establecer nelas a Sección Primera ou Lapidar do que era obxectivo prioritario da nacente entidade: crear un museo arqueolóxico. En canto a estru tura organizativa, a SAP consideraba catro categorías de socios -de núm ero 76 , de mérito 77 , protectores 78 e corresponsais 79 - capitaneadas por unha xunta directiva composta inicialmente polos citados Lois Estévez e José Casal, respectivame nte 2º vogal e v icepresidente, Luis de la Riega 1º vogal, o avogado Luis Gorostola secretario, o tamén avogado e destacado militante do galeguismo tradicionalista Carmelo Castiñeira (+1899) vice-sec retario, o médico Luis Sobrino Rivas (+1907) depositario e, por suposto, C. Sampedro presidente. Anos despois, Heliodoro Fernández Gast añaduy (+1917), José Millán (+1936) director do xornal monárquico conservador La Correspondencia Gallega, e ma is o médico Cesar Enrique López de la Ballina (+1938) cubrirá n as baixas que afectaron á directiva. Reservando os posteriores capítulos para tratar sobre aqueles que participaron no forneceme nto musical da CS, e n on sendo posible ofertar nós aquí un listado xeral de socios mellorado, nin tampouco afondar nas respectivas biografías, remitímonos aos listados que se poden deducir do escrito por Filgueira, quen reparou con amplitude na xeración da Arqueolóxica . 76 Asemade dos socios na primeira xunta directiva da SAP, vid. Filgueira, J., op . cit., 1948 , pp. 20 -21 menciona, e na mesma orde que sigue, aos literatos Jesús Mu ruais e Emilio Álva rez Giménez, aos p olíticos José Riestra Lópe z, Alejandro Mon e os irmáns A ugusto e Moisés González Besada, aos debuxantes Ramón Vives, Federico Alcorreo e Alfredo So uto Cuero “y en gen eral, entusiastas po ntevedreses de nacimiento, estirpe o adopció n: Celestino Regue ra Estévez, José Sequ eiros Matos, Eduardo Garrido, Man uel de la Fuente, Ildefonso Pita Cobián, Enrique Eiras Puig, Augusto Losada Váz qu ez, Antonio Fenech, Baltasar Fernández Prada, Joaquín y Benito Losada A mor, Fernando Olmedo, Joaquín Buceta So lla, Cándido Corbacho, Eulogio Fonseca, And rés Limeses, Manuel Casas Builla, Juan Martín ez Casal, Manuel Ferreirós, Crisanto So to, Miguel Gay e José Blanco Guerra”. 77 Foron nomeados So cios de Mérito da SAP: Luis Rodríguez Seoane, Ramón Álvarez de la Braña, Alejandro Cerdá, Ramón de Arana, García de l a Riega , Gabriel Puig Larraz, Jo sé Villamil y Castro, Manuel de Saralegui, Manuel Hermida, Benito Fernández Alonso, Arturo Vázquez Núñez, Andrés Martínez Sal azar, Antonio Almagro Cárdenas, Manuel Gómez Moreno e máis Enrique Campo Sobrino. Vid . Filgueira, J . op. cit. , 1948, pp. 22 -23. 78 Filgueira, J., op. cit. , 1948, p. 22 menciona ao coleccionista pontevedrés Joaquín Segad o, e a dous políticos relacionados co pech e e inicio da restauración das ruínas de Santo Domingo, Antolín López Peláez e Juan Menéndez Pi dal, na altura gobernador de Pon tevedra. 79 “Entre ellos, los señores Pimentel (Bueu), Gosend e (Estrada), Nóvoa (Goián), Carballo Otero (Baiona), Feijóo Alfaya (Redo ndela), Sánchez Frade (Salcido s), Eugenio Otero Batalla (Pousadouro -Redondela), quizá Enrique Peinador (Mond ariz), Arruty (Silleda), Tallón (Tuiríz), Requejo Pérez (Vigo) , Silva Posada, Fernandez Chao [...] Lago González, los Cerviño, Dominguez Fontela, Mariño Pérez y Rubiño (Tui) [...] D esde Santiago [... ] López Ferreiro [...] Blanco Cicerón [. ..] Rodríg uez Seoane [... ] En León y Sanabria, Álvarez de la Braña.” Filgueira, J., op. cit. , 1948, p. 21. Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 27 Lámina 1.5 . Detalle dunha foto de F. Zagala, 1897. De pé Casto e, á súa esquerda, Luis Sobrino. Arquivo Gráfico do Museo de Pontevedra. Tanto a estrutura organizativa como a me todoloxía d e traballo con que soubo desenvolverse a SAP resultou exitosa e modélica 80 en moitos aspectos. O método de traballo baseáb ase en realizar estudos in sit u , procurando ir onde for con tal de inspeccionar e sobre todo rexistrar o dato ou – de ter posibilidade - rescatar físicamente a preciada antigüidade diplomática, artística, arqueolóxica. Algunha das excursións organizadas ficaron rexistrad as no seu libro de actas 81 ; outras moitas descoñé cense . 80 Como atinadamente reparaba Filg ueira en distintas ocasións, a So ciedad Arqueológica de Pontevedra destaca como precedente sob resaliente da instituc ionalización dos estudo s históricos en Galicia; con solidados pola Univ ersidade de Sant iago de Com post ela desde 1922, e polo Seminario de Estudos Galego s entre 1923 -1936. 81 En tre as máis lembradas a do 24 de agosto de 1897 a San Lourenzo de Carboeiro (Sill eda) onde se desprazaron Casto Sampedro, Luis Sobrino e Francisco Za gala. Destaca Filgueira, tanto en 1948 como en 1995, outra excursión a Carbo eiro en 1894, a excursión a Sanxenxo en 1986, a O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 28 Que o traballo se centrara, cando non no rescate e traslado, no rexistro gráfico do obxecto, da paisaxe, do fenómeno... foi posible, como retomar emos oportunamente, pol a implicación nas excurs ións de non poucos debuxantes 82 e fotógrafos 83 aleccionados por Casto Sampedro. De e ntre os moitos papeis que ficaron inéditos á morte do seu colector, editouse en 1951 o seguinte, de especial interese por exemplificar o alcance daquelas excursións. “El día 19 de enero de 1906 fui a Caldas, en vista de un te legrama de D. José Salgado y de una carta recibida por D. José Casal de don Beni to Seijo Salgado, párroco de Bayón. / Vi algunas monedas de las halladas, y resultan ser grandes bronces, de Trajano, 7, un me diano bronce de An tonino, otro de Augusto, uno de Vespasiano, de Tiberio; me dieron 9 de Trajano, Vespas iano, Tibe rio. / Fuimos al lugar del hallazgo, Monte de Santa María, sobre la re ctoral, a 250 metros poco más o menos; reconocimos el sitio, en don de, a muy poca p rofundidad, casi a flor de tierra, la herramienta rompió una ánfora o peto de barro negro ordinario, mal elaborado, l lena de monedas, según unos, unas 60, según otros, unas 90, pero todos convienen en que eran de cobre o bronce. / Esta ba el hallazgo en tre tres peñascos, sien do uno de ellos el llama do Pedra do Santo, la cual contiene por la cara Norte unas como rayas que se cruzan en se ntido verti cal y ho rizontal, pero sin formar, a mi juicio, cuerpo alguno de escritura: par ece como si una capa de 5 a 6 centímetros de espesor que cubre la piedra por aquel lado sola mente se fuera agrietando en un perio do de descomposición e n forma de capa s; en las demás caras de la piedra, su formación es distinta, pues el agua y demás agentes van llevando la parte blanda y dejan como unos claros o núcleos de blanco y duro cuarzo. / Se ma ndó hacer foto grafía, porque una escritura pudiera ser d e algún interés comparando el dibujo con otros. / Vimos la Pedra de Bergantín y la do Pan, bloque errrático inmenso, que está a la cabeza de la finca de Cabezafeita, de D. Francisco Pe reira, en la lade ra del mismo monte, en la cual no se cons ervan huellas de letras, dibujos en forma de herradura y de hoz, de mano, etc., que dicen había hace unos 30 ó 40 años. / En dicha finca se regist ran trozos de tégula, una piedra de un molino manuel romano y, según el propietario, aparecen Mougas, a Sta. María de Oia en 1898, Redondela polo milia rio de Gui zán (1 899), [Punta do Muiño] Alcab re, Bou zas (1899), aos castros de Vistal egre e San Cristobo de Vilargacía e á necrópo le de Vilanova (1905), e moi relevantemente a excursión de Carlos So brino e Cesar García ás fontes do río Lérez e a de Enrique May er e de Enrique Campo po r varias localida des das provincias de Pontevedr a e Ourense con motivo do encargo para a Exposición Regional Gallega de Santiago d e Compostela en 1909. 82 Case dúas ducias de debuxantes colaboraron co rexi stro gráfico da SAP. Algúns, com o oportunamente se tratará, tamén fo ron colaboradores na recompilación musical. Para máis detalles sob re estes artistas vinculados á SAP vid. Valle Pérez, Carlos [Coord ], Os debuxan tes da “Sociedad Arqueológi ca”, op. cit. pp. 61- 62. 83 Para máis infomación sobre o destacado papel da fotografía na SAP vid., Filgueir a, José, “Don Casto..., op . cit. , 1948, pp. 43 - 44 e sobre todo Echave Durán, Marí a Cristin a, “Francisco Zagala: notas bi bliográficas” in F. Za gala, fotóg rafo (1842 -1908) , catálogo da exposición or ganizada polo Museo de Pontevedra en 1 994, pp. 31 - 64. Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 29 cantidad de carbón ut ilizado, muros, denotando construcción de hornos. / En la Herrería y Casa de Josefa Ruibal vimos otra piedra de molino, la inferior, recogida en los cimientos de la obra que con stru yen enfrente. / En la Rectoral de Santa María vimos, ha ciendo de depósito del agua, un sepulcro enterizo de piedra. / Otros ha llazgos: los torques recogidos hace años por un labrador en el mismo monte” 84 . Asemade do arqueolóxico 85 , destácanse os seguintes proxectos da SAP:  Ordenamento e limpeza de arquivos, como o municipal de Pontevedra. Actividade directamente relacionada coa formación dunha colección de documentos para la Historia de Pontevedra .  Reconstrución histórico – monumental da Pontevedra antiga. O plan de traballo da SAP encar gaba en 1902 a F. Zagala fotografías que permitisen – na altura a F. Alcoberro- realizar proyectos de reconstitución en dibujos . Tiña como precedente a reconstrución g ráfica das portas e murallas de Pontevedra no século XV realizado por C elso de la Riega 86 , socio de mérito da SAP e historiador de repercusión aínda hoxe controvertido , entr e outras, pola paternidade da teoría do Cristobal Colón pontevedrés.  Conservación e restauración de obras de arte e monumentos. A destacar os de recomposición do rosetón da igr exa e axeitamento de Santo Domingo, a protección de San Francisco e o caso da Fonte da Ferrería 87 .  Recollida de lendas, asignado a Luis de la Riega. 84 Sampedro y Folgar, Casto [póstu mo], “Notas de una excur sión arqueológica a Caldas d e Reyes [sic., Reis]”, El Museo d e Pontevedra , t omo VI, 1951, pp. 152 -153. 85 O número e característica s das excursión s e escavacións arqueolóxi cas reali zadas, do s felices achados identificados ao chou, e das adquisicións por compra de obxectos ou doación , agardan traballos específicos. Subliñemos nós, precisament e, as escasas referencias escritas para o intenso labor de musealiza ción acadado. 86 Asemade da bibliografía sobre Cristobal Colón, destacar: G arcía de la Riega, Celso, Galicia antigua. Discusiones acer ca de su geografía y de su historia , Pontevedra, Ed. costeada po la Deputación Provincial de Pontevedra, 1904 , ond e cita a Sampedro , eloxiando o seu labor arqueolóxico, nas pp. 479 e 463. 87 O con ta Castelao: “[...] a son ada fonte era un fermoso moimento, en todo semellante ás belidas de C amiña e Viana do Castelo [...] Esa fonte foi, du rante séculos, un do s orgullos da vila. Pero ocurreu que un Concello “pro gresista” (¡!) acadou sustituir as fontes de pedra [.. .] Pasaron moitos anos e don Casto Sanpedro – arqueólogo de gr ande saber e cronista de Pontevedra- moi do ído da „b urrada‟ concellil, pr opúxose axuntar as pezas da f onte e armala de novo. Cacheou a cibdade e os arredores, en procura dos anacos da fonte, e dipois de moitos tr aballos e inqu erimentos, conseguíu a mor parte das pezas [... ]” Rodríg uez Castelao, Daniel Alfonso, “Memoria e historia. A Fonte da Ferrerí a”, Ob ras de Castelao , vol. I, Vigo, E d. Galaxia, 3ª e d. 1999, pp. 577 -578; m a nuscrito no arquiv o documental do Museo de Pontevedra. A fonte áchase hoxe centralizando os xardíns que levan o nome de D. Casto S ampedro. O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 30  Diccionario gallego y estudio de Jurisconsultos y Derecho de Galicia , asignado a Carmelo Castiñeira 88 .  Dicionario da xerga dos canteiros, a Casal Lois e a López de la Ballina.  Colección de letras propias do cantigueiro galego de tradición oral, traballo que viña desenvolvendo José Casal Lois 89 .  Finalmente, consideramos inevitable entrar en contradición co tí tulo do capítulo por precisar, obviamente, que Casto Sampedro tiña asignado, asemade da coordinación presidencialista da SAP, o estudo da mú sica , en concreto a galega de tradición oral. Daquela, en 1895, bastante avanzado. Tratarase. E xunto coa recompilación, ordenamento e conservación... na SAP non descoidaro n a pública lembranza de precursores ilustres, Fr. Martín Sarmiento , mais, entre outros, tamén o escultor Gregorio Fernández e o xeógrafo e cartógrafo Domingo Fontán , dotarse dunha corta pero sel ecta librería 90 e preocuparse pola divulgación das súas propia s actividades e estudos. Así:  De cote, anunciaban na prensa local Notas Arqueológicas 91 nas que daban conta de novidades como doazóns ou depósitos achegados ao Museo. 88 Carmelo C astiñeira Antelo (+1899). Licencia do en dereito, historiador, ideoloxicamente no galeguismo tradicion alista da Asociación Region alista liderada por Alfredo Brañas e Salva dor Cabeza d e León. Dos seus escritos, dest a ca “Las costumbres galle gas y el Cód igo Civil”, Patria Gallega, La revista de la Asociación Regionalista ; nº 1 (2ª época), 1892. Ex iste ed. facsími le pola Consellería de Cultura da Xun ta de Galicia. Vid., tamén Filgueira, J., op. cit., 19 48, p. 19. 89 José Casal (184 5-1912) pont evedrés, médico de pobres , humanista, erudito, coleccionista, anticuario... e moi detacable compilador das manifestacións literarias en galego, nomeadamente do cantigueiro. En 1867 tiña recollidas 190 cántigas que chegaron a ser 1816 ao cabo dos anos. Asemade do mencionado po r Filg ueira, J., op . cit. , 1948 , e n especial pp. 19 e 36, vi d. Filgueira, J., “A antolo xía galega de Casal (1865)”, Boletín Auriense , V, 19 75, p. 350 e sobre to do a edición hoxe de referencia: Casal Lois , José, Colección de Can tares Gallego s , a cargo, con introdución, notas e glosario de D omingo Blanco, Santiago de Compostela, Ed . Consello da Cultura Galega, 2001, en especial pp. 5 -6 e 19-21. 90 A formación du nha biblioteca era obxectivo prioritario da Arqueoló gica ; no seu regulamento “Art.2º.1º Formando un a Biblio teca especial con cuento s t rabajos l e sea posible reunir, ya sobre teorías y tecnicismo de las Cienci as arqueológicas, ya sobre la Historia y la crítica de l as mismas [...]”. Do mesmo xeito co arqu ivo, a biblioteca foi acollida na casa d e D. Casto para incorporarse finalmente [desde 1938 ] “cerca de quiniento s volúmenes [...] y muchas revistas” ao Museo de Pontevedra, vid. Filg ueira, J., op . cit. , 1948, p. 30. 91 Filgueira, op. cit. , 1948, p. 29 e p. 48 (nota 22 ), recoñece que mediante estas Notas Arqueologicas publicadas na prensa l ocal, puideron reconstruír, a co mezos dos anos 40, o inventario general da SAP, dado por perdid o. Lonxe de dedicarmos a un b aleirado exahu stivo desas Notas , algúns exemplos coñecidos: “Los Señores Salgado de Caldas rem iten para la Sección de Numismática va rias monedas.”, La Opinión , Pontevedra, 30 de marzo de 1896; “Monedas romanas y celtiberas recogidas en las minas de Carboeiro por la Arqueológica”, La Opinión , Pontevedra, 1 de novembro de 1897, etc. Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 31  Organizaron exposicións arqueolóxicas e de antigüidades 92 e colaboraron decisivamente para o éxito da sección arque olóxica da Exposi ción Regional Gallega 93 celebrada en Santiago de Compostela en 1909.  E por suposto, prepararon e su fragaron a publicación de docum entos, inscricións, monumentos... para la Historia de Ponteve dra que suman, elas sosiñas, consideramos cómpre subliñalo, 2.115 páxinas en tres tomos 94 . E aínda que os tres saíron do prelo sen sinalarse máis autoría que a colectiva da Arqueológica , existe consenso en atribuí rlle ao labor de Casto Sampedro os dous últimos tomos 95 e boa parte do primeiro. Como non podía ser menos, tamén houbo problemas que afectaron á entidade. Un deles, o espazo dis poñible. Así como as ruínas de Santo Domingo foron e seguen a ser hoxe todo un éxito museolóxico , único e fascinante 96 , o lugar non era suficiente nin axeitado para a daquela chamada segunda sección de obxectos arqueolóxicos e por suposto para docum entos e biblioteca. Propuxo a SAP construír un edi ficio de nova planta mais no n quedou outra que usar 92 Contamos coas crónicas de Rodríguez Seoane, Luis “El Mu seo Arqueológico de Pontevedra”, La Correspondencia Gallega , Po ntevedra, 4 e 5 de setembro de 18 96, e Rovira Pita, Prudencio, “A Orillas del Lérez”, La Correspondecia de España , Madrid 19 de agosto de 1896. Reproducidas en El Museo de Pontevedra , V, 1948 pp . 50-63 e 63-67 respectivamente. 93 Filgueira, J., “El recorrido arqueológico de E. Mayer y E. Campo en 1909”, El Museo de Pontevedra , tomo 3, nº 11, 19 44, pp. 157-171. Alvarello s, Henrique, Santiago 1909. Centenario da Exposición Rexional Galega , Santia go de Compostela, Ed. Consorcio de Santiago - Alvarellos Editora, 2009, pp. 39 - 44. 94 Sen asinar [Sampedro Casto, atribuído], Documentos inéditos para la Historia de Pontevedra pu blicada por La Sociedad Arqueológica de Pontevedra, to mo I, Pontevedra, Imprenta de José Fernández. Fol letín de La Opinión , 1896, 421 pp. Sen asinar [Sampedro Casto, atribuído], Documentos, Inscripcion es, Monumentos. Extractos de manuscritos, tradiciones, no ticias, etc… para la Historia de Pontevedra . Publícanse po r la Sociedad Arqueoló gica , t omo II. Pontevedra. Tipografía de Joaquí n Po za Cobas, 1902, 784 pp. Sen asinar [Sam ped ro Casto, atribuído], Documento s, Inscripciones y Mon umentos para la Historia de Pontevedra. Pu blícanse por la Sociedad Arqueológica , tomo III. Pontevedra. Ti pografía de Joaquín Poza Cobas, vol. 1º relativo a la Cofradía del Corp o Santo y Gremio de Mareantes”, 1904, 910 pp. 95 O pr opio Casto Sampedro con fí rmao : “[...] Ruégole se digne aceptar el pequeño obsequio de dos tomos II y III de la Obra Documentos, etc. para la Historia de Pontevedr a redactados por mi aunque figuran como anónimos […] vid. Do c., carta nº 267. 96 “The foun ding of this most uniq ue and fascinating Museum in 1896 was due th e suggestion and energy of Señor Casto Sampedro, who has not only devot ed endless time to ist arrangement, but has published with the minutest care, in the lo cal Archeological Journal, all th e inscriptions it contains as well as thos e from the local churches”, Meakin, Annette M. B., Galicia. The Switzerland of Spain , London, Ed . Methuen & Co., 1909, p. 262. Na mesma obra fai referenci a a datos e opinións de Sampedro n as pp. 256 -259 e 266- 268. O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 38 Logo do 30 de decembro de 1927, data na que a Deputación Provincial de Pontevedra cre a baixo os seus auspicios o Museo de Pontevedra 120 , Casto Sampedro será nomeado director dunha institución que expresamente abrí a as súas portas – desde o 10 de agosto de 1929- para completar o labor da SAP . Certamente, resu lta doado imaxinar os derradeiros anos de don Casto reverdecidos pola posta en marcha do museo 121 ; mérito final de quen acadou así poñer a guinda, en vida, ao seu labor logrado 122 . Logo falecer Casto Sampedro -entre os anos 1939 e 1943- primeiro a colección documental e despois boa parte da biblioteca e mesmo algúns mobles e obxectos de D. Casto pasaron a formar parte, como sabe mos, dos fondos do Museo de Pontevedra 123 onde non só se custodian ata hoxe, senon se traballa in crescendo en coherencia coa continuación da xeira marcada 124 . de po sibles . En una columna figuran los nombres de los sobrevivie ntes del 1895 Millan, Gorostola y Ballina ”, enfrente comenzó a escribir otros nombres: Riestra, los So brino, Luis y Ramón, Castelao, Losada Diéguez, Filgueira, Patiño, Cea, Ba rros, Paredes, Igl esias, Tabucho Pintos Cantón, Blanco Porto. Una no ta al pié dis eña la or ganización: Com isión entradas. Admisión. Colocaciones.Local.” 120 Sobre a fundació n, actividades, fondos e instalacións do Mu seo de Po ntevedra tam én vid. Filgueira, J., El Museo de Po ntevedra , León, 1 987. 121 Sampedro, Casto [póstumo], “La Casa del M useo de Pontevedra”, El Museo de Pont evedra tomo I, 1942, pp. 13 -15. Breves cuartillas manuscri tas onde se documenta a historia de José Ca stro Monteagud o, dono e construtor, en 1760, do primeiro edific io en albergar as instalacións do Museo de Po ntevedra. Complétase con fo tografia do edificio desde a mesma perspectiva qu e se reproduce no cuño oficial da institución desde mediado s da década dos 40, deseño de Alejandro de la So ta, así como varias “Adiciones de El Museo”, pp. 15 -17, seleccionadas por Filgueira Valverde. Sobre esta e as dema is instalacións do Museo, vid. Fuentes Alende, Xosé, “Os edificios do Museo”, en Valle Pérez, X. Carlos (Dir.), 75 obras para 75 pa ra 75 anos. Exposición Conmemorativa da fundación do Museo de Pontevedra , Museo de Pontevedra, 2003, pp. 19 - 34 122 Núñez Sobrino, Angel, “La „So ciedad Arqueológica‟, la salvación de la piedra labrada”, El Museo de P ontevedra , vol. XLIX, 19 95, pp. 90 - 150. Tamén, Núñez So brino, Ángel, “Don Casto Sampedro, o labor logrado”, en Valle Pérez, Carlos [Coord inador da Exposición], Os debuxantes da “Sociedad Arqueológica” de Pontevedra , Pontevedra, Museo de Po ntevedra, 1995, en especial pp. 9 -18. 123 [Sen asinar ], Museo de Pontevedra. Memoria y cuent as (1 942) , Pontevedra, Gráficas Torres, 1943, en e special pp. 4 e 5: “ La Colección Sampedro [...] Entre las finalidad es del Patronato, ocupa también el primer lugar la de reco ger y proseguir la obra de aquel universal erudito en cosas de Galicia que fué nu estro primer Director [...] Despues de su muerte, más de cinco años de labo riosa gestión se han consumido en lograrlo. Un primer paso, dado en 1939, traía al Museo su colección documental, el más rico y desconocido de los archivos particulares reunidos en Galicia, y los originales del maestro [... ] Con ellos adquiría e l Patronato una suerte de opción para la compra de la librería y de los objetos depositados en el Mu seo [...] Pudo lograrse ahora, expirando ya en el plazo señalado, mediante la actitu d, comprensiv a y generosa de la Diputación, que los aquirrió para el Mus eo, señalando en cambio un a renta vitalicia a las hijas de Don Casto Sampedro [... ] Se juntan así, a las series d e documento s y escritos de Sampedro, una copiosa librería, especializada en estudios gallegos, historia, arte, folclore y Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 39 1.1.4.7 O Pousadouro. Se certo é que a residencia e lugar de actividade principal de Casto Sampedro foi desde 1875, e de por vida, esa casa despacho estratexicamente ubi cada entre a Peregrina e San Francisco , tampouco resulta falso afirmar que Casto Sampedro nunca deixou de sentirse redondelán, preocuparse pola súa actualidade, estudar a súa historia, costumes, tradicións.... 125 e que adoraba vivir na terra natal en canto podía. De feito, en Redondela sempre tivo casa, mellor dito, casas en plural, xa que D. Casto chegou dispoñer de distintas propiedades e residencias posibles. En tre todas, sen dúbida algunha, a que máis consideración de lar tivo para Casto Sampedro – e onde finalmente residiron as súas derradeiras dúas fillas, Dolores e María- foi o eido que aquelou no Pousadouro 126 , sito no lugar de As nelle, na parroquia redondelá de Reboreda. A curta distancia entre o Pousadouro e o centro da vila de Redondela permitíalle gozar das vantaxes do urbano – na medida da pequena vila- e do rural. marinería [...] un co njunto de ob jetos, entre os cuales son de alto interés la riquísima colección de Sargadelos, con muchas piezas únicas, los muebles gallegos y pontevedreses o la de gravados compostelanos ” . 124 Valle Pérez, X. Carlos, “Os museos e a investigación en Galicia”, IV Coloq uio Galego de Museos. Investigación e Museos , Santiago de Co mpostela, Consello Galego de Museos, 19 97, pp. 255 -275 e do mesmo autor, e actu al Dire ctor do Museo de Pontevedra , desde 19 86, en relación ao ví nculo beneficioso entre o Museo e a cidade de Po ntevedra, vid. Valle Pérez, X. Carlos, “Evolución do Museo Provincial na cidade de Pontevedra”, IX Coloquio Galego d e Museos. Museos, Espazo e Discurso (Lugo 2006) Museo Provincial de Lugo, Deputación de Lugo, 2008, pp. 105 -119. 125 Como oportun amente destacaba Filgue ira: “¡Má goa grande qu e non deixase composta unha monografía sobre a historia e o qu e hoxe chamamos a “antropoloxía cultural” da vila [...] Os materiais que deixou sobre o pasado e as tradi cións de Redo ndela eran os máis revoltos entre os seus orix inais. [... ] Levei moitas horas en axeitalas. O su mario do conxunto (CS cartafol 91) é o seguinte: 1. Toponi mia.- 2. Arqu eoloxía.- 3. Inscricións. - 4. Señorío e xurisdiccións. - 5. Redondela no Catastro da “Única”. - 6. Guerra de Indep endencia.- 7. Con cello.- 8. Murallas.- 9. Peiraos. -10. Rúas. Sitios.- 11. Igrexas e capelas.- 12. Covento das Monza s “Justinianas”. - 13. Hospital.- 14. Rollo.- 15. Cruceiro s.- 16. Cemiterio.- 17. O Carballo.- 18. Torres e pazos.- 19. Heráldica.- 20 . Pesca. Mareantes.- 2 1. Oficios. Gremios. Cofradías. 22. - Artistas.- 23. A música en Redondela.- 24. Biográfica. Linaxes.- 25. “Notas sobre Redond ela”. - 26. Notas sobre Reboreda.- 27. “Notas sobre Saxamonde”. - 28. Excursión a Pazos. - 29. Folklore.- 30. Corpus.- 31. Varia. 32. Transcricións de docu mentos.- 34. Gráficos.” Vid. , Filg ueira, X., Don Casto... op. cit ., 1987, pp. 14 e 16 - 17 . 126 Non confundir co cha mado Pazo do Pousadouro, enorme propiedad e valada e veciña polo nacente ao eido de Casto Sampedro, do que se atopa separado pola estrada que sube en dirección ás Torres de Agrelo. Visitouse a zona en maio de 2009, ficando decepcio nados tanto da sucesiva subdi visión e fea urbanizaci ón do eido que foi de don Casto, como polo escandaloso feche de bloques de fo rmigón que elevou en altura o veciño valado de pedra do citado Pazo do Pousadouro. O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 40 Como achegamento a este Casto Sampedro máis íntimo, o noso documentario reproduce as trinta e catro cartas diri xidas por Casto a quen debeu ser, xa na madurez, o seu mellor amigo e maior confidente, o tamén redondelán Francisco Crespo. Seguindo o traballo dos investigadores da prensa local redondelá, señores Amoedo López e Gil Moure, sabemos que Francisco Cres po Rivas, de profesión impresor, era propietario da Imprenta de Villavieja e que xunto con Serafín Reboredo Blanco (industrial, propietario da tenda Al Buen Gusto ) o era tamén do periódico El Pueblo , que Crespo dirixía. E xercía como procurador e fiscal municipal sendo instado, en agosto de 1915 , xunto a outros, para iniciar os traballos de creación dun sindicato a grícola de corte católico . Escribíu dous libros: Defensa de la ganadería gallega, e Redondela . Mantiña unha profunda amizade con Casto Sampedro, a quen daba conta das novedades da vila en cartas, das que se conservan varias no Museo de Pontevedra, sendo o seu colaborador principal á hora de recompilar información histórica de Redondela 127 . Estas cartas conservadas na CS , de moi variada temáti ca 128 , teñen o mérito engadido para nós de ser a documentación de c arácter má is persoa l que se conserva e, á vez, as fontes máis claras d es a querencia de D. Casto pola vida no seu Pousadouro e polo inesgotable interese a prol das cousas de Redondela, para el imprescindibles vitalmente, como non, ao autoconsiderarse choqueiro e Xan Carallás de pro. Consideramos paga pois a p ena reproducir deseguida uns cantos fragmentos desa literatura privada que se pode ler completa no documentario anexo e que tanto botamos de menos na restante documentación deixada por Casto Sampedro. 127 A moedo Ló pez, Gon zalo e Gil Mo ure, Rob erto, A prensa en Redondela, Aproximación histórica 1883-1933 , Redondela, 2001, Ed . Concello de Redondela, 2001, p. 22 . Na mesma obra, p. 24, sinalan a M áxi mo Crespo Rivas, ir mán do amigo de Casto Samp edro, como avogado que sería xuí z municipal. So bre Francisco Crespo Rivas, sospeitan tamén os citados os autores, sería el o director doutro xo rnal redondelán de vida efémera Galicia Agrícola , do que non se conservan exe mplares. 128 Referímo no s as 34 c artas, transcritas en tre o nº 295 e o 328 do no so documentario epistolar, remitidas por Casto Sampedro a Francisco Crespo. O caso é curioso xa qu e só se exp lica qu e estas cartas formen parte da CS por devolvelas o remitente, ou a familia deste un ha vez morto algún dos dous amigos. A non ser que sexan copias das cartas enviadas por Samped ro, ou nunca remitidas, ou periodicamente devoltas, o que, coido obvio, resulta incompr ensible xa qu e escasamente Sa mpedro gardaba borradores das súas ou tras cartas. O contido da correspondencia con Crespo non é de interese musical, velaí qu e só transcriba mos dúas das moitas cartas que Crespo lle envía a Sampedro en contestación, vid. Doc., cartas nº 92 e 9 3. Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 41 “ Paisano y amigo. Recibí su grata, pero no el grabado de Xan Carallás y nota adjunta de que V. me hablaba en s u grata última: const e que lo espero [ < ] ” 129 . “ *<+ Ya me en teré de la des gracia marinera de esa Villa: pobres Xan Carallanes: me em ocionó mucho la no ticia y hubiera ido al funeral si lo hubiese sa bido a tiempo y este no estuviera ta n duro. / Tengo ganas de ir a Pousadouro, y allí o fuera de allí, echar un pá rrafo con V. *<+ ” 130 . “Mi amigo: Por ahí estuve, pero por tan breve tiempo que no me fue posib le ma ndarle recado, charlar un rat o: otra vez será. Recibí su informe sobre lo s Ríos de nuestra Villa; pero veo que faltan nombres *<+” 131 . “Amigo D. Paco: Por ahí estuve 2 veces pero sin tiempo ni op ortunida d de verle y echar un par de párrafos. Hoy me dicen, al preguntar por V., que está V. en la cama; y allá van estas línea s a desear como siempre el pronto restableci miento de su salud. / Tenga en cuenta que se aproxima el día de la Patrona de Reboreda y hay que subir ha sta la Iglesia, presenciar la Procesión, y engullir un pa r de pollos *<+ / Ánimo, pues, arriba y a Reboreda: por allí esta remos ya y aca so nos veamos al salir la Procesión. / Yo me propongo pasar este mes de Julio en Pousadouro, pero el hombre hace *<+ y Dios lo parte por el eje; dicho sea con el mayor respeto p osible para la Divinida d *<+ Y viv a Xan Carallás, Suyo / C. Sampedro ” 132 . “*<+ Me había p ropuesto ir a pasar un par de dí as a Pousadouro y con tal m otivo echarle a V. un parrafazo encima pero no hubo mas que un día bueno y como cayó de sorpresa no lo pude ap rovechar. / Ahora me propongo pasar allí el Carnaval; pero no sé si el ma l tiempo dará al traste con ta n s an tos propósitos. Allá veremos *<+” 133 . “Mi paisano y amigo: Hace 8 o 10 dias que estoy con el pie en el estribo para pasarme en Pousadouro una buena t emporada ; pero amigo mio, cualquiera sale de casa con este tiem pecito, y estos 85 añ os, y 85 en fermedades en este pícaro cuerpo *<+” 134 . 129 Carta de Sampedro a Fra ncisco Crespo, sen data, anaco. Fonte: Mu seo de Pontevedra, CS: 95/73/13, vid. Doc., carta 295. O gravado de Xan Carallás ao qu e se refire é obra, ben coñecida e moi reproducida en Redond ela, feita por Castelao, ca. 1920. 130 Carta de Sampedro a Francisco Crespo, 1 de febreiro , sen ano . Fonte: Museo de Pontevedra, CS: 95/73/25. Vid. Do c., carta 302. 131 Carta de Sampedro a Francisco Crespo, sen datar [1923]. Fonte: Museo de Pontevedra, CS: 95/73/33. Vid. Doc., carta 30 4. 132 Carta de Sampedro a Francisco Cresp o, 23 de xuño, sen ano [ca. 1928 ]. Fonte: Museo de Pontevedra, CS: 95/73/15. Vid. Do c., carta 314. 133 Carta de Sampedro, a Francisco Cres po do 1 de febreiro [ca. 1929 ]. Fonte: Museo de Pontevedra, CS: 95/73/1. Vid. Doc., carta 31 6. 134 Carta de Sampedro, a Francisco Crespo sen data [entre novembro de 1933 e o mesmo mes de 1934]. Fonte: Museo de Po ntevedra, CS: 95/73/1. Vid. Do c., carta 316. O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 42 1.2 A erudición sen música. Coincidimos con Filgueira ao destacar que o variado interese de Casto Sampedro por tan diversos temas humanísticos como os que el investigou víñalle de vello 135 . Quiz ais aínda sendo un neno, marabillado ante o patrimonio artístico, monume ntal e docume ntal que, na altura, lémbrense as consecuencias da desamortización e exclaustración de 1835, ficaba en maior medida aos pes do abandono e a rapin a. Cómpre pois ach egarnos algo – sen a profundidade que desexariamos dispor- a esa parte do l egado de Casto Sampedro , moitísimo máis voluminosa cá musical, e que contextualiza á relevancia erudita adquirida polo noso Sampedro. 1.2.1 Poeta. Posto que ninguén te n du bida do do descubrimento literario que en 1965 facía público José Mª Álvarez Blázquez, lembremos que Casto Sampedro tivo de mozo veleidades de poeta. “ No inverno morren e cae n / as froles d’os arbo riños; así son as esperanzas / d ’este m eu curasonciño! Na primaveira renacen / e crecen e botan froles: ¿por qué non hay primaveiras / pra meus ¡ay! mortos a mores? ...................... .................................... .............................. .. .......... .......... Cand’a asusena levan ta / o c{lis ao pé d’un río, e non ouve d’este as queixas / fa chendosa en seu desvío; Siquiera dorme xunt’a ela / marmur{ndolle sua dór e béixalle os pés, m ollados / c{s b{goas d’o seu amor. El ao mar roda xemen do: / alí acaba o seu chorar; eu chorarei hastr’a morte / qu’é d’a vida o fondo mar. Eu cal o río m’arrastro / aos teus pés que son meu leito; ¡ay! sempre levo coma él / o desconsolo no peito . Ti non queres, non me deixas / na túa sobra sospirar; ela, si non lle responde, / ouve muda seu queixar. Cando me queixo e che digo / me quebranto en triste son, foxes, que seica che queima / meu chorar n’o corazón . N’o inverno morren e cae n / as froles d’os a rboriño s; Así son as esperanza s d’este meu curasonsiño. C.S.F. ” 135 “Desde moi cedo douse a escodriñ a -lo s documentos das casas da familia e do s pazos veciños e a anota r escudos e inscricións ”, Filgueira, J., Don Casto... op. cit. , p. 12- 13. Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 43 O poema foi publicado nun sem anario vigués o 8 de agosto de 1872 e titúlase Cántiga á ó antigo amor de F. Como non podía ser doutro xeito, o descubridor do p oema, reputado investigador, escritor e máis editor tudense homenaxeado no Día das Letras Galegas do ano 2008, aclara que a sinatura C. S. F. é plenamente atribuíble a Casto Sampedro Folgar logo de contrastar nos principais catálogos de literatos do XIX galego non existir outra posible correspondencia con esas iniciais. Incide Álvarez Blázquez en que ese anonimato das siglas venlle be n á teima que caracterizará de por vida a Casto Sampedro; o non asinar os seu s escritos ou facelo cun X. Tamé n, como crítico literario de alcance, Blázquez indica acertadamente que estamos ante unha composición exhumada [que] no es, ciertamente, un modelo de inspiración, aunque no le falten méritos. Tiende a lo popular -octosilábico coplero, si bien consonante- y resuena con claro eco rosaliano de Cantares Gallegos, libro clave para lo s gallego- rimantes de entonces. Por algo D. Casto la titula Cántiga 136 . Se ben é certo que a cuestión poética en Sampedro foi antollo ou pretensión de mocidade do que se coñece só o poe ma exposto , actividade seguramente esque ci da logo , nunca máis lembrada nin practicada en verso, o caso ten interese a maiores do apuntado por Álvarez Blázquez , por exemplo, por non deixar de ser un síntoma máis da querencia e uso cotiá que da lingua propia de Galicia fa i don Casto. R epárese se non como en cartas e mesmo en escritos tirados do prelo, emprega Casto Sampedro xiros e palabras da lingua galega que deixan entrever o uso natural da mesma , daquela pr oscrita ás clases non favorecidas e nunca escrita, a non ser fose cousa de poetas. Por outra banda, sabemos que o semanario onde se publica a poesía atribuída a Casto Sampedro, El Desengaño , era directa continuación doutro chamado La Caridad, semanario de art e, ciencia y literatura , tamén editado en Vigo e tamén polo poeta Luis A. Mestre Hernández , alcumado El proscrito de Almendares . Aqu ela publicación era, en palabras de José Antonio Durán, u n semanario afecto ó caritati vismo revolucionario dos progresistas históri cos. Nel foron educados distintas xeracións de gal egos de vangarda, seguidores neste aspe cto de dúas mulleres de excepción que o practi caron de por vida: Juana de Vega, condesa de Espoz i Mina, e Concepción Arenal 137 . 136 Álvarez Blázquez, José Mª, “Una poesía galleg a de D. Casto Sampedro”, El Museo de Pontevedra , nº XIX, Po ntevedra, Museo Po ntevedra, 1965, pp. 117 - 118. 137 Durán, José Antonio, Historia y lenda dos Muruais… op. cit., pp . 105-106. O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 44 1.2.2 Arqueólogo. Agás excepcións dignas de mé rito 138 , o estudo da historia da arqueoloxía en Galicia tende a esque cer as actividades arqueolóxicas de Casto Sampedro. Quizais pese en demasía o esca so interese demostrado por don Casto á hora de relatar argumentos teóricos que completasen os primerios chanzos dados no método arqueolóxico, é dicir, recollida de datos, musealización e divulgación. Así, Sampedro supón un modelo a imitar nunha disciplina tan profesionalizada hoxe, como necesitada de maior compromiso na publicación de investigacións e na defensa do patrimonio que constitúe o seu obxecto de estudo. Ante a falla de novas de como Casto Sampedro fondeó en las aficiones y en los estudios erudi tos , Sánchez Cant ón 139 apunta que acaso, en Pontevedra, desde las décadas lejanas de don Claudio Go nzález Zúñiga, quedaría al gún coleccionista de monedas y demás antigüedades, cuyo trato le impulsase por tal senda, antes de la llegada y estancia larga del ingeniero de Caminos señor Cerdá, heredero de abundantes y valiosos objetos que allegara su tío el pintor don Alejandro. A noso entender, Ricardo Blanco-Cicerón Núñez (Tui 1844 – Compostela 1926) 140 a quen se citou con anterioridade como colega de Sampedro na universidade compostelá , 138 Asemade do recoñecemento que lle tribut an se mpre os autores máis vinc ulados co Muse o de Pontevedra, v .g. Peña Santos, Antonio de la, “Casto S ampedro Folgar” e “Sociedad Arqueológica de Pontevedra” in Díaz -Andreu, Margarita, Mo ra Rodríguez, Gloria e Cortadell a Morral (Coords.) Diccionario Histórico de la Arqueología en España (siglos XV - XX) , Madrid, Ed. Marcial P ons Historia, 2009, pp. 583 e 63 9 respe ctivamente, des taquemos, por excepcionai s ao esquecemento xe ne ralizado, o asinado po r Rasilla Vives, Marco de la, “Galicia, Asturias y Cantabria”, 250 anos de Arqueología y patrimonio , Madrid, Real Academia de la Historia, 2003, pp. 53-62, en especial p. 61, e con anterioridade o que indica Pereira González, Fern ando, “Unha contribución ó estudo da Historia da Arqu eoloxía galega. O emprego da in formación arqueolóxica en Galicia (180 0-1922 ); Gallaecia , Revista da Facultade de Xeografía e Historia da USC, nº 14/15, 1996, pp. 7-29. 139 Sánchez Cantón, F. Javier, “En el centenario..., op. cit. , 1948, p. 10. 140 Logo de licenciarse en Dereito for mou parte do C oncello de Tui entre 1877 -1879, e de distintos colectivos sociais de corte católico. En 1880 trasládase a Santiago de Co mpostela on de casa cunha curmá do empresario Simeón García Olalla de l a Riva con quen for ma holdi ng empresarial e financeiro, a Casa Simeón , logo Banco Simeón , de renome ata 1983. Formou parte da Sociedad Económica de Amigos del País , de Santiago de Compostela, e foi nomeado membro non numerario da RAG. Carlista moderado, ti vo certa pr eocupación pola cuestión social promovendo iniciativas como a Sociedad Unión Obrera Benéfica e Instructiva Region al de Santiago e concienci a galeguista sobre todo pola conservación e posta en valor do patrimonio cultural galego destacando como c olector e promotor cultural, V.g., da Exposición Regional de 1909. Vid. Domínguez Fo ntela, Juan, “Nota N ecrológica: Ricardo Blanco - Cicerón”, Boletín de la Comisión Provi ncial de Monumentos Histórico s e Artísticos de Orense , tomo 7, nº 169, 1926, pp. 421 - 42 2 e sobre todo, Sánche z- Chas Díaz, Belén, “R icardo Bla nco – Cicerón, apunte biográfico”, Olladas dunha época: fotografías do fondo Bl an co – Cicerón [Exposición], Compostela, Xunta de Galicia e Museo de Ponteved ra, 2009. Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 45 permite retrotraer ao período de 1869 -1872 o interese compartido por ambos os dous, e de por vi da , polo coleccionismo de antigüidades. A diferenza de Casto Sampedro, Ri cardo Blanco- Cicerón atesourou maior fortuna económica e a colección de obxectos prehistóricos, como a súa afamada e valiosísima de torques de ouro; docum entos históricos, como os relacionados coa causa carlista en Galicia; mobiliario, orfebrería, fotografía o u numismática... raiou o magnífico tal e como hoxe se p ode comprobar, disperso, nos fondos de varios arquivos e museos 141 . Outra diferenza con Blanco-Cicerón é que Sampedro non pode ser considerado un mero anticuario ou coleccionista. Tampouco é que poidamos consideralo como un arqueólogo prehistoriador. El mesmo recoñé ce o no comezo do manus crito que deseguida transcribimos na súa totalidade habida conta d o seu interese: “Apuntes Telegr{ficos. / No somos especialistas en trabajos prehistórico s aunque si sentimos gran simpatía por tales estudios. En mis excursione s por las montañas de Seijo y de Custoya, am bos en la provinc ia de Pont evedra, he encontrado unos montículos artificales de forma cilíndrica o elípt ica, y en ordinario en grupos de á tres; á los cuales, los na turales del pais conocen con el nombre de “mamoas” y que en realidad no son otra cosa, según nues tro humilde pensar, que túmulos dolménicos. / Hé pensado en llevar a debido efecto algunos trabajos de exploración en alguno de los que existen en el Seijo [sic. Seixo] , y solo en uno de ellos hice superficiales excavaciones, presentando huellas de haber si do ya removidos, no obstan te encontré todavía incó lume una cámara dolménica en perfecto es tad o. / En el monte del Seijo, que está a unos 200 me tros sobre el nivel del mar y desde don de se divisa con todos los detalles la ría de Marín, Poyo, Campa ñó y la Caeyra. Además se domina Santiago, parte de la ría de Vigo y de Arosa, esto mirando hacia el Sur y Oeste. Ahora si fijamos la vista hacia el Est e tenemos delante de nosotros todo el Ribero de Avia y más al N orte la sierra de San Mamed ó de los M ilagros. / El pan orama, pues, que se present a al observador en un día lleno de luz y de sol es de lo más hermoso que se pu ede idear. / Por aquellas gr andes latitudes hay por doquier abundantes fuentes de cristalinas aguas y un riachuelo que tiene unas truchas sabrosísimas aunque bravas y negras; allí las hemos cogido y saboreado despues de fritas en u n hermoso día de primavera. El Sei jo, como su nombre indica, viene del latín “Saxum”, que queire decir pedregos o , y en efecto allí está tod o cubierto de grandes laxas. Hay en el tal dólmenes, uno que y o esploré, que está hacia la part e 141 A moi rica e variad a colección Bla nco -Cicerón atópase hoxe di spersa, entr e outro s, n o Arquivo Histórico Universitario da USC, nos museos catedralicio e arqueolóxico de Ourense, no museo de Santa Trega (A Guarda), n o Museo Pro vincial de Lugo, no chamado da s Peregrinacións en Compostela, n o do castelo de S an Antón na Coruña, no Museo do Pobo Galego… O Museo de Pont evedra conta co seu fondo numismático e de melladas, máis de cinco m il pezas. Vid. Sánc hez-Chas Díaz, Belén, op. cit. Certamente, como dicía Filgueira, op. cit. , 1948, p. 21 “Blanco Cicerón era desde el primer momento [da creación da Sociedad Arqueológica ] uno de lo s más generosos colaboradores”. O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 46 m{s norte del Seijo y en el sitio denominado Sucoto, otro hacia la parte m{s *<+ y el tercero más al poniente, todos ellos es tán ya explorados llevados de la codicia de las gentes del pueblo por supone r allí tesoros es condidos. Hay también en el monte del Seijo un gran promontorio de tierra y peñascos que te ndrá de altura unos 30 metros con unos cien de diám etro, a dicho sitio se le co noce con el nombre de “A Casa dos mouros” . Nada en particular hé visto allí si no es una cueva que según aseguran los que intentaron explorar la es de grandes dimensiones ¿Será por ventura una caverna del hombre prehis tórico? En el monte llamado Cu stoya – qu izá de Cust odia- por su altura pues viene á ser como un v igía de los pu eblos que están á sus plantas y que rad ica en la parroquia de Pa rdesua [¿?], hay ta mbién otros montículos ó dólmenes – tres - como en casi todas partes dó se encue ntran hay por lo reg ular tres. Estos se en cuentran hacia la parte este y en el lugar llamado “Cam po das mamoas”. / Exploré uno de ellos, el mayor, y á una prof undidad de un metro en contré una cámara mortuoria y una hacha pulimentada que corresponde a tiempos neolíticos en l os cuales se enterraban con sus instrumentos de trabajo considerándolos como dioses protectores ó ídolos neolíticos. Los otros qued aron sin reconocer. / Realmente nuestros montes es tán salpicados de monumentos de este género y ¡cuan poca importancia se les da! / Los hay en la parroquia de la Mag dalena de Sotelo de Montes, los hay en la parroquia de Castrelo y hay una muy importa nte de forma eliptica en l a parroquia de Millarada; que tienen forma de fortificación similar á otro que hay entre Code seda y Estrouda . Este parece ser ya de edad menos remota, quiz{s de los ce ltas” 142 . O texto carece de data que permita valorar debidamente a orixinalidade dos contidos 143 . A lgunha idea das expostas, como é a das má mo a s en ordinario en grupos de á tr es , cando menos, resulta or ixinal. Con todo, s ubliñemos o revelador que resulta o texto, por exemplo, do lonxe que andaba Casto Sampedro de aceptar cegamente os postulados en voga en Galici a que tiñan o seu cerne no celtismo dogmático consolidado por Manuel Murguía 144 quen non só identificaba aos celtas coa cu ltura castrexa; tamén lle s asignaba os fenómenos 142 Notas manuscritas a tinta – primeira folla- e a lápis. Caligr afía de C aso Sampedro, tres follas sen grampar na actual carpeta da CS: 4 8/1, Museo de Pontevedr a. 143 Un fito tardío, mais fun damental na historiografía arqu eolóxica galega , que deixa atrás definitivamente os po stulados románticos , o constitúe Obermaier, Hugo, Impresiones de un viaje prehistó rico por Galicia (Primera y segund a parte ) . Extracto del Boletín Arqu eológico de la Comisión Provincial de Monumentos Históricos y Artísticos de Orense, tomo VII, nº 14 8 - 149, Ourense, 1923. Obermaier cit a a Sampedro entre os “amigos y compañeros” aos que agradece a cariño sa e cord ial acollida e a sesoramento. A maiores, Ober maier menciona a Sampedro verbo dalgunhas pezas d estacables da súa colección, vid., p. 13 , 19, 27 e sobre todo a p. 16, on de a o fío da cronolo xía das chamadas “Estatuas - Menhires” conclúe: “Por consiguiente, nos parece lo más pru de nte considerarlas, con D. Casto Sampedro, como “fun erarias celto - gallegas” de la segunda Edad del Hierro”. 144 Vid. capitulo s eguinte “Os precursores..., pp. 117 -120. Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 47 megalítico e rupestre propios do proceso de neolitización. Casto Sampedro, á postre unha das máis sobranceiras figuras do positivismo documentalista en Galicia e amigo do máximo expoñente desta tendencia historiográfica, Anton i o López Ferreiro 145 , lonxe de acreditar na celtomanía reinante garda certa equidistancia influído, certamente, polo peso que tiñan en Pontevedra as teses helenísticas defendidas, sobre todo por Celso Garc ía de la Riega , o historiador galego do momento máis abertamente celtófobo 146 . Volven do por un intre ao s Apuntes Telegráficos , a frase interrogada verbo da posibilidade de relevancia das covas graníticas galegas na Prehistoria Recente, resú lta nos reconfortante por adiantada e finalmente acertada hipótese, verificada nos derradeiros anos por quen esto escribe en coautoría, Maúxo 147 . Continuando, onde vai desenvolver Casto Sampedro un moi destacable traballo de investigación arqueolóxica é no mundo dos petroglifos . Recoñéceselle en xustiza como un dos principais responsables no recoñecemento científico do fenómeno Post- Paleolítico do Grupo Galaico de Arte Rupestre tanto pola investigación directa do mesmo , pateando monte na busca de insculturas só ou en compaña dos colegas da SAP, pola adopción de mé todos de reprodución 145 Antonio López Ferreiro (Compostela 1837 – Vedra 1910) foi coeng o e arq uiveiro da catedral compostelá, arqueólog o e historiado r, fund ador e director da revista Ga licia Histórica e autor de máis de cen títulos erudito s e novelescos. Entre os primeiros de stacar os once volumes dedicados á Historia de la Sa nta A.M. Iglesia de Santiago de Compost ela (1898 e ss.). Como arqueólogo lém br ase as escavacións de 1878 e 1879 na busca do sepulcro e corpo do apóstolo Santiago na catedral compostelá e a conseguinte subordinación dos resultados científicos aos intereses eclesiásticos que en 1884, bula Deus Omnipotens , avalaron a auten ticidade dos restos atopados. Co gallo de acadar en 18 87 a cátedra de Arqueol ogía sagrada do seminario compostelan escribiu un manual baix o esta perspectiva, Lecciones de Arqueología Sagrada (1890), que conte mpla o dominio da epig rafía, numismática, paleografía, diplomática e cuestións relacionadas coas artes. O enfront amento ideolóxico coa xerarquia eclesiástica do momento, na altura oficial mente implicada na restau ración borbónica e xa que logo distanciada da causa carl ista, da que López Ferreiro era adalid irredento, impediu que exercese a referida cátedra, finalmente asumida pol o seu amigo e discípulo Eladio Ov iedo e Arce. 146 “Murguía, pues, se ha dedicado a historiador, sin comprender bien la delicada importancia moral de tal sacerdocio y sin poseer todas las facultades y el ementos necesarios para cultivar la ciencia. No es de extrañar que haya cometido tantos desaciertos: su desconocimiento de ciertas materias que se relacionan con la historia y su te meridad rebosan en todos lo s capítulos de su obra....” , García de la Riega, Celso, “Murguía y su Historia”, in Ramón Erotiguer (pseudónimo de José María Riguera Montero), Películas académicas , A Coruña, 19 08, pp. 127-145 citado en Barreiro Fernández, Xosé R., “A Historia da Historia . Aproximación a unha historiografía galega: de Murguía a Risco”, in B eramendi, Justo G. (Coord), Galicia e a Historiogra fía , Santiago de Compostela, Tórculo Ed icións, 1993, pp. 183 -209, en especial pp. 1 88-189. 147 Cómpre sinalar que o autor desta tese é membro do Clube Espeleolóxico Maú xo desde a súa fundación en 19 92 e conta no seu haber con bibliografía sobre as covas galegas, nomeadamente as graníticas (As covas do Folón, A Trapa, O Civro, etc.) ou en seixo (Pico Sacro), e no estudo do patrimonio inmaterial e arqueolóxico asociados. De interesar, vi d. www.maúxo.com. O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 54 A relevancia de D. Casto nesta especialidade é ben coñecida. Por exemplo, a documentación medieval te n sido obxecto de estudo en dúas ocasións, a primeira a cargo de Enrique Fernández Villamil e máis recente e axeitadamente por Mª Jesús Miramontes 173 . Ao noso ver, a conclusión máis destacable dos traballos diplomáticos nos que se implicaron Cast o Sampedro e os seus colegas da SAP, foi o acerto da doble vía de traballar pola posta a salvo da documentación en perigo de perda ou deterioro, e á vez, na transcrición e divulgación dos mesmos grazas ao estudo paleográfico e aos esforzos por tirar do prelo o maior número posible de publicacións diplomáticas. Foi esta, como se denunciou antes, tarefa destacada da SAP. Repárese n o primeiro t omo ... para la historia de Pontevedra . Agás o prólogo e os tres primeiros números ou capítulos, o libro céntrase no estudo de 26 documentos procedentes de distintos arquivos, épocas e temáticas 174 . Desde o título de cidade concedido a Pontevedra en 23 de novembro de 1835, pp. 79-90, á s antigas actas do Libro d’o Concello, pp. 348-376. Desde un vel lo exemplar do Traslado de Ordenanzas de la Villa de 1609, pp. 91-111, a varias doacións, cédulas, privilexios, nomeamentos, confirmacións ou foros como o de Fernando II de León á vila de Pontevedra en 1169, pp. 377 -380, que a sabe r existirían hoxe de non ser polo labor realizado entón. Como estamos a ollar, l onxe de mostrar exclusividade de interese polo estudo da antigüidade ou da Idade Media -que tamén- consideramos que Casto Sampedro tiña maiores inquedanzas e predilección pola historia moderna á que se podía achegar con maior var iedade de datos. Así, o salto de expoñer o documento coa súa correspondente interpretación histórica chega en 1904 co terceiro tomo ... para la historia de Pontevedra . Entre as páxinas 3 e 30 transcr ibe as “Ordenanzas de la Cofra día del Corpo Santo y del Gre mio de Mareantes de Pontevedra de 22 de a bril de 1577” para centrarse, nas restantes 870 páxinas , en glosalas. Sen dúbida, é obra madura que, en mellores verbas, podería ter valor para o Dereito, ou, máis ben, Historia e Der eit o relacionados. Ten, ademais, o mérito d e servir de base fundamental a “ un pasa do de gloria” en tor no a Pontevedra, aquela, se protocolos de Sant iago de Compostela, arquivos xudiciais varios (Santiago, Ordes, C arballo, Corcubión), notariais..., vid. [sen asinar] “Pérez Costant i , Pablo”, GEG, tomo XXIV, p . 189. No noso Documentario reprodu cimos só tres das cartas remitidas por Pérez C ostanti, as máis vinculadas con cuestións musicais. 173 As achegas de Ferná ndez Villa mil sob re pr ivilexios reais e os documentos medievais do Museo de Pontevedra, que inclúen obviamente os achegados p ola SAP e Sampedro, foron publicados entre 19 42 e 1944 nos tres primeiros tomos de El Museo de Pontevedra . Para máis detalle, vid. Mira montes Castro, Mª Jesús, “Catálogo da documentación medieval do Museo de Pontevedra”, El Museo d e Pontevedra , t omo 50, 1 996, pp. 111 -357. 174 Sen asinar [Sampedro, Casto, atribu ído], Documentos inédito s para la Historia de Pontevedra.... op cit. , 1896, pp. 79 -416. Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 55 cadra, de máis br illante empeño: a cidade do século XVI, de pleno Renacemento 175 . Tamén é obra utiliza da , coa súa prolongación da man de José Filgueira no Arquivo de Mareantes (1946), clave documental y necesario apéndice 176 . Sorprendentemente para quen se achegue por primeira vez aos escritos históricos de D. Casto, este terceiro tomo tamén resulta obra dot ada de esti lo literario de non pouc o atractivo. Permitímonos selecc ionar un exemplo, parte da descrición que reconstrúe os instantes previos ao lance do cerco que se daba na ría de Pontevedra contra o 15 de agosto de cada ano a finais do século XVI: “A la mañana siguiente reco rren l as bocinas todos los ámbitos de la Moureira, despertando á los individuos de cada uno de los Cercos y llamados á la Misa dos fieles de Deus, que se celebraba en S anta María al reir de Alba, como vimos que dicen algunas Orden anzas. / Terminada esta, allá se van; y despues de recoger en sus respectivas viviendas, mejor dicho, en las de sus mujeres e hijos, las gran des Broas de maiz, sacos de ropas y algú n barrilito vacío, encamínanse á los Muelles y Peiraos respectivos, para embarcarse y hacerse á la Mar. Per o antes, y por vía del almuerzo y despedida de Tierra, toman en las Tiendas y Tabern as, la Parva o Mañán, consistente en un Quarteirón de aguardiente, ó medio Net o de vino, y llenan los barrilitos, todo con mucho ruido y p risa, porque la Marea baja y los Atalieyros apuran . / Ya saltan en las embarcacione s de cada uno, ocupando cada cual el p uesto que le corresponde: ya vuelan las Pinazas y Pirlos á tomar en la orilla opuesta, frente á las Corbaceiras, á los Compañ eiros de Lourido y Poyo Pequeño, que viniero n a pie atajand o por send eros inverosímiles, para incorporarse al Ce rco de que forma n parte; ya toman, unos, los remos; otros , el timón; éstos, recogen los Resons; aquellos, hacen algún en cargo á los que qued an en Tierra: ya sa len, en fin, y van Ría abajo á gana r su vida, Dios sabe si con ventura ó sin ella, lleva ndo la dirección del Ca nal, y traspon iendo las enton ces desnudas Puntas de Mollabao y la Punta da. / Allá marchan, algunos acaso para no volve r, l os 14 grandes Trincados, con sus 169 barcos menores, y sus 1.260 hombres de tripulación. No era raro que el Nord este hinchase ya las velas al sa lir de la Moureira: en cuyo caso es seguro que la imaginación acierte, si recons tituye y pinta un espléndido espectáculo marítim o, lleno de vida, de interés y movimiento, aúnque débil de color, como i luminado por el Sol na ciente, y vis to por el cristal de la tristeza que producen los bar cos que se a lejan. / Si la salida se hacía a remo, que era lo más frecuente, no por eso dej aba de ser me nos interesante. / La s proas de los Trincad os, Barcas, Pinaça s y Pirlos, cortan el aún dormido Mar, rizado ligeram ente por las primeras brisas del día: los gigantes brazos del Trincado, á trece por banda , caen como mazas sobre el ag ua; y aunque ménos pesados los remos de los Barcos, y ligeros como alas, los de las Pinaças y Pirlos, también lo hieren y despiertan; las proas, abriendo surcos de espuma que doblan los c ostados de los barcos; y los remos, labrando y dejando caer las palas, 175 Núñez Sobrino, Ángel, “Don Casto Sampedro , o labor logrado”, op. cit. , p. 28. 176 Filgueira, José, op. cit. , 1942, p. 45. O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 56 movibles flecos y encajes de plata. El conjunto su ena como una cascada á lo lejos, sin profundidad de salto, pero dotada de una extensa línea. Son 1.260 hombres que azotan el Mar con otros tan tos l{tigos” 177 . O tema mariñeiro e en concreto o dos gremios do mar, e entre eles sen dúbida de xeito destacable o da Moureira, foi tema de estudo predilecto para Casto Sampedro Folgar, como é ben sabido, desde distintas perspectivas. A igrexa de Santa María A Grande , paradigma arquitect ón ico daquelas xentes do mar de Pontevedra, foi obxecto de máis e máis fondas pesc ud as . Segundo Filgueira 178 , Casto Sampedro rematou un IV tomo ... para la Hi storia de Pontevedra no que, en forma de dicionario, ilustraba doutro xeito as mesmas Ordenanzas de 1577. Perdéuselle a pista ao volume e ata hoxe segue desaparecido. Mentra s, na CS f icaron numerosos proxectos iniciados para o estudo do gremio de mareante s que, como no seu día para Filgueira Valverde, son hoxe inestimables fontes de estudo e segura orientación no tema. Ao noso entender, tamén cómpre destacar un breve artigo que saíu publicado no xornal Galicia, Diario de Vigo co gallo das festas pontevedresas da Peregrina de 1923. Na ocasión, Casto Sampedro comenta, na mellor tradic ión erudita da Historia da Arte, un debuxo de Alfonso D. Rodríguez Castelao que: “*...+ representa a un individuo del gremio de Mar, que por ser uno de los más característicos tipos del Barrio de la Moure ira [.. .] / Lleva el mal llamado Teucro, esto es , el cetro o insignia que figura en las Procesiones del Corpus y Octavas, portado antiguam ente por el V icario del gremio de Mareantes, entre las Cruces parroquiales. La parte superior termina con una esta tuilla de plata, probablemente labrada por orfebres pontevedreses, muy numerosos y acreditados en el siglo XVI . / Es un hombre joven, robusto de gruesa y rizada cabellera [...] Es la representación del Hércules tebano, hijo de Júpiter y de Alcmena, en el primer Trabajo de los que le impuso el rey de Micenas: el combate y muerte del famos o león de Nemea. / Las inscripcione s que ost enta dicen: “Año de 1580”, una; y otra, “Teucro hizo el Arrabal”. La fecha est{ clara, no así la atribución [...] / La imagen del cetro es la supervivencia, sin duda alguna, del Hércules de madera que suena en los libros de visita e Inventarios de Santa María, La Grande [...] Esto parece significa r que el Gremio y los escultores y las personas que tuvieron iniciativa y dirección en estos objetos y obras, quisieron co nservar los recuerdos de antiguas y sostenidas tradiciones religiosas [...] Y no es que la creencia de que los bravos hijos del Mar de la Moureira en el establecimiento de gentes griegas en estas apacibles y porductivas Rías nuestras, sea infund ado, no, [...] / Mantengan pués, los de la Moureira su opinión sobre la venida y es tablecimiento de gentes griegas aquí; van en la excelente compañía de 177 Sen asinar [Sampedro Casto, atrib uído], Documento s... op. cit., 1904, p. 479- 80. 178 Filgueira afirma que el mes mo tivo entre as ma ns o tomo IV e qu e en 19 30 Cast o Sa mpedro se dirixiu a Deputación Provi ncial solicitando fondos para publicala. Filgu eira, José, op. cit., 1948, p. 45 e Filgueira, J., Archivo de Mareantes . Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 57 Strabón, Trogo Pompeyo y el gran Plinio. / Pero llámenle Hércules al cetro e insignia [...] ” 179 . Directamente vencellado coas inquedanzas colectivas da SAP antes expostas, boa parte da bibliografía de Casto Sampedro se centra, a maiores, en reconstituír – hoxe dir iam os , virtualmente- a perdida monumentalidade da Pontevedra amurallada ata 1850. Certamente, como no anterior, adopta D. Casto a perspectiva global dun erudito que se achega á historia local desde a Historia da Arte dominando os máis variados e precisos rexistros estudados desde a heráldica, a xenealoxía, a arquitectura monumental e doméstica... “Pontevedra antigua”, serie de dous artigos 180 editados en 1916 pola revista Mondariz é boa mostra disto. Apoiándose coma sempre en ilustracións, gráficos, neste caso en debuxos de García de la Riega e de Alcoverro, o autor tra ta sobre distintos monumentos e espazos pontevedreses desaparecidos ou severamente transformados polo progreso urban ís tico da segunda metade do século XIX. Dez anos despo is , o Faro de Vigo que abre 1926, entr e outras contribucións pontevedresas, conta cunha achega de Casto Sampedro nesta liña: a descrición histórica e artística da praza de Mugártegui 181 . Este artigo debeu ser moi do agrado de D. Casto xa que volveu saír do prelo anos despois baixo outro título 182 e non só co debuxo da prime ira vez, senón cunha fotografía do lugar a maiores. Tamén en 1926 e nas páxinas especiais que o mesmo xornal vigués ll e de dica a Pon tevedra co gallo das principais festas da cidade, as da Virxe da Peregrina, redunda D. Casto na mesma temática 183 . 179 X [ Sa mpedro, Casto, atribuído], “El Teucro de Pontevedra”, Galicia. Diario de Vigo , número 325, Do mingo 12 de agosto de 1923, port ada. Consultouse a edición fa csímile, ed. do Castro, 1989, vol . V. 180 Sen asinar [Sampedro, Casto, atribuído], “Pon tevedra Antigua”, Mondariz. Suplemento de la Temporada , Madrid 20 de agosto de 1916, Año II, número 15, sen paxinar [pp. 331 -333] onde trata das portas da muralla – sobre to do da torre e porta de Trabancas, do Rollo ou Picota, de Tui, ou da Herrería, qu e con todo s eses nomes a documentou Sampedro, tan próxima ao seu enderezo po ntevedrés- da fonte e praza da Herrería e das torres e pazo arcebispal. Na segunda entrega: tamén sen asinar [Sampedro, Casto, atribuído], “Pontevedra Antigua (Conclusión)”, Mondariz. Su plemento de la Temporad a , Madrid 20 de septiembre de 1916, Año II, nú mero 16, sen paxinar [p p. 345 -347], trata da desparecida casa-pazo de San Román, do ábside de Santa María La Gra nde y Camarín del So corro, da rúa Don Gon zálo, do cruceiro e da ábsida de San Francisco, do hospital d e San Juan de Dios e da Torre da Po nte do Burgo. 181 X [Sampedro, Casto], “Una plaza antigua de Pontevedra”, Faro de Vigo nº 18024, 1 de xaneiro de 1926, p. 2 4. 182 X [Sampedro, Casto], “La romántica plaza de Mugártegui”, in Cao Moure, José (ed. e dir.), Libro de Oro de la provincia de Pon tevedra , Vigo, PPKO, 1931 , p. 44. 183 X [Sampedro, Casto, atribuído ], “Notas sobre Pontevedra Antigua”, Faro de Vigo nº 1 8204, Domingo 8 de agosto de 1926, p. 5. Nesta ocasión, Sampedro repasa a antiga vila amurallada de Pontevedra achegando a descrición do Campillo, a historia do “templo de Santa María, La Grande, levantado para Colegiata por el Gremio de Mareantes”, a muralla, a torre d os O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 58 Posteriormente, en dúas entregas de 1927 e 1931 , Casto Sampedro escribe sobre San Bartolomé o vello 184 , primitiva Iglesia paroquial con su Atrio-Cementerio [que] estuvieron emplazados por muchos siglos en el solar que ocupan hoy el Casino y el Teatro. Certam ente, había ser difícil dar cun recuncho de interese e n Pontevedra sobre o que D. Casto non puidese detallar m éritos históricos e artíticos e mesmo aspectos anecdóticos aos que adoitaba recorrer como válvula de distensión e nota humorística 185 . Xa falecido, o Museo editou as tan curiosas como poco agradables notas sobr e o emprazamento de cadeas, forcas , rollos e picotas locais 186 . Entre outros traballos de carácter histórico, tamén mostra Casto Sampedro predisposición p olo s estudos biográficos de certos personaxes 187 , ao Churruchaos... “En la part e inferior de gráfico se ven el caserío y muelles de la Moureira de Arriba, en mala ho ra arrasado s por las Obras de los M alecones; el Río Lerez [... ] El gráfi co nº 3 presenta todo el edificio, hace años totalmente destru ído, ll amado „Castillo de los Churru chaos, Torres Arzobispales, Palacio de la Mitra ‟, etc.” , apoiáse en catro debuxos “sobre fotografías, dibujos a pluma y lápiz, cuadros al óleo, acuarelas y dato s acopiados por la Sociedad Arqueológica, y [executad os] por D. Cel so de la Riega”. 184 X. [Sampedro, Casto, atr ibuído], “Notas sob re S. Bartolomé el Viejo de Pont evedra. El Buen Amigo. Hoja Parroquial de Sa n Bartolomé. Pontevedra, 24 de agosto de 1927. Año II, nº 39, p. 4. Concluído aos catro anos en : X. [Sampedro, Casto, atribu ído], “Notas sobre la Iglesia de S. Bartolomé el Viejo de Pontevedra”, El Buen Amigo. Hoja Parroquial de San Bartolomé. Pontevedra, 24 de ago sto de 1931. Año VI, nº 247, pp. 5- 7. 185 Os citados artigos de dicados á praza de Mugártegui rematan así: “Una no ta curiosa: En esta plazuela y callejas inmediatas, estaban establecidos en los siglos XVII y XVIII mucho s toneleros; y como trabajab an en la calle principalmente al armar y echar fondos a los toneles, sellas, pipas, etc., y hacían un ru ido insoportable, los PP. J. S. acudieron al Con sejo Real, quejándose de que no podían estud iar, ni dar clases, ni rezar; y obtuvieron una Real Prag mática para evitarlo, que dió lug ar a incidentes repetidos a diario”. 186 Sampedro, Casto [póstumo], “Rollo s y Picotas de Pont evedr a”, El Museo de Pontevedra , tomo I, 1942, pp. 109 -111. 187 Ev itamos ent rar n a anális e do papel e opinión de C. Sampedro verbo da tese da galeguidade de Cristo bal Colón. Aportar ao respecto as cartas números 315, 316, 318, 319, 320, 321; 180 e 181 reproducidas no noso Doc., e le mbrar os recortes de prensa, fotografías e correspondencia da caixa 96 da CS, entre os qu e cómpre destacar, por desconcertante, a carta mecanografada remitida desde o Centro Ga llago de La Habana , Cuba, que de seguida tra nscribimos : “Habana 8 de febrero de 1927 / Sr. D. Casto Sampedro. / Pontevedra./ Muy distinguido señor mio y estimado paisano: Por la presente me complazco en participarle que he recibido su atenta carta acuse de recibo de ser en su poder el folleto “Sí Colón Español ” y una colección de artículos del señor Zas, réplica a lo s señores Altoagu irre y Astrana, respectivamente, que le he enviado anteriormente. Me sorprende grandemente lo que Vd. me dice en dicha carta, refer ente a que Vd. fue el cre ador de la tesis de Colón español, pues yo creo y, como yo todos los que difundimos noblemente el origen gallego de Colón que, el verdadero fundador de la referida tesis fue el inolvidable D. Celso Gar cía de la Riega, por su libro interesantísi mo “Colón Español”, pues de otro modo es conveniente que Vd. aclare terminantemente si Vd. cree o no que Colón hay a nacido en esa bellísima ciudad de Pontevedra, la que tuve la dicha de vi sitar en 1925, pues a Vd. lo con sideramos enemig o, por sus propias de claraciones anteriores, de la cau sa Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 59 seu entender, interesa ntes e merecentes de esa atención . Chegaron a saír do prelo dous deses traballiños. O s ligeros renglones biográficos póstumos de dicados á vida e obra de su antiguo amigo José Tilve García (Xeve, Berducido, 1842 – León, 1918), publicados na prensa pontevedresa co gallo do cuarto cabodano de quen foi grande canteiro e mestre das obras de restauración da catedral de León 188 , e unha biografía e transcrición dalgunhas cartas de Fr. Antonio [Sequeiros y Ozores] de Soutomaior (Valença 1553? – Madri d 1648) entr e outros carg os, arcebispo de Damasco, inquisidor xeral de España e confesor de Felipe IV 189 . A maiores, e sendo exaust ivos , lembremos a póstuma edición dunhas notas redactadas verbo dun documento do Archivo de Protocolos instalado en el edificio de la Prisión Correccional de esta ciudad que refire as festas que con ocasión da paz entre España, Francia e Inglaterra de abril de 1559, se celebraron en Pontevedra 190 e á fin, que teñamos recoñecido, o único texto identificado onde Sampedro versa sobre a historia contemporánea, en concreto sobre as guerra s antinapoleónicas, onde se advirte sen difi cultade como D. Casto comparte os postulados tradicionalistas da historiografía española. “Entre los varios Doc umentos que poseemos relativos { la Guerra de la Independencia en Pont evedra, es digna de publicarse la siguiente “Relación” . Nos fué facilitada por R. P. Fr. Man uel Núñez, bondadoso é ilustrado Provincial del Colegio de Misiones para Tierra Santa y Marruecos, establecido en Santiago; y forma parte de un libro destinad o á dar á conocer otros mu chos referentes á ta n interesante materia, y que fueron reda ctados por testigos presen ciales, de orden de los Superiores de la Familia franciscan a. Así se va completando, rectificando y aclarando la verdade ra Historia de suces os tan importa ntes como los o curridos en esta Comarca durante la gran Epopeya nacional * ...+” 191 . patriótica que desinteresadamente defendemos y propagamos en todo el mundo. / Con tal motivo, le ruego encarecidamente en mi carácter de Presidente de la patriótica sociedad “Co mité Pró- Colón Español” de esta capital, á q ue V. se defina de modo claro y con cluyente para en lo futuro considerarlo como de lo s nuestros de lo cual me alegraré infinito. Así, pues, aprovecho esta oportunidad para reiterarme de Vd. con la más distingu ida consideración y s.s.q.e.s.m. / Ramón Marcote [Asdo.] / Presidente del Comité “ Pró Colón Español” / S/c. Cuba # 24.” 188 Sen asinar [Sampedro, Casto, atribuído], “El maestro Tilve”, El Diario de Pontevedra, ano XXXIX, xoves 6 de abril de 19 22, portada, p. 1. Na actual CS: 55/10 “Notas sobre el Maestro Tilve” consta fotografía asinada p or “su antiguo amigo”. 189 Sampedro, Casto [póstumo], “Cartas fa miliares de Fr. Antonio de Sotomayor, confesor de Felipe IV”, El Museo de P ontevedra , tomo II, 1943 , pp. 47- 62. 190 Sampedro, Casto, [póstumo], “Fiestas por la Paz de Chateua - Cambresis”, El Museo de Pontevedra , tomo IV, 194 6, pp. 201 -204. 191 C.S. [Casto Sampedro, at ribuído], “Re lación de lo ocurrido en la Villa de Pon tevedra y Convento de San Francisco, en 1809”, La Correspondencia Gallega , nº 5.79 2 do martes día 8 de xuño de 1909 , p. 6, contracapa. Filgueira, nas ocasió ns en que ten indicado a bibliografía de Sampedro, trabúcase co que figura na mesma páxina asinado por J. Vales Faí lde, “El clero gallego ante la invasión fran cesa”. O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 60 1.2.4 Etnógrafo. Asemade da música -que seguimos evitando tratar neste capítul o- moitos outros aspectos da cultura inmaterial galega foron do agra do de Casto Sampedro. A microtoponimia do pais ou coñecer e usar léxico espec ífico, gremial ou non, son dúas mostras xa postas de relevo. Significativamente, visto o relacionado cos mareantes, e a índa contando coa carencia de estudos sobre os contidos et nográficos inéditos da CS, advertimos unha querencia especial de don Casto polo vencellado coa cultura mariñeira; interese este de excepcional significado historiográfico dado que teñen sido moi escasos os investigadores galegos, tanto anteriores como coetáne os ou posteriores, que non te ñan focalizado os seus estudos no mundo labrego e de costas ao Mar. Destaca así, o breve mais sobranceiro texto editado en 1918 sobre as pintorescas escenas de pesca que constituyen la Entallada 192 . Para a descrición desta particular almadraba galega -fai décadas desaparecida- apóiase o autor, como é habitual nel, nunha fotograf ía ; a que deseguida reproducimos. Lámina 1. 7. “ [...] La Seca , de Combarro, bajo el Conven to de Poyo Grande, ant es de Benedictinos; y aho ra de M ercedarios: es la más importante y a la que se refiere el gráf ico [fotografía] en la segunda fase del desarro lllo del lance. El atajo o Enta llada se forma entre dos puntos que se hallan a 750 metros de distancia; y arranca de unos árboles, ju nto a la cruz de piedra de Labarcán , y termina cruzando la Isla das Ratas , en unos árboles o peñ as de Campelo, a la orilla del mar [...]” . Pé de foto orixinal suprimido : “La Entallada en la seca de Combarro y Campelo”, Almanaq ue Gallego , Bueno s Aires, 1918, p. 63. 192 X [Sampedro, Casto, atribuí do], “En la Ría de Pontevedra, Galicia. Escena de pesca. La Entallada de Co mbarro”, Almanaque Gallego , Buenos Aires, Ed. Manuel Castr o López, 1918, pp. 62- 66. Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 61 No artigo, Casto Sampedro describe polo miúdo as tres operacións nas que se dividía un moi coordinado e paciente traballo realizado a barco e a pé , que durab a tres días e que era propio de entre maio e setembro, esp ecialmente en los meses de Junio y Julio, e polo que unha vez instalada a arte, acudi endo inf inidad de gentes arremangadas y descalzas, especialmente muchachos con sendos palos para matar, se capturaban miles de mújiles, con sus distintos nomb re de ” albores de pinta amarela ” en la cabeza; “ negróns ” , de lomo obscuro; “ galludos ” y “ aténs ” , que son los que más saltan; algunas robalizas y ” chocas ” o jibias . Rematá ba se coa arribada a “ [...] la Playa de Pontevedra, si la Entallada se organiz ó por los pescadores de la Moureira, se encarga ban de la venta las mujeres de los patrones, las Amas , y el producto se reparte en casa de una de ellas en esta proporción: cada individuo, una parte, cada bote o lan cha, otra; cada chalana o ga mela, media; cada paño de red, media; cada biturón , tres cartóns o se a tres cuartas partes; al hombre del carro y bueyes y a los Axudantes que contribuyeron al lance, se les da una parte de pescado mayor o menor, según la can tidad tomada , cogida; pero el hombre del carro suele llevar lo bastante para una Caldeirada . / Los de la Moureira ta mbién hacen Caldeirada en una cas a o taberna, des pues de desmistoi rar , des atar, y secar las piezas de red; de llevarlas a las respectivas adegas y almacenes; y de recoger y repartir varales , cuerdas, etc. a sus dueños ” 193 . Aínda que non faltan no escrito a sabia mestura de novas históricas -como a da orde dominica asentada en Pontevedra ou a localización da casa do famo sí si mo archipirata Benito Soto, e ata un a inscrición do século XIV ou XV - o escrito para o Almanaque Gallego para 1924 de Buenos Aires 194 redunda nesta óptica. O comezo considerámolo outro moi bó fragmento exemplif icador que nos permitimos reproducir: “Por no ser posible obtener una vis ta panor{m ica, los grabados *fotografías+ 1, 2 y 3 reproducen por su o rden la pintoresca orilla derecha de la desembocadura d el Río de la Tablada , Gafos o Tomeza , e n el padre Lerez y en el Mar. ¡Pobre río, que ni aún allí puede descan sar de tantas fatigas y martirios como siente y sufre el post rer kilómetro de su breve pero delicioso curso! Puentes de 193 Íbidem , p. 66. O texto, reproducible na súa totalidade de no n ser po que estamos en augas moi afastadas do noso obxecto de estudo, con t én tamén un deses sinais estilísticos propios do ben humorado autor cando remata advertindo: “Lector: si hasta aquí llegaste, y tienes alguna vez ocasión y gusto de asistir a una Entallada en Combarro y C ampelo, cuid a muy mucho, si puedes, que no tomen par te de ella, el Maleta y Salgu eiro el Tuerto, po rque la aguación o la vinción pudieran destrozar el arte y dejar huir la pesca; hay apodos y defectos físicos, de un terrible mal agüero. / X. / Ponteved ra, Julio 19, 1917.” 194 X, [Sampedro, Casto, atribuído] , “Pontevedra pintoresca. En el arrabal de la Moureira”, in 1924, Alma naque gallego , Año XXVII, Buenos Aire s, Manuel Castro López, 1924, pp. 87 -92. O texto incorpora tres grá ficos de Los artistas fotó grafos, señores Saez Mon y No vas. O legado musical de Casto Sampedro Folgar (184 8-1937): o canto galego de tradición o ral. 62 piedra, hier ro y madera; presas y molinos; embalses y lavaderos; peñas, abrevaderos, islotes y árboles; todo conspira con tra su libre ru mbo y marcha normal. La ley de su existencia lo arrastra sin cesa r al término de su vida; y lo s traidores halagos de la Marea que sube a recoger un caudal, lo engañan, envuelven y devoran. Las viviendas de pescadores que acusan los gráficos, tienen las fachadas principales a la parte opuest a, y responden a los cánones constructivo s cuyas características principales eran: al exterior, te jado de piñó n, a dos aguas, aleros volados, patines y escaleras y asientos de piedra: una sola o dos plantas cuando el nivel del terreno lo exigía, y en el segund o c aso, la planta baja co ntenía útiles de pesca, pescado en salmuera, redes, encasca dor, barricas, canastas, cestas, e tc. La calle se llama actualmente de S. Roque de Abajo ; pero en lo antiguo, desde el siglo XII por lo menos, se co nocía po r Rua das Corbaceiras ; acaso del tema Co rba y del sufijo eir as , indicadores de la existencia en aquellos sitio s y en los próximo s que levan el mismo nombre, de las importa ntes industrias de la Banastería y lestería destinada s al transporte del pescado. El primer gravado contiene un trozo que co mien za en la Laxe do Rio o Laxe da Ponte , el gran peñasco sobre el cual van a lavar todas las noches a las doce en punto, incluso en las de los Días de fiesta, las almas en pena que por sus pecados no pueden vivir en la santa paz y quietud del Cielo, según reza la leyenda [...] ” 195 . Outra obra que resulta i nmellorable proba d o seu interese pola etno grafía mariñeira a constitúe o refraneiro dos pescadores das Rías Baixas 196 no que Casto Sampedro reuniu a moi destacable canti dade de 206 refráns recollidos nas rías de Pontevedra, Vigo e Arousa. Certamente, non son estas as únicas notas etnográficas das moitas que de Casto Sampedro se conservan. Citemos p ois as xa editadas que nos resta mencionar 197 e fica dito, veñan estudos particulares que afonden nesta parte do seu legado. 195 Íbidem , p. 87. 196 Sa mpedro, Casto [póstumo], “Refranero de los Pescadores de las Rías Bajas colegido por Sampedro y Folgar”, El Museo de Pontevedra , tomo VI, 1951, pp. 111 -118. Algúns exe mplos: A poutada, a veces nada. / Arco a matiña, a tarde tromentiña. / Berra o mar en Lapamán, colle leña e coce pan. / Cando as gaivotas beilan a muiñeira, hai chuva na ribeira. / De fiarme de mareas, teño escarmento. / Gaivotas a terra, mariñeiros a p... [Repárese no pudoris causa que tamén aplica en:] O mariñerio que me da de beber, ou me . .. [fode] ou me quere... [foder] / Non se collen troitas ás bragas enx oitas. / Vento e v entura, pouco duran, etc., etc. 197 Por exemplo, “Otra costumbre consistía en po der desnudar y llevarse la ropa del hurtador de frutas el prop ietario que le sorprendía en el acto”, vid. Sampedro, Casto [póstumo], “Costumbres curisosas de Pont evedra”, El Museo de Pontevedra , T. I, 1942, p. 78. Capt. 1. Casto Sampedro Folg ar: a vida sen música 63 1.3 Morte e recoñecementos póstumos. Casto Sampedro Folgar falec eu a primeira hora da madrugada do xoves 8 de abril de 1937. Segundo a nota de redacción inser id a no xornal El Diario de Pontevedra do mesmo día 198 , o pasamento aconteceu casi repentinamente logo de varios días gardando cama ao su frir D. Casto unha afección gripal . A maiores, o citado xornal recolle nas súas páxinas dúas esquelas; a primeira da familia e a segunda sufragada polo colexio profesional dos avogados de Pontevedra. Lá mina 1. 8. Reprodución da esqu ela en El Diario d e Pontevedra do 8 d e abril de 1927, p. 2 Lámina 1. 9. Reprodució n da esquela en El Diario de Pontevedra do 8 de abril de 1937, p. 3 Velouse o cadáver na casa familiar pontevedresa e o fu neral, celebrado ao día seg uinte na parroquia d e San Bartolomé, rematou coa inhumaci ón do cadáver no camposanto municipal de Pontevedra 199 ás catro da tarde. 198 [Redacción] “Don Casto Sampedro”, El Diario de Pontevedra , nº 15.117 corespondente ao día [9 sic., data marcada erronea mente no pr elo] 8 de abril de 1937, p. 2 . 199 Foinos imposible locali zar a tu mba de C asto Sampedro. Visitamos persoalmente o Cemiterio M unicipal de Po ntevedra dando coa lápida de Ricar d o Sampedro Mon (+1924 ) n o O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. 70 un busto e varias obras do i lustrado beneditino , ent re elas un manuscrito, e se lle organiz a unha home naxe pública, con instalación de placa conmemorativa e misa in memori am celebrada coa asis tencia de autoridad es locais e provi nc iais na capela de Santa Mar garita de Mou rente, xunto ao afamado car ballo. A diferenz a do se u prede cesor , mestre , e admirado Frei Benito J erónimo Feijoo (Pereiro de Aguiar 1676 – Oviedo 1747), certamente ancorado na visión cultural ilus trada precontemporá nea , Sarmiento reparou posi tivamente n as variadas manife stacións da cultu ra inmaterial gale ga . Nomeadamente n o tesouro máis prezado, o idiom a e , xa que logo - ao entender do ilustrado, polígrafo e e rudito frade - na poesí a e música de seu: “ No hay Nación alguna en todo el Orbe, que de presente, ó en lo an tiguo, ó juntamente desde su origen hasta el pr esente, no haya exercitado la Poesía á su modo, y seg u n su i dioma. Estoy en el dic tamen de q ue es tan connatural al hombre alg u n género de Música, y de Poesía, c omo la misma loqü ela . Es claro: pues al ha blar es con sig uiente el c antar: á e ste el c antar con algún comp ás, y medida; y á uno, y á otro el proporcionar las palabras ó con tiempo, ó con rhythmo, ó con alguna harmo nía . ( 20. ) Por l o qual me p arece que l a qüestion del origen de la Poesía coincide con la del origen de la Música, y de las Lengu as […]” 3 . N os escritos d e Fr . Martín tampo uco falt an referencias concretas á música . Algunha m oi coñecida - como a re lativa á desta cable capacidade c reativa das mulleres galegas cando cantan coplas 4 - e outras non menos interes an tes, aí nda que non ta n divulgadas , como a relacionada coa s ocioloxía das cantadoras 5 , 3 Sarmiento, Fr. Martín, “Origen de la Po esía en g eneral” , Memorias para la His toria de la Poesía y poetas Es pañoles , Capt. “Origen de la P oesía en gener al” , in Obras P osthuma s del Rmo. Fr. Martín Sarm iento. Dadas a luz por el Monasteiro de Sa n Martín , Madri d, Im prenta de Joachim Ibarr a, 1775, pp. 8 - 9, por xenti lez a de Google Book Sea rch. 4 No CMG - vid. Filgueira, J., “Introducción”, CMG t omo I, p. 30 e cita oportuna - repr odúcese tamé n o afama do par ágrafo: “[…] He ob servado q ue en Galic ia las mug eres no sólo son Poetisas, sino ta mbién M úsicas nat urales. General mente hab land o, así en Castilla como en Portugal y en otra s provincias, los hom br es s on los que com ponen las coplas e inventa n los tonos o aires; y así se ve q ue en este g énero d e coplas p opul ares, hab lan los h ombres con las mujeres, o para a marlas o para satiri zarlas. En Galicia es al contr ario. En la mayor parte de la s coplas gal legas, h ablan las mujeres c on los hombr e s; y es porque el las s on las que compone n las coplas, sin artifi cio algu no; y el las mismas inv entan lo s tono s o aires a qu e las han de cantar, s in tener idea d el Arte Mú sico”, in Sarmiento, Fr. Martín, Memorias… op. ci t., Ca pt. VIII “Poet as españoles d el sig lo XII”, apu ntam ento nº 538, p. 238. 5 “En Galicia co mo en otras partes, hay tres clases d e mujeres. La pr imera de las señ oras y semi - señoras, qu e o g uardan el estado o salen poco d e casa. La s egund a la de las d e la pl aza y calle, y que lla man mozas de cánt aro. La ter cera de la s rú sticas y al deanas, qu e sie mpre and an en e l campo, si son de tierra ad entro. Y si son de puerto s de mar alter nan en el ca mpo y en los arenales. [ …] las pri meras se d esdeñan de cantar co plas gall egas, y afectan cantar copl as castellanas […] Las seg un das generalmen te cantan co plas en idioma, met ro y tono gallego; y no pocas veces cantan también coplas cast ellanas qu e han o ído a lo s soldados […] Las terceras que componen l a multi tud, o por m ejor decir la infin idad de las gal legas, jamás sueña en can tar canciones cas tellanas, son incan sables en cantar cant iñas galleg as […] Ellas mismas hacen las Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 71 festas varias, uso de instrum entos ou te mas diversos, c omo cando alude ao No figueiral fig ueiredo , Rex. 0160 d o cantigueiro do noso doc umentario : Lámina 1.1 Memorias pa ra la Hist oria de l a Poesía y poeta s Espa ñoles. Obra s Posthu mas d el Rmo. F r. Martí n Sarmient o , 1775, VII, p. 205. “ El P. Bernardo Brito, Cistercien se, en el tomo 2 de su “Monar quí a Lusit ana”, libro 7, cap ítulo 9, a lo último de l siglo oct avo , pone el caso de haberse opuesto unos Caba lleros al t r ibuto f amoso de la s cien doncelllas, que Maurega to había asentado c on l os moros; y que por haber vencido a unos Moros, que llev aban unas doncellas, si n mas ar ma s que unos tr oncos de higuera, se o riginó po r eso e l no ble apellido de Figueroa. A este asunt o pon e en la pág ina 296 e stas coplas : [vid. Lámina 1 .1] / Dice este A utor, que halló estas coplas, y las que omito, en un Cancioner o antiguo; y qu e también las oy ó cantar á un viejo Po rtugués en la Beira. Cree dos cosas. Primer a , que esta aven tura de los Cabal leros Figu eroas, sucedió en Por tugal. Segunda, que entonces se hicieron estas coplas á aquel asunto, ó muy poco despues. De todo du do. El lance de los F igueroas suc edió en Galicia, en donde inconcu sa mente está el Sola r, y Casa de Figueroa. Las coplas aunqu e las supongo antiguas, pero no de tanta antigüedad. Er a preciso ver qu é antigüedad tenía aquel c ancioner o, para decidi r. Y bi en sé que no se hallará Cancionero escri to antes del siglo duod écimo. Y si en este s iglo se coloca la composici ó n de las coplas, te nemos bastante” 6 . coplas, inventan los tonillos y aplican el canto […]” Sarm iento, Fr. M., Obra de Seici entos Sensenta P liegos , citado por Pensa do, J.L., El gallego, Ga licia y los g allego s a través de lo s tiempos (En sayos) , A Coruña, Voz de Galicia, 1985, pp. 191 - 193. 6 Sarmiento, Fr. Martín, M emorias para la historia … op. cit., Capt. VII “Orig en, antigüeda d y diferencia d e los me tros ca stellano s”, apu ntamento s números 471 - 472, pp. 20 4- 206. Non anda ba desencamiñ ado Frei Martí n ao sosp eitar d o carácter apócri fo do Cantar do figueir al , pseudo - O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. 72 Con licenz a, por atrevernos a descontextualizar palabras do propio Frei Martín , subliñemos que Sarmiento e Sampedro comparten a condición de pa triotas curiosos de Pon tevedra . Ambo s os dous po l ígrafos , apaixo nados do da to rigoroso e da confirm ación da verac idade das fontes qu e manexan , da erudición e , tamén, no secundario interese por publicar . C ompar ten á vez , o gu sto pola historia e toponimia da xeografía do país . Puntos de encontro que cómpr e matizar co as diferenz as propias d os tres cuartos de século que median en tre a morte do pri meiro e o nacemento do segu ndo, e pol o contraste de aptit udes, capacidades e queren z as en música que determ ina n á fi n , a sustancia l diferenz a e ntre ambos os dous ; Frei Martín non pra cticou a mú sica nin a transcrici ón musical . Efectivamente, e p or má goa para a o noso ob xecto de es tudo , non é unha excepción . Entre o sempre escaso número d e investigadores interesados n o cantigueiro de tradición oral, a í nda s on menos os que, capacitados, logr an anotar en pau ta a du ración e altura dos sons 7 . E veña ao caso esta dis quisició n por aquel outros cantares da CS con letras ao xeito do Cantar do figueiral . Po ré n, s upoñer que a música d esa letra en cuestión debe ter a mesm a melodía , ri tmo, ton , tempo …. do recollido a nos despois , non deixa d e ser u nha hipótese que nalgúns casos pode resultar plausible . P or exemplo , o Rex. 0 139, Algún día algo, algo , re collida sen música por varios autores 8 , e ntre eles Sarmiento quen, n a entrada 360 da súa Colección de Voces , lembra esa mesma letra co mo unha c opla que oí siendo muc hacho , é dicir , antes de 1710. Entre estes alicerces compartidos coa histor iografí a da literatura popula r galega , contam os na CS co n ou tro caso a destaca r . O Rex. 0638 corres póndese c oa letra d u nh a das copla s atrib uída s a o alcum ado Cura de Fruíme , Di ego Antonio Cernadas y Castro (1698-1777) quen a co mpón En elo gio del Il mo. Sr. Garrido, Obispo de C órdoba, natural del Lugar de Berd usido en el rein o de Galicia. Copla gallega vul gar de las en aquel lugar se llaman cantigas 9 . O nomea mento episcopal en cuestión aconteceu en 1772, xa q ue logo, término post quem para a datación da letra do r eferido c antar. romanc e ao que volve remos neste mesmo ca pítulo, vid. p. 121, ao tratar sobr e unha das perso a s que lle facil itou a D. Casto o can tar destas cop las: Don a Alejand ra Murgu ía de Castro. 7 Para o caso gal ego compár ese o dato e xposto por Blanco, Domi ngo, A Poesí a Popular en Galicia ( 1745 - 1885) , Vigo, Edi cións Xe rais de Galicia, 1992, e n dous volumes, vi d. Vol. II, p. 511 e ss. r especto ao volume do c orpus literario re compila do durante a segunda m etade do século XVI II ata 1 884 - c on máis de seis mil copla s/estrofas reun idas - coas escasas mel odí as transc ritas durante o mesmo pe ríodo. Tam pouco ren excepcional que non responda á c onstante universal de resultar máis doad o transcri bir text os que m ú sica. 8 Algún día al go, algo , recolléro na Valla dares, Mar cial, Dicci onario gallego - c astellano , p. 361; Tobío, Luis, Colecc ión de cantigas da Mahía , nº 59 ; Casal, Jo sé , Cole cción de Cantares Gallegos . Amorosas, 48 2; e tamén Ju an Saco Arce, v id . Blanco, D., op., cit., vol. I, p. 121. 9 Blanco, Dom ingo, 1992, op. cit., vol. I, p. 119. Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 73 2.1.2 Mestres de capela galeguizadores. En 1790, o mestre d e capela da catedr al compostelá Melchor López (Hue va , Guadalajara 1759 - Santiago de Compostela 1822 ) 10 axeita á liturxia galega unha m oda - con máis de dou s séculos de vixe ncia no resto da Peninsula Ibérica - con sistente en facer cant ar en galego a un dos person axe s da repres entación do Bel én. O xénero 11 , inaugur ado no país signifi cativame n te cando noutras partes da Península xa minguab a a prá ctica e rel evancia do vilancico litúr xico, tivo com o continuadores aos mestres de c apela d a cate dral de Mondoñedo - A ngel C. Santav aya (Br aga 1750 - Mondoñedo 1804) 12 , Jos é Pacheco (Cesuras 1784 - Mondoñedo 1804) 13 e Pascual G . Saavedra (M ondoñedo 1829-1908) 14 - c onsiderados, prec isamente polo cu ltivo do vilancico galego, com o relevante s precursores no rexurdimento cultural do paí s 15 . C omo ten i ndicado en distintas ocasións C arlos Villanuev a 16 , a repercusión real que tiveron este s mestres de capela atoparémola anos despois na formación dos músicos propiam ente nacionalistas do século XIX vencella dos nalgún grao significativo coa igrexa católica e c o pe nsamento e or ientación esté tica que o 10 López Calo , José, “Ló pez Ji menez, Mel chor”, DME H, op. cit. , vol. 6, pp. 1021 - 1025. 11 V illanueva, Carlos, Los villancicos gal legos, A Coruña, Funda ción Pedro Barr ié de la Maza, 1994, en e special pp. 78, 119 - 123 e 177; Villanuev a, Carlos , “El nacio nalis mo musical g alleg o. La mú s i ca re ligio sa como fu ndamento ”, Congreso sobr e Juan Montes , Lugo – Santia go de Compos tela, Xunta de Galicia, 1 999 , 47 - 65, en especi al pp. 49 - 53. 12 Villanuev a, Carlo s, “[Gon zález] San tavay a, Ang el Custodi o”, DMEH , op. cit., vol. 9, pp. 746 - 749. Para a data e lug ar de nacemento vid. , Villanueva, Carlos , “El nacionalismo m usical gallego…”, op. cit., p. 50. 13 Villanuev a, Carlos, “P ach eco Basanta , José”, DM EH , op . cit. , vol. 8, pp. 333 - 336. A súa Chouteira , CMG nº 348, usa copl a do vilanc ico Ou da Casa - texto tam én musicado no s eu día por Melchor López ( A nos a gaita ) e por An gel Custo dio Santava ya ( Ou da C asa ). O t exto é de Marcos Par cero, aí nda que hai novas let ras de Cast ro y Nei ra. Vid. Vill anueva, Carlos, Los villancicos gallegos. op. c it., p . 262. No Museo de Ponteved ra consérvan se tres vilan cicos de Pacheco, vid. Filguei ra Valverd e, José, “T res villanci cos gall egos d e Pacheco ( 178 4 - 186 5)”, E l Museo de Pon teved ra, vol. 6, 1951, p. 64. 14 Villanuev a, Carlo s, “Saa vedra Ig lesias, Pascu al Gr egorio ” , DMEH , op. cit. , vol 9, p p. 512 - 513. Villanueva, Carlos, Los Villancicos… op. cit. , p. 16 6. Pascual Saav edra, su cesor de José Pachec o en Mondoñedo é a utor dun bo feixe de v illancicos co n tema galego. No fondo epistolar da CS consér vase fr agmento dunh a carta súa co n datos so bre a muiñei ra e a choutei ra, cart a remitida po r Pascual Saav e dra, sen da t a e supostame nte a Casto Sampedr o, CS: 60/2/69, vid. Doc., carta 1 62. 15 Precisament e na introdu ción de Xosé Fil gueira Valv erde ao CMG, temos consag rado o “gran relato” des a persp ectiva h istorici sta que cat egorizo u a “músi ca galleg a” no qu e estes aut ores de vilancico s teñen o seu destacad o lugar, vid. CMG, I: pp. 28 e 29. 16 Villanueva, C., Los villancico s… o p. cit. e máis: “El villan cio gallego del XIX es el cald o de cultivo en el qu e se prep aran los músicos ll amado s nacio nalistas. Lo s más egr eg ios representan tes se fo rman e n el seno de las c apillas d e música c atedr alicias”, Vi llanu eva, Carl os , “El nac ionalismo musical gallego…”, op.cit. , en especi al as pp. 4 9 - 58. O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. 74 vilancico fiou no tempo ao entende r a música popular en formu lacións clasici stas tipo J. Hay dn ou W. A. Mozart. Noutras palabras: “[…] é impor tante notar que o c a rácter decididamente ga lego destes vilancicos non l le v en tanto do s temas populares ga leg os nos qu e se inspiran, senó n ma is bien da pr ofunda concor dáncia entre o am biente cultural r eflexado polo te xto e a música, umh a mús ica que recrea a out ro nive l un m undo e mocion al, cult ural e ambiental prof undamente galego. U n mundo natur a lmente filtrado e reflectido a través dumha cultura” 17 . Como non podía ser doutro xeit o, C. Sampedr o interesou se pola música deses mestres de capela. Bo exemplo, sobre todo por ben coñe cido ao estar editada a me lodía no CMG co nº 348, é a Chouteira do mestre Pacheco. Lámina 2 .2 Primeira folla d a Choutei ra, Co plas. Partitura orqu estral: “Violines 1º e 2º, Viola , Fl auta , Clarinetes 1º e 2º, Trompa s 1ª e 2ª, Tiples y Ba ssi tutti. ” Asd o. Mondoñ edo, Jos é Pachec o. Fon te CS: 67/12/1. En coh erencia co plante a mento á hora de delim itar o noso obxecto de estudo , esta Chout e ira de Pacheco , que no CMG se presenta xunto co restante reper t orio popular de gaita, entre Redondas , Jotas e Fandang os , consideram os é apropiado tratala mellor no conxunto do re pertorio de tradición es crita , eru dito, de autor, que certamente se reun íu na CS 18 . 17 Trillo, Joam e Villanueva, Carlos [Eds.], Vilanc icos gale gos da Catedr al de Santi a go. Melchor Lóp ez. Sada, Edic iós do Cas tro, 1980, p. 19 . 18 Vid. Capt. 9.2, pp. 440 - 449. Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 75 2.1.3 Frei Rosendo Salvado. Lucas Rosend o José Salvado Rotea (Tui 1814 - Ro ma 1900) 19 tiña especial don para a m úsica, espec ialm ente ás teclas do órga no e d o piano. For mouse ao abeiro familiar e da catedr al da súa cidade natal 20 que daquela aínda ma ntiña o privilexiado s tatus de ser unha das sete ca pitai s d o antigo Reino da G alicia 21 . Aos quince a nos i ngres a de novizo no compos telán mosteiro de San Martín Pinario 22 onde adopta votos en 1832. Para perfeccionar coñecementos musicai s , foi enviado ao m osterio de San Juan de C orias, Astur ias, onde estuda con quen pasa por ser o me llor organista da orde bieita en Españ a; Frei Juan C opa 23 . De volta a San Martín Pinario , le nombr aro n, p ese a su juventud, ‘organista oficial’ […] se distinguió p ronto entre los cult ivadores de la músic a, y no sólo entre el pueblo fiel qu e escuchaba sus toca tas 24 . O dec reto de exclaustración e secularización de 1835 motivou o re torno a Tui . Foi p or breve tempo xa que Salvado axiña decide trasladarse a Italia , en co ncreto á abadía bieita de Cava dei Tirreni , próximo de Nápole s, onde é no meado pres b ítero en 1839 e acada sona como bo organ ista 25 . 19 A bibliogra fía sobre a f igura e obra de Fr . Rosendo Salvado, aínda mellor able, moito máis n o relativo á mu sica, é abun dante. C olombás, G. M., “Record ando al Padre Sa lvado”, Tui: Mus eo y Archivo Hist órico Dioces ano, T ui , tom o IX, 2001, pp. 23 - 81 of rece un bó est ado da cuestión remit indo aos traballos de Th. Berengie r (1880), Mis ionero Rom ualdo (1892), A. Pablos Villanue va (1922), R. Ríos (1946), E . Pér e z (1990), A . Linage (1999) , etc. D esde a óptica galega, d estaca a revisión exp osta en: VV.AA., O bispo dos sen alma. Frei Rose ndo Salvado (1814 - 1900) , unha misión en A ustralia. Exposición no ce ntenario da s úa morte , Santiago de Composte la, Consello da C ultura Galega, 200 1. 20 O pai de Ro sendo, chamado Ped ro Bernard o Salv ado, con sta como sal mista e fag otista da catedral de T ui, ca. 1 808 ata 1 847. O seu irmán, Fr. Frutos S an Miguel, case tres ano s maior qu e Rosendo, e ntrou na mesma cate dral tude nse como neno de coro (1821) e aprendiz de organista (1822) se ndo monxe orga nista de San Ma rtín Pinario e ntre 1825 e 18 35. Log o do dec reto de exclaustració n d estacou c omo capelán da raiñ a Isab el II, ent re 18 54 e 1 868, resid indo en New Nursia xunto ao seu irmán entre os anos 1870 e 1879 . Alí realizo u un ha serie d e fotogr afías d e indubidabl e val or histórico. Re tornado e cego, retirous e á miñota vila de A Guarda onde f aleceu en 189 4. Vid., Cascudo , Teresa, “Salv ado ”, DMEH, op. cit. , vol. 9, p. 624 - 625. 21 Vila Bot anes, Xesú s, “O co ntexto his tórico tudens e - galaico na vid a de Frei Rosend o Salvado ”, in VV. AA., O bispo dos sen alm a… op. cit. , pp. 23 - 25. 22 Jiménez Gómez, E nriqu e, Os quince órganos d o noso Santiago vello: Acorde s en sol e lúa , Santiago de Compostela , Consel lo da Cultur a Galega, 199 9, p. 86. 23 Ledo Gar rido, Roberto, “Frei Rosendo Sal vado, un bieit o civilizador dos aborixe s australiano s”, in VV.AA., O bispo dos s en alma… op . cit. , p. 31. 24 Colombás, G. M., op. cit. , pp. 2 7 - 28. 25 “Unos mese s más t a rd e [mediad os de 1839] le nombraron m ayordom o y ‘organist a ofici al’ del m ona s ter io […] El a bad y lo s monjes de C ava, recono cieron su s talentos music ales, encargaron a Quiri co Gen nari e hijo s la con strucci ón de un órgano monum en t al d e ochent a y cuatro r egistr os […] S e organizó com o era rigor un gran c oncierto inaugural . Sal vado se luc ió como nunca ” , Colombás, G.M., op. cit. , p. 28 citando a Ros, E. , La música en Nu eva Nursi a , Madrid, 19 93, pp. 17 - 20. O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. 76 Con todo, de cidido polos labor es de misión eva nxelizadora, Fr. Rosendo rexeita de dicarse plenamente á vida de monxe rendista, músico e compositor 26 , e xunto a outro exclaus trado de San Martín P inario, o c atalán P. Jos é Benito Serra, arriba á s terras oc cidentais da Australia com ezado o ano 1846. A zona asignada, as dura s terras do hoxe conda do de Vi ctor ia P lains , poboá bana nómades, cazado res e recolled ores … aborixes en irremedia ble troco e peri go pola conquista británica do co ntinente austral . Ao mes de ch egar , lonxe de establecerse na principal cidade c olonial , Perth, o s misoneiros i ntérnanse no salvaxe bus h australiano padec endo os r igores do ter ritorio ata que conta c tan e gañ an a confianza dos salvaxes . Así deixou no escrito o propio Salvado : “[…] Con ellos co míamos, con ellos dormíamo s, con ello s caminábamos [… ] Los sa lvajes compar tían fraternalmente las r a íces, los lagartos, los gu san os y otros manjares por el estilo que buscábamos juntos, después que hubimos d ado fin también en comú n, a n ue st ras pr ovisiones de harina y arroz . […] Por la misericor d ia de Dios jamás recu rrió a nosotros salvaje alguno enfermo que no recobrase su p erdida salud […] Los sal vajes tenían pu esta en nosotros tod a su confianza [ … ] D e a qu í resultó q ue recorríamos sin ningún peligro todos aquell os bosques, y los salvajes h a cían alegres y co n prestez a cu anto le mandábamo s ” 27 . O texto selec cionado pertenc e á tradu ción ao español d a s Memories Storiche d ell’Aus tralia Particol armente della Mission Benedittina Nu ova di Norcia (Roma 1851) escrita s por Salvado en 1851 cando o au tor residía en Italia , de regre so a Europa por ve z primeira logo de f undar a aba día de New Nursia. Lonxe de ser lite ratura misional ao uso , as M emorias n os achega n os estudos e observacións dun home de gran formación humanística que se adiantou ao seu 26 Entre a pr odución musical profana atribuída a Fr . Rosendo Salvado destácanse tres pe z as conser vadas no Arquivo Histórico Di ocesa no de Tui ( Fantas ía, variaciones y final para pi ano forte ; Gran Wa lz F antástico , o s ea un curato de hora en la te rtulia ; Pequeño ent retenimien to con aire de Marcha para Piano fort e ) datadas prob ab lement e entre 1845 e 1850 con influ enzas estilísticas de Sigismund Thalberg e Gioachino Rossini, vid. Carreira , X. M., “The Piano Mu sic of Rosendo S alvado”, S tudies in Music , XXIII, N edland (Weste rn Australia), 1 989, citado por Cascudo, T., o p. cit. , p. 624. Da Fantasía… existe gra vació n , Santiago de Compostela, Consello da Cultur a gal ega, 2001, interpr etada por Magín Ulises Fernánd ez, vid. VV. AA., O bispo dos sen alma… o p. cit. , CD an exo. O co rpus de música s acra escr ito po r Salvado consta d unha M isa para órgan o e tres vo ces, ca. 1 878, unha Sal ve Regina e unha Vigilia de defuntos, a 4 v oces e orquestr a, entre outras sen catalogar n o Arquivo da Abadía de New Nur sia. Vid. Cascudo, T., o p. cit., p. 625. Se gundo Colom ás, op. cit. , pp. 67 - 68 “Se tie ne noticia que compus o varios motetes e n honor al Santís i mo Sac ramento. Tambi én una salve para los convictos de Fremantle, que tampoco se ha con servado. Actualmente so lo po seemos la melod ía llamada Polca d el esquileo , que compuso pa ra la ba nda de la misión; M aquieló [… ]; Tuto r o compendio de ej ercicios, d e solfeo ; una misa en sol mayor p ara dos v oces igu ales; otra misa en do mayor pa ra cuatro vo ces […] siete melodías p opulares que ar monizó para l a orquesta d e la misión. Todo ello se con serva en el archivo de Nueva Nursi a”. 27 Salvado, R osendo, Me morias his tó ricas sobre La Au stralia y particula rmente ace rca la Misión Ben edicti na de Nueva Nu rsia y lo s usos y costu mbres de l os salvaj es , Barcel ona, 1853, pp. 247 - 264. Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 77 tempo coa mirada e o us o de métodos propios do que hoxe chamamos antropoloxía c ultural aplicada . Como destaca o prof esor e arqueól ogo José M. Vázquez Varela, entre ou tros méritos, Fr. Rose ndo realizou traballo de c am po no sentido etimolóxic o […] por exemplo é de gr ande valor a descrición das artes de caza e de recolleita , e do uso d os diferentes recursos m i neros, vexe tais e anima is […] deixo u unha das mellores fo ntes de información sobre a linguas destas etnias […] a participació n directa nalgun has actividad es cotiás do s aborixes levouno a un coñecemento p rofundo en temas como o da cociñ a ou da música e a danz a... 28 Efectivamente, as páxinas de dicadas á m úsica son ben representa t ivas e valiosas da s contrib ucións etnoló xica s de Fr. R osendo : “Su poesía, como la de todo pueblo salvaje, es un co njunto de algu nas ideas expres adas co n pocas palabras. S us canciones, por lo tanto, consiste n en al gunas voces un idas , cuya armoní a hacen resal t ar con mayor énfasis cada vez que las repiten; en l o que llegan a ocupar se hasta una ó dos horas siempre con e l mismo gusto […] Alg unas de sus p oesías son improvisadas con m otivo de al gún suceso fausto ó fúneb re, otras son trasmitidas con una espec ie de veneración tr a dicional, y otras les han venido d e paises lejanos […] C u ando un salv aje va á visitar alg ún amigo qu e habite en un paí s lejano, vuelve de la visi ta llevando, entre otr as novedades, alguna de las canc iones q ue ha aprendido en el paí s de sus huéspedes. Si la canción es de su g usto, la canta con toda l a expresión, y aún l a enseña á los demás; per o si es fea ó no le gusta, estropea perfectamente sus palabr as y su c anto, haciéndol o con un chiste y c on un donair e de gesticu lacio nes y de voz, ca paces de exci tar la risa del hombre más grave y serio del mundo. Este es uno de los momentos más felices de la vida de un salvaje; y yo debo confesar que las muchas vec es que lo presencié s ent ado en su comp añía junto al f uego, me divertí tanto c omo ellos” 29 . A s Memorias … inclúen a transcrición melódic a aborixe harmoniza da para piano por Salvado e que leva por título Maquieló . Ao respecto , o frade músic o tudense deixou e scrito no mesm o libro : “Un himno de guer ra, que para nosotros de fi jo no merecería tal nomb re, á ellos les excita hasta ponerlo s frenéticos; y como si les trasportar a fuera de si , los precipita furiosos a la p elea: y al contrar io los cantos tristes les conmu even de tal manera que sus f isionomí as, en especial las de las muj eres, toman un gesto verdaderamente lagr imoso. Si el tema de la músi ca les convida á la caza ó al baile, entonc es se vén moverse contentos y felices, y lleno s de vivacida d. ¿Cuántas veces me h e valido yo de sus canc iones de baile para animar les y alentarles en lo s trabajos del campo? No una sino mil veces, estando echados en el suelo, abatidos, ó fastidi a dos del trabajo, al oirme cantar Ma quiel ó, Maquielé , que es una de las más comunes y favo ritas canciones de baile, obligados, c omo de 28 Vázquez Va rela, J. M., “Fr ei Rosend o Salv ado co mo etnó logo”, in VV.AA., O bispo dos sen alma… op. c it. , pp. 67 - 73. 29 Salvado, R osendo, Memorias h istórica s… op. ci t. , 1853, p p. 314 - 315. O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. 78 una fue r z a irresisti ble, no solo se l evantaban y seguían mi canto, si no que se echaban á bai lar gozosos y pl ace nteros, mayo rmente viéndome c an ta r y bailar á mí cu al fuese otro de ellos. Esto me prop orcionaba la ventaja de qu e, de spues de algunos minutos de descanso, diciendo yo e n tono alegre mingo, m ing o , que, aunque propiamente si gnifica el pecho, equivale tambi en á nuestro ¡ánimo! insensiblemente volvía n a tomar el trabajo, haciéndolo tan gustosos y con tanto ardor, que no parecía sino que e l Maquieló les había inf undido nu evos bri os y nuevo vigo r [ …]” 30 . Lámina 2.3. Maquieló. Canc ión de bai le de lo s Austral ianos Occi dentales / Reduc ida á fo rte - piano po r el Il t rmo. D. R. S. / Allegro / Piano Forte , in Sa lvado, R. , Me morias Hi stóric as sobr e la A ustali a… , op. cit. , Barcelona, 1853, lámina sen paxi nar entre as pp. 314 e 315. 30 Íbídem , pp. 315 - 316. Cómpre dest acar, co mo fai V ázquez V arela, op. cit. , p. 6 7, o traballo de Fr. Rose ndo Salvado desd e parámetros pr opios do que hoxe chamamos ant ropolox ía aplicad a. Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 79 A partitura do Maquieló che gou direc ta mente á súa terra natal . O propio Frei Rosendo com probou no cando visitou Tui en setemb ro de 1852: “A súa chegada o sabado, día 4 pola t arde, unha g ran multitude dos seu s paisanos s aíu a recibilo. A banda de m úsica c ausoulle unha gratí sima sor presa ó interpretarlle, a modo de himno triu nfal, o Maquieló, a c anción de baile do s aborixes que el h armonizara e q ue enviara como curiosidade fol clórica ós seus amigos” 31 . A pesar de ser consciente s que deixamos incomple to o tratamento q ue merece Fr. R osendo Salva do 32 ; cómpre vaiamos nós re matando co apa rtado que aquí l le de dicamos, prec isamente, por poder asegurar que C asto Sampedro coñecía a existencia do fr ade tudense e sabí a d a sú a obra e méritos musicais 33 . Adiantemos qu e os instru mentos prefe ridos de D. Cas to han ser o órgano e o piano e l embremos que estudou no sem inario de Tui poucos anos de spois d a memorable vis ita do misioneiro s eguido sempre na distancia por f amiliares e fi eis tudenses . É mais, docume ntalmente sabemos que D. Casto sab ía ben do Maquieló e d os textos que i nclúe n as Memorias porque na bib lioteca do M useo de Pontevedra se p oden co ns ultar dous fermosos e xemplares da obra de Fr. Rosendo ; u n da edición francesa de 1854 e outro da tradución ao castelán , sen dúbida algu nha adq uiridos ambos os dous por Cas to Sampedro 34 . 31 Bouzón Gallego, Avelino, “O Pad re salvado , un tud ense cosmopol ita e rex ionali sta”, in VV.AA., O bispo dos sen alm a… op. cit. , p. 55 c itando a Rodrígu ez Rodríguez, Sa ntiago, El Padre sal vado. U n gallego civi lizador de Aus tralia , Madrid, 1944 . 32 Fr. Rose ndo volveu a A ustralia en 1853 c onseguind o consolidar o m osterio bieito e o asentament o de abo rixes de New Nursi a grazas a un modelo autarq uico b asado na explo tación do territorio pola agricultura – horta, cereais, viñ a, frut ais, oliveiras - e a g andeira – ov ellas, vacas e especial mente cab alos - . Viax ou ata en d ez ocasión s a Europa. Fal ecido en Roma, foi finalmente so terrado en New Nursia. Entre o moito qu e omitimos tr atar por n on resul tar así desproporc ionados, cómpr e polo menos menci onar o famos o concerto de pia no que deu a noite do 21 de ma i o de 1846 ant e a socie dade colonia l de Per th para r ecadar fondos económicos pa r a a mis ión, ou como e n New Nursia a músi ca tiña un im portantísim o papel sociocultur al formando os aborixes cor o, orqu estra de cor da, band a de músi ca, etc. Fo i perso naxe in fluente tanto n a Australi a - onde Fr. Ros endo Salvado acadou en vi da rec oñeceme nto na defens a e lexislació n colon ial respecto da cidad anía dos abo rixes - como no Vaticano (asisti u á apert ura do Con cilio de 1869) e na España da Restauración que devolve u a lega lidade á cong regaci ón. 33 Por ex. pouco antes d e falecer “duran te el con cierto q ue los monjes est udiant es ofrecier on a la ilustre asamb lea, el abad p rimado le in vitó a sentarse de nuevo al piano. Salvado era el decano de todos los o bispos, a bades y monjes benedic tinos del m undo entero, y muchos le c onsidera ban como un hé roe y un santo. A ceptó encant ado y obsequió al auditorio con s us propias variacion es de las me lodías que había aprendido de l os a borígenes a ustral ianos. Tocó y ca ntó con su herm osa voz de barítono. El se lecto público le pr emió con un aplauso e ntusiasta. Fue e l último triunfo en la tierra” , Colombas, G.M., op. cit. , p. 77 cita ndo a Ríos, Román, Benedictines of Today. Studies in Moder n Benedictine Sanctity , Sat mbrook Abbey, 19 46, pp. 195 - 232. 34 Na bibliot eca do Mus eo de Pontevedra , coa primeir a sigla c onserva da, 258 [vi d. Filgue ira, J., D. Casto Sa mpedro y…, op. ci t. , 194 8, p. 48, onde indica que os libros de Casto Sam pedro que pasaron ao Museo de Po ntevedra son os do “Regis tro de ent rada d e Libros, 104 a 471 y 549 a O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. 86 2.3.2 Marcial del Adalid. Fica ante s dito ; Cast o Sampedro menciona xuntos aos Herná ndez e Adalid. De feito, Marcial del A dalid Gurrea (A Coruña 1826 – Oleiro s 1881) fo i en vida - faleceu c ando D. Casto andaba polos trinta e tres anos de ida de - dos compositores rom ánticos galego s máis valorado s. D e f amilia de orixe riox ana asentada en A Coruña a finais d o séc ulo XVIII , o seu avó , Marcial Francisc o de Adalid Ramíre z de Arellano 49 , foi destacad o armador, comerciante de ultramar , industrial do vidro, activista polític o constitucionalis ta , e prom otor musical do que se conserva unha senlleira c olec ción de partituras e partic el las baixo o nom e de Bibliotec a Adalid na R eal Academia G alega . A tradició n melóm ana da familia Adalid continuo una o s e u fillo , Francisco - pai de Marcial del A dalid - e sobre todo ou tro seu ne to, Marcial de T orres Adalid, de z anos maior có seu curmán Marcial del Adalid. E n verbas de Margarita Soto , Torres Adalid era un gr an de vir tuoso do piano, escrib indo ocasionalmente e dedicando : “ […] toda s u atención al armonio, i n strumento d el que fu e pionero en la música ibérica. A demás de sus propi as obras, tr anscribi ó para el armo nio obras de Ch o pin (Lisboa) y otras de cámara de di versos a utores del primer romanticismo ya sea a solo o en dúo con piano (Madrid). / Torres, co n el Souvenir du pay s [capri cho, 1858] se anticipó cua tro años al Rexurdim ento lite rario galleg o, la o bra intenta reproducir el color de l puntero de l a gaita en su armo ni o fra ncés […]” 50 . Á relevancia adquirida ent re os círculos académicos c on egrexios admi radores da c ategoría e influenz a de Emil a Pardo Bazán (1851 -1921) no q ue intere sa resaltar aquí 51 , amiga d a tam én escritora, ao cas o poeta e tradu tora , Fanny Garrido , espo sa de Marc ial del Adalid, xunto use lle a relevancia que Adalid te n como músic o galego dos m ellor estu dados , s obre todo grazas ao s estudos levado s a dian te desde 1979 pola prof esora Soto Viso . De Marcia l del Adalid sublíñ a se a s úa condición de virtuos o do pi ano e lémbrase a súa etapa for m ativa en Londres on de recib e leccións do pianista Ignaz Moscheles entre os anos 1840 e 1844 . Nese ano i ncorpó ra se á vida mu sical coruñe s a e á de Madrid , onde viaxou, c omo a París, en va rias ocasións. Como compositor, a dicir de Soto Vis o , obsérvase unha evolución estilística na obra de Adalid que te n coma fitos 1853, fin da prime ira época , e Coruña el nº 10, de l a 2ª Seri e, Cantos populare s gallegos.” Carta de Arana a Sampedr o con data do 20 de fe breiro de 1896, fonte: CS: 66/7/ 22. 49 Soto Viso , Margari ta e Carreira, Xoá n M., “Ad alid Ramírez d e Arellan o, Mar cial Fran cisco del”, DMEH, op. cit. , vol. 1, pp. 59 - 60. 50 Soto Viso , Margarita, “ Torres Ad alid, Marcial de”, DM EH, op. cit. , 1999, vol . 1, p. 60 . Tamén: Soto Viso, Marg arita, “Marci a l de Torre s Adalid (1816 - 1890). Estudio biográfico y e dición de s u trío con piano ”, Anuario Music al , XLV, 1990. 51 Pardo Bazán , E., “Un composito r españo l (Marcial del Adal id)”, La Época , Madrid, 19 - 01 - 18 82, cit ado por Sot o Viso, M., 1999, op. cit. , p. 70 . Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 87 1873 ca ndo fa lece Fernando Fulgosio - e scritor a cargo do libreto da zarzu ela Pedro Madr uga - e Adalid dedice abando nar o proxecto de poñe r música á figu ra do afamado conde de Caminha para de dicarse á malfadada ópera Inés y Bi anca da que se conserva partitura incom pleta 52 : “[…] una o bra [ Inés y Bianca ] que se puede pa rangonar con las q ue en su época tenían éxito en P arís. Las desdichadas ci rc unstancias q ue impid ie ron su estreno no permitie ron al pú blico n i a la crít ica juzga rla […] La composición de la ópera fue par alela a la de mu chas de las mélodies […] e n la óper a utiliza mu chos temas extraídos de la colecció n de mélodies . Hay que resaltar la especial inci dencia en aquellos to mados del folclore gallego que luego publicará, a partir de 1877 , en la colección d e Cantares v iejos y nuev os de Galicia . Dichos temas, u tilizados muy oprtunamente tanto en lo que se refiere a la identificació n c on los personajes como a su tratamiento en la orqu esta, junto con el asunto, hacen de Inés y Bianca una ópera nacional ista y por supuesto la primera de estas caracter ísticas en Galicia ” 53 . A maior par te do catálogo cons ervado de Marcial del Ada lid cínguese pois a o repertorio propio d a canción l ír ica decimonónica , mélodies para voz e piano que, a dicir de Celsa Alonso 54 , xu nto ás do ca talán Felipe Pedrell, contribuíron á historia da canción líric a española co cu ltivo das referidas melodías de salón de vocación franc esa e clara in fl uenz a d o lied x erm ánico. Mais, da obra de Marcial del Ada lid , interes a aquí o seu ac hegamento ao repertorio folclóric o . As inque danzas de Adalid pola cuestión , certame nte febles, pu ideran vir dos seus tempo s mozos en C ompostela en contacto co xermolo composte lán do provincialism o galego . De fe ito, o p rofesor Ju sto G. Beramendi 55 inclú e ao mús ico coruñé s entre a nómina daqueles membros d a Acad em ia Literar ia de Santiago , colectivo fundamental entre 1840 e abril de 1846 , cerna do galeguism o posterior. O "cancion eiro" de Adalid - entre comiñas , xa que do mesmo xeito que no caso de Her nández consideramos q ue a contribuc ión do músic o coruñés dista moito dun ha etiqueta que el mesmo nunca u sou - achega varios cantares populares reaproveitados, harmonizados e arranxados, sobre os que si conta mo s, desde o comezo da nosa investigación , cun ha edición crítica c ompleta , rigorosa e relativamente recente . Así, seguindo a Ma rgarita Soto Viso 56 , os Cantares vie jos y nuevos de Ga licia comprende n vinte e cinco títul os - c un total de tr inta e unha 52 E xiste recent e e luxo sa edición a car go de Ju an Durá n, ed. Xu nta de Galicia. 53 Soto Viso, M argarita, op. c it. , 1999, p. 67 54 Alonso, Celsa, op. cit. , 1998 , pp. 331 e 433 - 435, princi palme nte. 55 Beramendi , Justo G., De provincia a nac ión. Historia do galeg uismo polític o . Vigo, Xerai s, 2007, p. 138. 56 Soto Vis o , M argar ita, M arcial del Adalid. Melo dies pous c hant e piano. Cantar es Viejos y nuevos d e Galicia, A Coruña , Fund ación Pedro Barrié de la Maza, 19 85. O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. 88 versións - do s que interesan a efectos folc l óricos doce tem as , os cantares vellos . In senso estr ic to , fican f óra da CS catro deses cantares : Letra, 1º verso: Nº in M. Soto Xénero . Cantade nena s cantade CVN G n º 19 «Popu lar» Adi ó s meu m eniño, adi ós CVN G nº 20 «Popular» Fiaderia tira qu 'a roca (letra: Fanny Gar rido ) CVN G nº 22 «Popular» A la la. Elas veñen caladiñas (letra: F.G.) CVN G nº 25 s.e. Entre estas que f altan na CS r echama n dous casos. A nº 19 C antade nenas cantade que na CS si consta, Rex. 0567, mais non por c opia ou versión algun ha do de Adalid, senon p or Valladares, Murguía e Inzenga, ve rémolo . O Adiós meu meniño, adiós , ídem : n a colección samp edri ana si constan dato s da melodía reescrita por nós na Lámina 2.5 , mais eses datos proveñen da varia nte editada por Inze nga en Cantos y bailes … nº X - vid. Rex. 0058 - e non por Adalid . Así poi s , acontece ao xeito d a Gallegada de Hernández antes tratada, o t ema rexístrase no cantigueiro da CS mais por vía di stinta . Lámina 2 .5 Ree dición parci al do tem a de A dalid sen do cumentar na CS . Vid. Rex. 0058. Así pois, d esc artando aquí c ontabilizar o Rex. 0058 , a repercusión d a obra de Adalid na CS circunscríbese a oito números; avalados por co renta e sete documentos en vinte e catro su b- números de rexistro , todos eles versións a gás tres variantes. Vexámolo polo m iúdo na tábo a 2.2. Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 89 Táboa 2. 2. Marci al del Adalid no cantigueiro da CS. Autoría Rex . Data Xé nero Fontes documentais Adalid , nº 24 in Soto, M., 1985 . V er. .2 Sampedro .3 .4 e .5 Tafall .6 Montes por Arana Var. b. Arana, Outras: Braña y Muí ños. 0003 [1880, vid. M. Soto] A. 1.1 Alalá. [10 document os, subnúmeros 7, 1 var. ] 0003.1 Tra nscrición de Ma rcial del Adalid [ t ema inicial e final “Al al á” nº 65 do livro negro, 1ª Série, nº 6 da edición de C. Berea. M Sot o nº 24 ] CS: 66/8/2 " Adalid (D. Marcial del ) lento ( ídem tempo, sen le tra) . 0003.2 Versi ón de Sampedro. En 2/ 4 barras divisorias febl es, interrogante no díese . CS: 64/1/121 [s up ra, caligr afía Sampedro, con númer os d e referencia "I nzenga" trabuc ados ]. 0003.3 Versi ón de Santiago Tafall. Notación cadrada, int errogante no díese CS: 64/1/121 . 0003.4 Ve rsión Taf all. En 2/8, clave de S o l, incipit sinc opado, suprim ido o díese CS: 64/1/121. 0003.5 Versi ón Tafall. En 2/8 clave de Fa en 3ª. CS: 64/1/121. 0003.6 Ver. Juan M ontes coñe cida por Arana nº 13 = CS: 66/ 7/18 e corres pondencia, en particular A nexo sen data d al gunha c arta do ano 1895. Fonte: CS: 66/7/ 53. 0 003b Arana nº 14 CS: 66/7/18 [en Dó m , nota de Arana: " de la sinfonia en m i b para banda militar de Braña y Muí ños = CS: 64/1/24v ., "A la la lá (popular ). Andant ino con pasión. Hernández, CP , 2ª serie nº 10 [Valladares sic] Mo ntes. Ver. .2 Adalid 18a Soto, por Montes Arana. .3 Adalid 18b po r S ampedro. CF nº 128 0012 [1880 vs 1874 ] A. 1.1 Alalá. *Canto* [8 documento s, subnúmeros 3 , todas ver.] 0012.1 Copi a do tema de Isidoro Her ná ndez, "Cantos Popula res", Cancionero popul ar , 2ª se rie , nº 10 [orixinal harmoni zado pa ra piano] = CS: 64/24/18 v e 19 "Alalá" [ no car tafol de Valladare s, só melodía] = CS: 64/11/3 e 7v [McCS nº 26 e 72]. 0012.2 Copi a Adalid nº 18a na ed. Soto [“Balada popular”, nº 56 do livro negro], por Montes e Arana. CS: 6 4/11/3 e 7v [ McCS nº 25 e 7 1], CS: 66/7/23 [Aran a nº 32] "Ada gio". 0012.3 Copi a Adalid nº 18b na ed. Soto [“A compaña”, 1ª serie, nº 2 da edición de C. Berea] por Samped ro. CS: 66/8/2 "De Adal id" = Ad alid nº 18b [final, vid. Ed. Soto] . Adalid , nº 16 in M. Soto, 1985. Ver. .2 Montes, Arana e Sampedro. 0016 [1 880] A. 1.1 Alalá. [4 documento s, subnúmeros 2, todas v er.] 0016.1 Copi a da melodía empregad a por M. Adalid [Nº 53 do livro negro, nº 4 de la Serie 2ª] = CS: 66/8/2 "Anima to = > CVNG nº 16 "Animato" [harmoniza do para piano] 0016.2 Versi ón de Montes, Arana e Sa mpedro. CS: 64/1710 8v [M cCS nº 75] = McAT nº 30 "Adalid, len to" = CS: 66/7/22 "Ad alid" = CS: 66/7/23 "Al alá. / Lento" [Arana nº 33]. Valladare s. Copia en Montes. Ver. 0018 [1865] A. 1.1 Alalá. [11 document os, subnúmeros 5, toda s ver.] 0018.1 Tran scrición de Marcial Vall adares. CS: 64/24/17 e 21 v] "Cantos Popular es (del país de la Ulla). A - la - lás""Adagi o" [En 2/ 4, harmoniz ada en SibM, a let r a coa varia nte "Na alma"] = C S: O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. 90 Táboa 2. 2. Marci al del Adalid no cantigueiro da CS. Autoría Rex . Data Xé nero Fontes documentais .2 Inzenga , Arana e logo Pedrell .3 Anónimos II e III, Pedrell . .4 Adalid nº 1 7 in Soto, M . 64/11/1 e 7v. [McCS nº 3 e nº 76 = McAT nº 31] = Alalá nº 1 d e “ Ayes de mi país ”. 0018.2 Versi ón de Inzenga XIV . [En 2/4 con 3 díese s de ar madura]. CS: 66/8/2 "D e Inzen ga. Adagio" [ sen letra, medid a en 3/4 ídem Inzenga] = A versión d e Pedrell en LaM agás na h armoniza ción e na letra: "Unha noite moi escura" [CMP E nº 220] = Arana nº 35 . 0018.3 Versi ón do tema de V all adares por Anónimo II [ 2/4, armad u ra 1# ] CS: 64/1/24 [por 3ª ] = CS: 64/ 1/197v. "Canto de la Ulla" [coa letra] . 0018.4 Versi ón do tema de Ada lid [nº 55 do livro negro. 1ª Séri e, nº 2 da ed. De C. Berea] por Anónimo III. CS: 64/1/41 [Escrita en Dó M , 2 voces a terce iras , letra distinta] "Cántigas Populares de Galicia. / D'as Mariña s de Betanzos". 0018.5. Ver s ión de Samp edro citando a Inzenga. Sen compase ar en La M= CS: 62/1/5 [ CMG] = CS: 63/1/5 nº 10 [C CBP] = CS: 63/1/1v. Adalid nº 21 in Soto . [Valladares descartado ou copista] Var. b. Montes / c. Arana. Pedrell Espinosa 0264 [ 1880] B. 1.6 Cantar es de cegos , estrófico . [9 documento s, subnúmeros 3, 2 var. ] 0264.1 Tran scrición de Adalid [Axeitam’a polainiña. Nº 61 do livro negro, 3ª seri e, nº 4 de C. Berea] copia de Valladares, improbabl e, ou de man desc oñecida. No CM G sen a let ra de ntro do repertorio instru mental. CS: 64/24/20 e 2 0v. [¿Valladares ?] = CS: 63/26/1v." Ciego del Carrio. Lalín" [CCBP nº 495, sen le tra] =CS: 62/6/10v Ciego de Barri o (sic) lalín" [CMG nº 470, sen letra] = C S: 61/11/5 [ ídem ed. CMG]. 0264b. Tran scrición de Montes. CS : 61/12/12 "Andante. Del Pasodoble de Mo ntes sobre aires populares" = CS: 64/1/25 [Unha 2ª M ascendente, armadura con 1 díese ]. 0264c . Varia nte de Arana [nº 50] citand o a Montes e Adal id. CS: 66/7/3 1v., "Recoge Montes" = CS: 64/1/25 . A dalid nº 15 in Soto. copia Monte s. 0389 [1880] C.2.2.2. Ofi cios. Canteiros e carpinteiro s. [1 documento s, subnúmeros 1] 0389.1 Copi a de Montes do “Canteir os e carpinteiro s, nº 52 bis do livro negro. Serie 2ª da edidión de C. Berea] CS: 64/11 /2v. "Allegro. Moderato" [ McC S nº 19 = sen copia en McA T] Fragmento 1ª s e cción . Sen a parte de pi ano e co tempo cambi ado , en Adalid "Viv o as sai". Vid. 0038 [Inzenga IX, “Canto Popula r de Pontevedra” m esma letra, disti nta música] . Adalid nº 14 por P. Feijoo ou Anónimo III, e Anónimo XXVIII, e Anónimo II. 0593 [1880] F. 1.1 Ca nto de pandeiro. Muiñeira vell a. [3 documento s, subnúmeros 3, todas v er.] 0593.1 Copi a de Feijoo ou de Anónim o III ao tema “Canto o galo e ven o día” [nº 52 do livro negro. 2ª Seri e, nº 2 ed. C. Berea] . CS: 64/1/41 "D'os Llanos de Melide" [harmonizado por terceiras, l etra compl eta , tempo : Allegro]. 0593.2 Versión de Anónimo XXVIII. C S: Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 91 Táboa 2. 2. Marci al del Adalid no cantigueiro da CS. Autoría Rex . Data Xé nero Fontes documentais 64/1/198v. "Mellid. Cor uña" [ MibM, só primeira copla, harm onizada po r 3ª , tempo: Despacio.] 0593.3 Versi ón de Anónimo II. CS: 64/1/25 "Canto popul ar. Allegretto" [3ª e 6ª, Tó nica Sib] . Anónimo II / versión de Adalid nº 23 in M. Soto Var. 0626 Valladare s Murguía 0627 s.e. F. 1.2 Muiñeir a con letra. Muiñeira nov a. [1 documento s, subnúmeros 1] 0627.1 Copi a de Anónimo II ao de Adalid [ nº 63 do livro negro , 2ª serie, nº 6 da e dición de C. Berea] . CS: 64/1/24v. "Canto popu lar. / Allegretto ." Vid. 0626 de Valladare s [ Ídem Murguí a HG, ídem “Muiñei ra nº 3” de Ayes… folio 48 . Copias na CS por RA e ver. Sampedro ]. Táboa 2.2 Marcial del Adalid no cantigu eiro d a CS. Os contidos dest a táboa precis an ser mati zados, sobre todo ao re specto do primeiro tema ind icado. O nº 24 de Adalid, segu indo a catalo gación de M. Soto Viso , c onsta de dúas me lodías. A propia do alalá que referenciamos no Rex. 0003 da nosa edición - melodía que a citada pr ofesora considera inspirou a máis famosa ca nción galega de J uan Montes, Negra Sombra 57 - e unha s egunda melodía, usada como tema ce ntral por Adalid e que nós rexistram os no cantigueiro da CS mediante versión sen datar r ecollida en Ponte Carreira, lugar da parroquia de G afoi, concello d e Frades, e f acilitada por P edro Gait án, u n do s moitos colaborad ores de Casto Sampedro 58 . A semellanza d o tema transcrito co harmonizado por Ma rcial del Adalid - do que probableme nte se derive - no n é suficiente da to para tratala a efectos estat ísticos aquí , xa que nin Gait án nin Sampedro consideran o influ xo de Adalid . Outro exemplo a subliñar é o nº 15 de Adalid, segundo numerac ión d a edición de Soto Viso , xa que ao respecto coñécese outro tema, o nº IX Can to popular de Pontev edra de Inzenga , que ten a mesma letra Canteiros e c arpinteiros m ais melodía disti nta. Compárense na nosa edición o s Rex. 0038 e 0389. Ao fío do apartado dedi c ado a Inzenga volv ere mos aos v encellos entre a mb os os dous autores. Agora, e d eixando o particu lar d e cada tema , reparemos en como t odo o de Marcial del Adali d é cantad o. A í nda así, as melodías de Adalid supo ñen unha escasa porcentaxe do cantigueiro da CS; só o 1’10 % dos núm eros da nosa 57 Ao respe cto non existe a cordo. Soto, M, DMEH, op. cit., p. 69, afirma que Negra Som bra “está insp irada ob viamente en el A la la (popular ) que Adalid publica con una se ncilla armonizació n (canci ón M. A. 2 [CVNG ] nº 2 4)” mentres, Gr oba, Ro gelio, Análisis de 252 alalás, A C oruña, Deputaci ón Provinc ial de A Coruña, 1999 , pp. 52 - 54, cons idera esa infl uenza máis repartida e ntre os alalás nº 1, 3, 4, 7 e 6 do CMG, ou o que vé n sendo o m esmo, os númer os de Rex. 0001, 000 3, 0013, 0019 e 0017 do noso cant igueiro. 58 Véxas e capítulo 8. 4.4, p. 415, e Rex. 0 078 no D oc., vol . II. O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. 92 colección . Ningún d os documentos de Ada lid conta na CS con parti tur a impresa. Do mes mo xeito que para a produción de He rnández, os manuscritos que transmiten a obra de Adalid á CS atópanse en varias caixa s e cartafoles atende n do a ou tros criterios de a rq uiv o. E máis, sen excepción, os datos verbo dos supostos infor mantes, da pr ocedencia xeográf ica das melodía s e da data d e recoll ida fican des atendidos. Como exc epción, o canto de pandeiro , muiñe ir a vella Rex. 0593, do qu e todos os c opistas - en tre eles o af amado fundador do c oro Aires d’a Terra , o señor Perf ecto Feijoo Ponce t- indican procede d as terras de Melide. A o respecto da datación dos cantares vellos só podemos ampararnos n o dato deducible da datación relativa du nhas melodías que, evidentem ente, foro n oídas e transcritas por Adalid con anterioridade ao seu arranxo, har monizació n e impresión. Segu ndo Soto Viso - fic a explícito no texto arriba citado - a edición dos C antos V iejos y N uevos comezouna o obradoiro edit orial de Canuto Berea en 1877 . Polo que semella, contra 1882 finalizo use se ndo tamén editadas en Madrid por Pablo Martín. N a súa edición mu sical crítica, Soto Viso s inala o ano de 1 880 como a data dos cantares vellos que vemos refle ctidos na CS. Verbo dos xéneros de tectados entre os oito de Adalid recoñec idos na CS, e segundo os nosos c riterios xené ricos, a meta de xusta son alalás , e os cantos de cegos, os propios c anteiros e c arpinteiros, a s muiñeras vella s e as novas, teñen cada un o seu exemplo. 2.4 Inzenga. O primeiro canc ioneiro galego en saí r do prelo. Compositor, pianista, profesor, m usicógrafo e f olclorist a . José Inzenga Castellanos 59 (Madrid 1828 - Madrid 1891) é, a dicir de Ramón Sobrino 60 , u nha das figu r as centrai s do R omanticis mo musical español a destacar xunto con Barbieri, Gaztambide, Rafael Hernando, Arrieta, Oudrid o Gabr iel Balart. En palabras de Ce lsa Alonso, José Inzenga supón o m ellor expo ñente do lied isabelino, a prendendo dos italia nos e dos franceses, mais sen esque cer o castizo, a evocación popular e o coñecemento do f olclore 61 . E cléctico de estilo e con versatilidade de recursos, romántico de inquedanzas l iterarias e facilida de melódica , Inze nga tiña os seus modelos , segundo Sobrino, na te nde n cia próxima a o bel l ca nto italiano - Donizetti en especial - , na opereta fran cesa e n un 59 Pai composi tor d e orixe it aliana e de nai can tante afeccion ada. Estudou en Par í s entre 1842 - 1848. Tras a revoluci ón do 48 inc orpórase aos cir culos filh arm óni cos mad rileños: pianista. Zarzu el as de sde 1 851 co n escaso éxito, ag ás ¡Si yo fuera Rey! de 1862. Dos fundadores da Gaceta Musical de Madrid e pioneiro n a crític a musi cal, conta cunh a trinten a de obras, v id. Sob rino, R., “Inzen ga, J.”, DMEH, op. cit., vol. 6, p. 441 - 450. 60 Íbídem . 61 Alonso, Celsa, La canción… op. c it. , p. 294. Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 93 pintoresquismo español izante que se debe vincular a la tendenc i a and alucista puesta de moda en Madrid a trav és de las representaciones y ba iles andaluc es, que es recogida tanto en algunas zarz uelas como en melodías o obras para pian o. Junto a estas tendencias, la l abor realizada por Inzenga en el ca mpo del folclore le ll ev a, habitualmente, al e mpleo de estruc turas derivada s de los cantos populares 62 . Efectivamente, mesm o coa crítica que se lle pode apandar, Inze nga destaca como pione iro no estu do do folclor e musical . P ara, R. Sobrino f oi decisivo o encargo que consegui u Inz e nga do Estado por medio do Minister io da Gobernación en 18 57, confirmado polo Ministerio de Fomento ao ano seguinte, p ara ocuparse da recompilación de bail es e cantos populares de España . Daquela der iváronse os traballos folcló ricos que anos despois viron a luz en tres obras , as tituladas : Ecos de España (1873- 187 4), Cantos Populares de España [1879] e os inconclu sos Cantos y bailes populares d e España (1888-1890). As primeiras obras d e interese folc lórico mencionadas s on de dif í cil localización 63 . Ecos de España , segu ndo aclara Sobrino na citada voz do DMEH, saíu do prelo c omo supleme nto do semanario El T elegrama e, ao ano seguinte , 1874, en forma to lib ro . A dispoñib ilidade da obra resúmea perfectamente Do Pico Orjais cando c on motivo da reedición ao s eu cargo do vo lume galego de Cantos y bailes… subliña como puido consultar un úni co exemplar de Ecos de España na cópia manuscrita literal mas parcial (não c opiaram as h armonizações) 64 localizada na Bibliote ca Milá y Fontan als d e Barcelona. Aclara Orjais como e n Ecos de España publica Inzenga do u s temas galegos que logo ha n formar parte d o volume ad ic ado a G alicia d e Cantos y bailes … o nº IX e mais o nº X. De máis doado acceso é o volume impreso de dicado a G alicia 65 en Cantos y bailes de España . F oi a parte galeg a a primeir a d a se rie en s air do prel o e, xu nto cos dedicados a Mu rcia e Valencia, os únic os volumes dese proxecto felizmente re matados . O galego , inaugura, ao nos o entender, u n novo período da nos a particu lar historiografía ao po derse considerar como o prime ir o dos cancioneiro s f olclórico s sobre Galicia . Ben certo é , como indica Sob rino : “ El [J. Inze nga] opina ba que los aficcion ados pre f erían cu alquier trozo de ópera - La Traviata por ejemp lo - antes que un canto de cuna o pandeiro y al so meter las melodías al compás y a armonizaciones, su recopilación no r espetó la autentic id ad de las canc iones popu lares ” 66 . 62 Sobrino , Ramón, “Inzeng a, José”, DMEH, o p. cit. , vol. 6, p. 444. 63 De feito, n on localiza mos exemplar al gún dos referido s Cantos Popul ares de España . 64 Do Pico Orjais, José L uís, “Estud o preliminar ”, in Inzen ga, José, Cantos e Ba iles da Galiz a , Ourense, Dif usora d e Letras, Artes e Ideas, Ouren se, 20 05, p. 17 . 65 Inzenga, Jo sé, Cantos y bailes popular es de España: Gali cia. Madrid, Impren ta de Jos é M. Ducazcal, 1 888. 66 Sobrino, Ramón, “Inzen ga, Jo sé”, DMEH , o p. cit. , vol. 6, p. 4 48 . O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. 94 Con todo, o reparo polo pouco interés que demostra Inze nga para c os crite r ios de fide lidade etnomus ic olóxic os actuais, coida m os precisa ser matizado desde a ecuanimidade ; dados os precedentes e o novo formato que Inzenga, p o lo menos no caso galego, inau gura. Nin Hernández nin Adalid achegan o volume de inform ación que Inzenga achega , ni n tive ron como o madrileño tivo o interese no traballo previo de planif icación, procur a orzamental e de a poio en cola borador es par a o consciente lab or de recompilar m úsica popular. O r esultado é novid oso ao contar cun for mato que inc lúe un ha introdución 67 - onde Inze nga a borda os criterios de presentación e as fontes empre gada s- a edición mú sical - con par tituras compas eadas e case toda s harmon izadas - e f inalmente Descripción é Ilustraciones da maioría dos temas. E má is , Inze nga non sempre harmoniza as melodías. Repárese como entre os co renta e dous números musi cais do volume Galicia de Cantos y bailes … dez deles se prese ntan sen harmonizar 68 . Adema is, oito tem as son instrumentais 69 , o que tamén denota unha maior perspec tiva de con xunto respecto a dos anteriores músicos , interesados en e xclusiva no cantiguei ro . M esmo nun deses te mas, o XXV das “F ro nteras de G alicia”, fica c laro o lóxico que lle resulta estudar a terra do Bierzo , mesmo des de unha ideoloxía españolista, no marco cultu ral galego. As procedenci as xeográficas s o n atendidas me llor do que f oi visto en Hern ández ou en Adalid. Se guindo ao propio Inzenga e algúns outr os datos indirectos in d ic ados en Cantos y bailes… os concellos d e procedencia serían: • A Cor uña “e cer canías” : 1 tema o XXI. • Bierzo: 1 tema o XXV. • Castroverd e: 1 tema o XX XIII. • Cervantes: 1 tema XX VII. • A Lama: 1 tema o V I. • Lugo: 1 tema o XXIII, e da catedral o utr o, o XXXVIII. 67 A introd ución do volum e galego de Cantos y bailes… co mo acertad amente apu nta o pro fesor D o Pico no “Estudo preli minar” da reedición do c ancionerio de Inzenga, fora publicada, c on leves varian tes, c on anterio ridade, en 18 81, n a Ilustración Gall ega y Asturian a baixo o título de “La música p opular de Galicia”, p p. 266 - 267. 68 Canto s y Bailes de E s paña, Galici a , cántigas sen harmoni zar: XXXI “C anto d e las muger es en la Fiada”, XXXIV “Canto de Nocheb uena”, XXX V “Cant o Popular ”, XXXVI “Can to Popul ar”, XXXVII “March a” a dúas v oces, X XXXVI II “Cantar d’o pandei ro”, XXXIX “ Alalá”, LX [sic, corr espón delle o nº XL ] “Panxolin a de Nadal”, LXI [sic., XLI ] “Himno de l a Guerra de Indepen dencia” e o LXII [sic., XLII ] “Maneo ”. 69 Cantos y Bai les de España, Galic ia : Temas in strumen tais: II “M uiñeir a”, III “Mu iñeira”, IV “Muiñeir a”, V “Mu iñe ir a d el Puent e de San P ayo ”, VII “Albo rada”, VII I “M úsica de Gaita”, XXXVII “Ma rcha” e o LXI [sic. XLI ] “Himno de l a Guerra de In depend encia”. Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 95 • Monterrei 2 temas o I [si c, é de autor , do m úsico Manuel Re y] e o XXXII que p odería proceder de Verín. • Ourense: 1 tema o XXX. • Pontesampaio : 1 tema o V. • Pontevedra: 1 tem a o IX. • Santiag o de C ompostela: 1 tema o XXIX de la provinci a de Santi ago , o XL de los subu rbios y aldeas , os nos. III e VII de un cuad erno de música, qu e existía en el convento d e Monjas Ben ed ictinas de S an Payo (San Pelayo) d e la ciudad de S antiago e o XLI do Batallón de Literarios. • A Ulla [A Estrada]: 2 temas o XIV e o XV. • Viveiro: 1 tema o XXVI . Como subliña por esc rito o propio autor dos Cantos y bailes , a obra histórico - literar ia de Fulgosio, Puente y Brañas e Vestei ro Torres foron os seus referente s sobre Galicia , país bellísimo hasta rayar en fantástico: por eso sus moradores son c reyentes hasta ray ar en supert iciosos 70 que comple men ta co a visión de Manuel Murgu ía, autor daquela xa ben coñecido e considerado soc ialmente pola repercus ión acadada desde 1865 coa súa Historia de G alicia . Máis aló da bib liografía, Inzenga visita e i nspecciona Ga licia para o se u propósito . A te nor das súas propias palabras – su m úsica [a de Galicia] es, por lo general, poco variada 71 - José Inze nga pas ou sen vagar pola epide rme da cultu ra p opular galega pr ecisamente p o r achegarse desde unha posición de pre stixi o con aval oficial e cond ic i ón social ac omodada e videnciada en c omo os informantes fic an ignorados - ou se l imita a xeneralist as e mesmo pex orati vas cu alificacións - e n a listaxe de agra decementos q ue a c ontinuación transcribimos : “Pero, ante s de terminar esta reseña, debo hacer co n star, á mi bu ena fe artística, que si bien la mayor parte de estos cantos, como ya he dicho, han sido recogidos y anotados por mí dur ante mi permanencia e n las dif erentes loc alidades que de tan hermoso suel o he visitado, algunos de ellos estan toma dos de la Hi storia d e Galicia del referid o Murgu ía […] otros los debo á la bond ad y decidid o entusiasmo q ue á este ramo de la música pro f esan algunos hijos del país [… ] Nada más justo, pues, qu e menc ionar en este sitio los nombres de l o s Sres. D. Francisco M aría de la Igles ia González, D. M arcial del A da lid, D. Isidoro Blanco, D. Leand ro Vallari no, D. Antonio Castro, D. Santiago Pan, D. José Varela Si lvari, D. Gabriel R odríguez, D. Ambr osio Pérez Sierr a, D. Juan García, la Srta. Dª Práxedes Carreira, y el maestro San Clemente, de la Catedral de Santi ago, que tan acreedor es son á mi eterna gr atitud y al apr ecio y consideració n de todo buen español a mante de las glor ias de su patria ” 72 . 70 Inzenga, J . Cantos y bai les … op. cit. , 1888, p. 4; na edición de Do Pic o, J. L., 2005, p. 60 . 71 Ib ídem , p. 6. 72 Ib ídem , p. 10 . O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. 102 E diciamos non foi tarefa doada por que o proxecto de Machado Álvarez sufri u atrancos reaccionarios, partidarios du nha opción ac adémica, elitista, conservadora, ce ntralista e signific ativamente com bativa co ntra o conc epto e a ideoloxía que supoñía o asociaci onismo fol clórico defe ndido polo Sr. Mac hado . A c onstituci ón o 14 de nov em bro de 1881 de La Acad emia de las Letras P opulares , seguindo o m odelo ao uso na c orte madr ileña verbo da literatura, a hist ori a, etc , foi tan rá pida e malicios amente artellada polo P. Jos é María S b arbi 82 , c om o efímera de vida, esté ril de froitos e pou co signific ativa n a historiograf ía etnomusical española. En Galicia participo use n es a loita de intere ses tri unfando o m odelo asociativo proposto polo pai d os universa is poetas Machado coa fundación en A Coruña , entre finais de 1883 e principio s de 1884, da Sociedad del Fol k - Lo re Gallego presidida pola escritora Emila Pardo Bazán 83 . E ntr e outros mé ritos, a consti t ución da s ociedade galic iana foi relev ant e pola posta e n práctica do método da enquisa baixo o título Cuestionario del Folk - Lore Gallego elaborado e n 1885 por Cándido Sali nas e os irmáns A ntonio e Francisco de la Iglesia 84 e que, en opinión de Filguei ra Valverde , lle tería servido de estímulo 85 a Casto Sampedro para a unha primeira sistemátic a rec ollida e organización do m aterial musical . Con todo, en poucos anos, o fé rtil colectivo asociativo do folc lore galego esgótase e será formal mente a Real Academia G alega a insti t ución de referencia 82 Máis que cu rioso, resul ta significat ivo que o P. Jo sé Luis Sbarb i, e sobre to do a súa academ ia, sexan m otivo d e silen cio n as poucas o bras d e refer encia qu e deber ían lembralo . V.g , no DMEH non co nsta entrada algunha á súa biogr afía e obra, v id. Pinedo Novo, J.L. , o p. cit. , pp. 4 9, 60, 67 e en especial pp. 222 - 224. 83 Para a longa e d ensa bibl iografía sob re a formació n e méritos da en tidade consú ltese a recollida n as seguin tes dúas o bras de referen cia sobre a q ue foi presid enta da So ciedad del Fo lk - Lore Gallego, vid. Faus Sevilla, Pilar , Emilia Par do Bazán: su época, su vida, su obr a , A Coruña, Fun dación Pedro Barrié de la Maza, 2003, en 2 volumes ; e Saurí n de la Igl esia, M ª Rosa, “Emil ia Pard o Bazá n y la S ociedad del Folclor e Gallego (1883 - 1895 )”, in Gonzál ez, Jo sé Ma nuel et al. (Ed s.), La Literat ura de Emilia Pardo Baz án , A Coruña, Fu ndación C aixa Galici a e Casa Mus eo E. Pardo Baz án, 2009, pp . 677 - 696. 84 Cuestionario del Folk - Lor e gallego est ablecido e n la Coruña e l día 29 de diciembr e de 1883 , Madrid, Tipografí a de Ricar do Fé, 1885. Consta de 445 pregunta s repa rtidas en oito s eccións: Galicia e os seu s habit antes (66 cuestións), Id ioma e literatu ra pop ulares de Galicia (47) , Costumes (3 7), Fest as e calen dario p opular (5 7), Crenzas e supers tición s (65), Trab allo e art es populares (42), Coñecem entos populares do fogar ou cie ncia co vulgo en Galicia (68 ) e do Mar (63) que conta ron, que se cons erve, c on 654 resposta s segundo González Reb oredo, Xosé Manuel [ Supervisor], Nacement o…, o p. cit. , p. 9 . Segundo o me s mo autor: “Non posuím os actualme n te unha l ista detallada d os nomes e carac terísticas d os info rmantes, pero o varia s veces citad o Salill as menci ona algú ns, dos qu e correspo nden a Gal icia D. X osé B. Lo mba (Santa María d e Oia), D. Ben igno Garrid o Pena (Set ados), D. Xosé So moza (Carbia) , D. Xaquín López de S oto (Ribad umia, ho xe fichas ext raviadas), D. Álvaro L ópez Núñ ez (Vilar d o Monte) e D. Xesús Ro drígu ez Vázquez (Noi a)”, íb ídem , p. 13. 85 Filguei ra, José, “Introducc ión”, CMG, I p. 39. Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 103 que s e estableza para os estud os folclóricos galegos, entre eles o music al. Como deseguida ab ordamos con máis detalle , Marc ial Valladares e Manuel Mu rguía , tan distinta s como co mplemen tarias figuras de alcance , son quen máis e mellor información mu sical achegar on neste conte xto de instituc ionalización folc lórica en Galicia no q ue , Casto Sampedro, partici pou en distinto grao. 2.4.1 Marcial Valladares e fami lia . A quen se achegue á investigac ión desta temática en G alicia , no n deixa rá de chamarlle a atención o ig norad a que resulta a figura mus ical de Marcia l Valladares Nú ñez (A Estrada 1821 – A Estrada 1903). Mentre s a súa obra literaria, filolóxica e foclórica - in senso lato - foi e se gue a ser hoxe recoñecida e merecedora de lembrazas e posta en valor , o la bor no eido dos estu dos etnomusicais - onde certamente Val ladares foi neófito precu rsor - fica estrañamente morn a ou enfu rruxada , sen o lustre con que mer ecería bri l lar na historiografía . E xcepcións hainas, verémolas axiña, así com o recentísi mas novidades editoria is que de seguro hanlle d ar o pulo preciso para un mellor e máis xusto recoñec emento da faciana mu sical de Don Marcial. Q ue n cómpre ser co nsiderado como o primeir o galego con interese e capacidade á hora de abordar a re c ompilación music al da tradición ora l do país é un dos alicerces culturais do século XIX galego . A relevancia de Marcial Valladares n o contexto do R exurdim ento ten sido destacada principa lmente como autor que foi da primeira novela galega moderna, escrita en 1870 m ai s editada 86 en 1880, Max in a, ou a filla espúrea . P arafraseando a descrición que de Valladares fixo Bouz a Brey 87 , onde o estradense presto u meirande servizo f oi na recompilación d e coplas e dema is letras de cántigas, romances, contos, lend as, modismos, refráns, xogos, meig ueiras, sup ersticións e tod o un longo etcétera propio da cultu ra i n material galega con que n utri u gran número d as publicacións da é poca. V alladares cola borou coas s ociedade s do Folk - L ore au spiciadas por Machado y Álvarez, nome adamente co a sociedade galega pre sidida p or Emil i a P ardo Bazán. Achego u unha c olección de E nigmas y adivinanzas (1883) e gran variedade de litera tura popular para o v oluminoso tomo IV da Bibliotec a de 86 Tarrío Varel a, Anxo , Literatur a Galega. Apor tacións a unha his toria crítica, 2ª, Vig o, Xerai s, 1998, p. 181. 87 Bouza Brey, Fer mín, “Sem bl anza de Marcial Val ladares”. Co gal lo do día das Letras Gal egas, 1970. Incl uído no BRAG, 1970, pp. 4 31 - 437. Do mesm o autor, Bouza Bre y , Fermí n, ““Ache gos pra a biog rafía d e Marcial Vallad ares co mo etnó grafo" BR AG , nº 309 - 320, A Cor uña, 1956, pp. 10 - 23. O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. 104 Tradiciones Populares 88 que xunto co Cancionero Popular Gallego y en particular d e la provincia d e La Coruña de José Pérez Ballesteros 89 (Santiago de Com postela 1833 - 1918) – con 2.600 cá ntigas, má goa que sen mú sica - e o Cuestionario 90 , son d o máis significativo entre o que se con segui u tirar do prelo nos b reves anos que durou a exper iencia asoci ativa d o Folk - Lore Gallego , institución que, e n palabr as do profe sor Domingo Blanco, constitúe o exemplo máis cabal do trasplante e apropiació n polas clases ilustradas e social mente acomodadas dun patri m onio cultural alleo para e les (que a penas empreg aban a lingu a nin outras formas desa cultura) e da integración do mesm o no sistema de valores d a cultura hexemónica coa ún ica función de que fosen sign os de identidade e riqu eza histórica desta 91 . O certo é que V alladares lu círase moito ante s da breve vida da socie dad e folclórica galega cu n Cantigueiro P opular , sen música, reunido entre 1840 e 1899 mais, por mágoa, non editado en versión comple ta, accesib le e aceptable, ata case un século despois graz as a intercesión da Re al Academia Gale ga co gallo de de dicárselle ao estradense , en 1970, o Día das Letra s Galegas 92 . Tamén conta no seu curríc ulo co Diccionario Gallego - Castell ano elaborado entre 1850 -1869. Por su posto, nese cau dal de datos, non f alt a n as referencias musicais , por e xemplo con v oces como "Castañolas", " Ferreñas", "Fiada ", "Foliada", "Foliote", "Gaita" , "Gaita Grileira", "Gaita Tumbal", "Gaiteiro", a "Muiñeir a", "Palleta", "Pandeirada", "Pandeirazo", "Parranda", "Requinta", "Serán", "Tamborileiro", "Tamborileo", "Tru llada", etc. , a s má is das veces substan ciosas. 88 Entre os anos 188 4 e 1886 Ant onio Machado Á lvarez consegue editar once vol umes da titulada Bibliote ca de las Tradicione s Populare s Españolas , Sevilla, Alejandro Guichot y C ia. O tomo IV, p arcialmen te ded icado a Gal icia, cont a coa colab oraci ón de vari os autor es, entre eles a presid enta d a socied ade folcló rica g alega, E milia Pardo Bazán e, a desta car, po r volu me e calidade d a informació n, as cán tigas po pulares, adi viñas… a chegadas por M arcial Vallad ares. 89 Pérez Ball esteros, José, Cancionero Popular Gallego y en particular de la provincia de La Coruña , con prólogo de Teóf ilo Braga “Sob re a poesía p opul ar da Gal iza” e apéndic e do propio Machado “An alogí a entre algu nas cántig as gallegas y ot ras coplas andal uzas, castel lanas y catalanas”. O rixin almente co mezouse a edi tar en Sevi lla, no tomo VII d a antes citad a Biblioteca de las Tr adiciones Populares Españolas e continuouse na mesm a nos volumes IX e XI. O cancionei ro co nta desde 197 9 co n edición facsí mil e en tres vol umes cun brev e estudo introdutor io de Xesús Alonso Montero, v ol. 1, Madrid, Akal editor, “C ol ección Area Lon ga”. 90 El Cuestionario del Folk - lore Galle go, establecido en La Cor uña el día 29 de diciem bre de 1883 , Madrid, Li togr afía d e Fernando Fe , 1885. 91 Blanco, D omingo, A Poesía…, op. cit. , v ol. I, p. 100. 92 Valladar es, Marcial, Cantigueiro Pop ular. A Coruñ a, Real Aca demia Gall ega, 1 970. Neste v olume , pp. 11 - 15, transcr íbese o texto de Ri cardo Carb allo Cal ero co perfil bio - bibliográ fico de Marcial Valladares p ub licado orixin almente na súa Historia da lite ratuta galega e contempor ánea, Vigo, Ed. Galaxia, volume I, pp. 87 - 91. Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 105 Entre os inv estigadores que máis recentement e se teñen ocu pado da obra de Marc ial Valladares , as achegas de Xosé Luna Sanmartín 93 teñen acadado mellor edición do ref erido C antigueiro popular grazas a o traballo dir ecto d e investigación nas f ontes dire c ta s d o a rq uivo fam iliar en Vilancosta . De xeito semellante, a tese de doutoramento de Xosé A ntonio Fernández Salgado 94 constitúe hoxe unha su b stanc ial mellora verbo das achegas biblio - biográ ficas anteriores 95 adicadas á obra e á vida du n persoeiro que , c omo ac ertadame nte afirman os citados autores , a índa carece dunha biografía digna do seu legado . Marcial Ramón Josef María del Pilar de Valladares y Núñez naceu en 1821 na ca sa grande dos Valla dare s no lugar de V ilancosta, n a parroq uia de Berres, conc ello de A Estrada . De f amilia fidalga d e rica s rendas, inquedanzas artísticas e m oi v encel lada á terra de T abeirós, A Ulla, Trasdeza, Deza e A Mahía, p or mor da guerra contra o francés (1808 -1812) o se u pai, José D ioni sio Valladares (1787 -1864) vencellárase a o exércit o e á política e spañola bai xo a bandeira da revolu ción liberal. L ogo 1840 ace ptou diversos c argos militares e políticos . Esta a ctividade públic a do pai, ocasionou qu e x a con pou co máis dun ano , Marcial se traslade por uns meses coa súa nai ao Barco de Vald eorras . Alí, desde a instauración do Triénio liberal exercí a D. José de xuíz interin o de primeira ins tancia . A vida para Marcial , polo cese do seu pai subsegu inte ao troco de mando no poder estatal , transcorre u logo na be n querida V ilan costa para ir estud ar anos despois a Com postela, xunto c o seu irm án Sergio , entre 1833 -1842. Os irmáns Valladares líganse a lí co a Ac ademia Literaria de Santiago e, xa q ue logo , co prime iro move mento galegu ista, o provincialis mo, onde, entr e outros, Marcial fai amiz ade con An tonio Neira de Mosquera (1823-1854) autor xunt o a Antolín Faraldo dos m áis bril l antes e activi s tas daq uela xeración lit eraria 96 . O fracaso revoluc ionario de abril de 1846 colleu a Marcial e familia fóra da Galicia , en Zamora . Fórase, reclam ado por seu pai , no ano 1844. Marcial rematara os seus estudos de le is e como L icenciado en Jurisprudenc ia a u xiliou ao pai no seu c argo, daquela nome ado Intendente , gozando da fam ilia e da ben dotada vida cultur al da cidade zamorana. 93 Valladares Nú ñez , Marcial, Cantigueiro P opular. Edic ión, int rodución e a puntamentos biográfic os a cargo d e Xosé Luna San martín (ed.), A Estrada, Fundación Cul tura da Estr ada, 2003. 94 Fernánd ez Salgado , Xosé A., Marcial V alladares (1821 - 1 903). Li ngua, Literat ura e Folclore . Tese de doutoramento, Santiago de Compos tela, Depa rtamento de Fil oloxía G alega , Fac ultade de Filoloxía, USC, 2002, CD - Rom; Fer nández S algado, Xosé A., Marcial Valladares. Biografía dun prec ursor no Rexurdi mento galego. Po nteved ra, Servizo de Pub licación s da Deputación de Pontevedra , 2005. 95 Bouza Brey , Fermín. “Ach egos p ra a biografía d e Marcial Valladare s… op. cit. 96 Beramendi , Justo G., De provi ncia a nac ión … o p. cit. , pp. 73 a 76 , en especial p. 75. O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. 106 A carreira política de Marcial, xa de volta en Galicia, continuou a saltos; foi deputado a C orte s e tamén na D eputación de Pontevedra - onde exerceu varias veces como presidente - en acordo cos altos e baixos políticos do perí odo pre - republicano. E n 18 66 ab ando na definitivame nte a polít ica acti va p ara de dicarse as súas particulares preocupac ións n o saudoso eido de V ilancosta . G razas ao traballo de Xosé Luna Sanmartín sobre a vida e obra da poeta Avelina Valladar es Núñez (1825-1902) 97 , sa bemos da existencia dun m anuscrito do seu irmán Marcial cons ervado na bibliotec a da casa familiar e inédito . T itúlase Memorias de fami lia e consta de tres voluminosos libros co a crónica dos Valladares desde finais do XVI II ata 1878. En palabras de Fernández Salgado : “[…] A s Memorias de famil ia son importantes como documento sociolóxic o e histórico. Nelas aboian entre os d etalles familiares abu n dantes referencias ós grandes acontecemento s políticos e soc iais da Galicia dos tres pr imeiros cuartos do século XIX: episo dios da guerra da Independencia c ontra os franceses , as guerras car l istas, o rein a do de Isabel II, os cambi os e alternancias n o goberno entre liber ais e moderados, o pr oceso das eleccións, a vi nda da Raíña Isabel II a Galicia e, máis tarde, a do seu fillo, xa como Alfonso XII, as expo sicións agrícolas , a c hegada da República... Pero as Memorias tamén son interesantes par a o historiador e o antropólogo, porque relatan o xeito de v ivir diario du nh a fa milia do século XIX, con sus costumbres, vulg ares aunqu e sanas . O modo de vida reflectido é o dunh a familia fi dalga galega, a medio c amiño entre o r ural e o urbano . [… ] Nestas páxinas costu mistas Valladares recolle descr i cións de tradicións e c ostumes, por exemplo das romarí a s da Ulla, detall es dos bailes, da música, do xeito de vivi - la relixión…” 98 . As M emorias d e fam ilia contan c on información m usical. Por e xemplo , c o gallo da botadu ra dun bergantín en Beluso, Valladare s anota : “Diose luego p or Doña Rosa espl édido banquete á las personas que a la fiesta habían acudido, en medio de l as cuales aunq ue no tuvi mos el gusto de co ntar á las que formaban nu estra segund a sección, tuvimos el de qu e placenteras convinieron en asis tir al baile de la noch e en el salón m ismo de la comida , bail e improvisado, mas que nada dejó que desear. Walses, Contradanzas, M azurcas, Escocesas , Galops y Rigodones, todo se ensayó allí con elegancia y era placer observ ar en espacio asaz larg o, aquí á j oven infatigable ob teniendo el si de u na bella, ap enas el bastone o anunci aba algu na pieza de b aile, allí, cerquita u no del otro y casi en una misma sill a, dos amantes diciéndose finas decl araciones de amor; mas a llá difer entes caballero s de perfumada pel uca ocupados ora de servir 97 Luna San martín, Xosé, Ond’o sol f acheaba ô am añecer. Vida e obra da cantora da Ulla Avelina Va lladares Nú ñez. A Estr ada, Ed icións Fouce, 2000, en es pecial as pp. 13, 25, 48 - 49 e 243. Reivindi ca o autor o dest acado pos to de Avelina entre a s grandes figuras da l írica galega: Rosalía de Castro, Eduardo Pondal e Manuel Curros Enríquez , p. 22. 98 Fernánd ez Salgado , Xosé A., op. cit. , p. 34 . Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 107 refrescos y pastillas a las señoritas , ora en recordar con señoras de su ed ad traves uras de una j uventud qu e el tiempo dej aba en olvido ya ” 99 . E n 1997, co gallo do co n gr e so O F eit o Diferencial G alego n a música 100 , ti vemos ocasión de reivindicar ao Valladare s musical base ándonos na clara atribución da au toría das transcricións e harmonizac ións que Manuel Mu rguía editou, como axi ña nos detere mos, en 1865, e na docume nta ción inédita sob re o recompilado polo estradens e na CS e no fo ndo de Igle sias Vilare lle, tamén n o arquivo do Muse o de Pontevedra. Non consideramos precis o repetir aquí aquel inventario . Ao tratar antes sobre a prese nza da música de I. Hernández na CS xa corri xim os datos daquela expostos – o refer ido aos folios solt os da obra de Hernández gardados no cartaf ol asignado a M. Valladares- e, de seguida, resolveremos posible s dú bidas abertas daquela me diante a catalogación p olo miúdo das achegas musicais do de Vilanco sta ao c antigueiro da CS. Con todo, a conclu si ón acheg ada naquel co ngreso celeb rado no Muse o do Pobo Galego podemos mantela : n on existe c ancioneiro algú n que reú na o lega do musical de Valladares e o seu recoñecem ento non resulta todavía xu sto . Aos pouc o s vaise mellorando . A recentísima edición diplomá tica de Ayes de mi p áis 101 , ob ra que nós só coñeciamos pola copia ates o urada no citado fondo Iglesias Vilare lle 102 , consider amos resolve c on acerto e rigor os case cen to cincu enta a nos de sile ncio que sufri u o citado cancioneiro sen merecelos . Pola nosa banda , e aí nda que o fondo Iglesia s Vilarelle non forma parte da CS, consideramos axe itado subliñar tamén que temas d esa copia de Ayes de mi país non teñen corre sponde n cia no noso cantigu eiro 103 . 99 Valladares, M, Memorias de familia, orixinal in édito, ext racto cort esía de J. L. do Pico Orjais. 100 Groba, Xav ier, "A reco mpilación da música tradic ional en Galicia", in Villanuev a, Carlos (Coord.), O Feito Diferenci al Ga lego. Mú sica, Santiago de Com pos tela, Museo do Po bo Galego - A Editorial da Historia, 1997, vol. I, pp. 3 51 - 402. 101 Valladar es, Marcial, Ayes de mi país ( Album que el autor M.V. deica a sus hermanas. 1865) . Vid. Do P ico Orjais, José Luís e Rei S anmartín, Isab el, Ayes de mi paí s: O canci onerio de Marcial Valladares , Ba iona, Dos Acordes, 2010. 102 Museo de Pont evedra . Arquivo musical. Fondo I gles ias Vilarelle ( A.M. 5.8.3 2). Volum e de 61 follas, manuscrito e pr imor osamente coidado. Consta da músic a de 4 "A - la - lás", 5 "Cantin elas", 8 "Ot ras" [can tinelas ], 2 "Can tar de pand eiro", 3 muiñ eiras, 3 “Otra s” [1 da autoria d e Valladares, non po pular] e 4 pezas v incula das coas f estas do Nadal. A excep ción de tres, todas h armonizad as. 103 Segund o a nosa anál ise d a copia de A yes de mi paí s no fondo Igle sia s Vilarelle, dos trinta ítems desta o bra - un primei ro sen m úsica nin num erar - dez non se reflicten na CS , os segui ntes: O indica do prim eiro - alalá sen partitu ra - “Meu am or, meu am oriño”, o Alalá n º 3 “Eu non sei qu’aqu í me pica”, “Otra n º 6 ” [cantin ela] [só R. :] “Ferro carril ca mino d e hierro ”, “Otra n º 7” [cantine la] [só R.:] “Boticari o, el agua rosa da”, o “Cantar do pandei ro nº 2, Vámonos d’a quí meu ben”, a “M uiñeira 2, M eu amor malpo cadiño ”, “Otras 3ª” [Mu iñeira ] “Por el au tor”, “Noite boa. Cam inando vai José”, “Os Rey es. Escoi ten señor es un caso escelen te” e, fin almente, o rechama nte caso do vilancic o “Da miña a ldea de presa ve ño”, no CMG nº 264, docum entada na CS por outra var. d istinta á d e Valla dares, vid . Rex. 0476, f acilit ada a Sam pedro por Pepe O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. 108 As achegas de Mar cial Valladar es ao cantigu eiro da CS e specifícanse a continuación, vid. táboa 2. 4 . Antes, deteñámonos en tres temas musicais nun principio p opulares atribuíbles á transcrición do estradense e publicados noutros med ios distintos ao cantigu eiriño inser id o n a Historia de Galic ia de Murguía . R ef erímonos ao alalá de Maxina e ás dúas partituras e ditadas na Ilustración Gallega y Asturiana en 1880. Lámina 2 .6 Reescritura d o alalá p osto en b oca de M agina/M axina “s egando alca cén […] ó pé dunha cor redoi ra” . segund o o manuscr ito rep roducid o na edi ción da nov ela a carg o de A. Tarrí o et al., 1991, páxinas 112- 113. Harmoni zació n para pi ano omitida . Sobre este alalá de Maxina , por má goa resulta s ignificativo qu e só unh a das moitas edicións da novela re produza a partitu ra 104 , o exemplo vé n ao caso só de esguello xa que non se atopa no canti gueiro da CS. E n canto á s partituras que en 1880 saíron n o tomo I I da Ilustración Gallega y Asturiana 105 , estas son un cantar e unha muiñeira inst rumental. Nu n principio , ambas as dúas melodías populares e atribuí bles á transcrición musical de Marcial Valladares . Así pó de se deducir da carta que o propio Valladar es lle envía a Sampedro con data do 17 de novembro de 1891: “Señor Dn. Casto Sampedro. / Muy señor mío: En v ista de su atenta del 8 y por complacer lo, ahí van esas pob res melodías, parte de las que l ogré recoger hará 25 años; pues otr a parte la remití al señor Mur guía y puede V. v erla, si le conviene, Suár ez quen anota: "Reyes que el Sr. Manue l de Agrelo dirigía e n R edondela en 1836 en adelant e. Coro y órgano. R ecogido de Pepe Suárez”. 104 Valladar es, Marcial, Maxina , Ed. de Anxo Tarrío, Margarita Neira e Blanca Roig - Rechou, Vigo, Edicións Xerais, 1991. 105 L a Ilustra ción Galle ga y Asturiana , tom o 2, 1880, p. 38. “[ … ] p robableme nte a empr esa máis infl uinte na reafirm ación e o r eagrupamento da e lite tardopro vincialista for on as tres Ilustrac ións galaico - asturianas que publi caron Al ejandro Chao e Manuel Murguía en Madrid entre 187 8 e 18 82. Excelen temente imp resas e ilust radas e cunha g rande cali dade peri odístic a […] acadou un nivel d e difusión sen precedent es […]” , Beramendi, Justo G., De provinci a a nación , op. cit. , p. 148. Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 109 en la Hist oria de Ga licia por dicho s eñor tomo 1º, pá gina 2 58 y en la Il ustración gallega y as tur iana, tomo 2º, pagina 38. […]” 106 . Nótese a contradición con est outra carta, doce anos anterio r, tamén con subliñados nosos, dirixida por Valladares a Murguía, cando precis amente andaban involuc rados na edición do mencio nado número da I lustración G allega y A sturiana na que inclúe n ditas partituras : “Vilanc osta, juli o 20 de 1879. / Mi muy estimado amigo: Ahí van dos composici o nes, una de mi hermana Avelina y otra i nédita de mi di funto hermano Sergio , a fi n de que “La Ilustración” las publ i que, si en ello no vier e U. inconveniente; y v a , además, u n artícu lo mío, del que remito cop ia con esta fech a a “El Eco de Galic ia” que sale en la Habana […]” 107 . Lámina 2.7 Imaxe d a muiñei ra edi tada na revista La Ilus tra ció n Galleg a y A sturia na , tomo II, ano 1880, páxina 38 . 106 Carta de Mar cial Vallad ares a Casto Sampedro con dat a do 17 de novembr o de 1891, Font e: Museo de Po ntevedra, CS: 66/39/1, vid. Doc., car ta nº 193. O subli ñado é noso. 107 Transcrició n da carta d e Mar cial Valla dares a M anuel Mu rguia se gun do Barreiro Fer nández, Xosé Ramón, e Axeitos, X. L., Car tas a M urguía, II (1868 - 188 5) , A Coruña, Funda ción Pedro Barrié de la Maza, 2005, p. 333, ca rta 844. O subliñ ado tamén é nos o. O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. 110 A composición de Sergio, sendo i nstrum ental, escapa do noso e studo. Con todo, reproduc ímola na lámi na a nterior. O canto de Avelina f igura n o Rex. 00 90 do cantigueiro da CS , nada especial xa que foi considera do sempre un cant o popular e non composición da poeta. D ada a súa relevancia, mantémola xunto coas restantes contribucións de Marcial Valladar es ao cantigueiro da CS, que son as que concretamos na seguinte táb oa 2.4. Táboa 2 .4 Marcial Valladare s no cant igueiro da CS. Autoría Rex . Data Xé nero Fontes documentais Valladares . Ver. Montes, .3 e .4 Tafal l. Arana por Sampedro, nº 29 vermello 0005 [1865] A. 1.1 Alalá. [16 document os, subnúmeros 5, toda s ver.] 0005.1 Tran scrición de Marcial Vall adares. En 2/4, armadura de SibM. CS: 64/24/7 "A dagio" [P ara piano, escrit a sen repetición]= CS : 64/1/ 194v., = CS: 64/11/1v e 96, McCS nº 7 "Inzenga [sic] Murguía [sic] " e nº 96 = Mc AT nº 50; abreviada = CS: 64/1/190 v., con letra, en 4/4 im plícito = C S: 64/1/198v "A dagio" = CS: 64/1/163v. "Murguía" s ic . [4/4 implícito , co n letra] = “Alal á nº 2” Ayes de mi país = Copi a en Arana, nº 29 vermello . 0005.2 Ver S ampedro. CS: 64/1/113. En 2/4, 0005.3 Ver Tafall. CS: 64/1/113 . En 2/2. 0005.4 Ver. Tafall. Sen co mpasear, en clave de F a en 3ª e modifi c ando a cade ncia. CS: 64/ 1/113 = C S: 62/1/1v ., CMG, erro clav e de F a en 4ª = CS: 63 /1/1v., CCBP, fa en 3ª, correcta = CS: 63/1/11v . , [sen nº ídem en fa en 3ª] 0005.5 Versi ón de Sampedro influído por Tafa ll. Sen compas ear, CS: 62/1/1v, CMG nº 2 = CS: 63/1/1v., CCBP = CS: 63/1/11v = CS: 64/1/113 . Valladares . Murguía HG Ver. .2 Inzenga XIV Arana e Pedrell .3 Anónimo s II e III, Pedrell. .4 Adalid nº 17 in Soto, M . 0018 [1865] A. 1.1 Alalá. [9 documento s, subnúmeros 5 , todas ver.] 0018.1 Tran scrición de Marcial Vall adares. CS: 64/24/17 e 21 v ., "Cantos Populares (d el país de la Ulla ). “A- la - lás, Adagio" [en 2/4, harmonizada en S ibM , a letra coa var. na escrita "Na al ma … "] = CS: 64/11/1 e 7v., Mc CS nº 3 = McCS nº 76 = M cAT nº 31 = “Alalá nº 1 de A yes de mi país ” 6 e 6v. = HG de M urguía “Alal á I”. 0018.2 Versi ón Inzenga XIV. [en 2/4 con 3 díese s ]. CS: 66/8/2 "De Inzenga. Adagi o" [sen let ra, en 3/4 ídem Inzenga ] = Ver. de Pedrell en LaM agás na h armoniza ción e letra: "Unh a noite moi escur a", CMPE nº 220 = Arana nº 35 . 0018.3 Versi ón do tema de Valladare s por Anónimo II [2/4 con 1 díese na armadura.] CS: 64/1/24 [ har monizado por terceiras] = CS: 64/1/197v. "Canto de la Ull a" [coa letra] . 0018.4 Versi ón do tema de Adalid [n º 55 do livro negro. 1ª Séri e, nº 2 da ed. De C. Berea] por Anónimo III. C S: 64/1/41, e scrita en Dó M, 2 vo ces a terceiras, letra disti nta, "Cántig as Populares de Galicia. / D'as Mariñas de Betanzos" . 0018.5. Ver s ión de Samp edro citando a Inzen ga. Sen compase ar en La M = CS: 62/1/5, CMG = CS: 63/1/5 nº 1 0, CCBP = CS: 63/1 /1v. Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 111 Táboa 2 .4 Marcial Valladare s no cant igueiro da CS. Autoría Rex . Data Xé nero Fontes documentais Valladares . Murguía, HG Inzenga XV. Arana Ver. Montes , Feijoo, Pedrell, Espinosa . 0035 [1865] A. 1.1 Alalá. [ 6 documento s , subnúmero s 2, todas ver.] 0035.1 Copi a da transcrición de Vall adares [A lalá II da Historia de Murguía] e Inzenga XV do Cantos y Bailes de Galicia. CS: 64/24/17 [ Murguía 18 65, harmonizado] = CS: 66/8/3 [só melodía] = CS: 66/7/31[Ara na nº 37] só í ncipit. 0035.2 CS: 62/1/5, CMG nº 12 = C S: 63/1/5, CCBP nº 11 "Inz enga" = Vallada res CS: 64/24/17. 0035.0 Non e ditamos a ver. de Mont es CS: 64/11/1v. [McCS nº 8] por tratarse dun fr agmento, iso si, coa si ngularidad e de estar escrita na armadura de SibM. O mesmo ton que “ Alalá nº 4” de Ayes de m i paí s. Vid. CPG de FE p. 34 Valladares . IGA 1880 *Avelina* Feijoo . 0090 [1865] A.1.3. Cant ares - cantinela s [2 documento s, subnúmeros 1] 0090.1 Tran scrición de Valladares. CS: 64/24/26 "Cantar Galle go" [canto harmonizado para piano. Orixinal do e ditado en 188 0 na IGA] = CS: 64 /1/199v., = [Cantinela nº 5 de Aye s de mi país , mesma música, letra : "Unha mazán be rmelliña” . 0090.0 CF17 4, distinto ton. Valladares . 0091, [1865] A.1.3 Cantar es - cantinela s [1 documento s, subnúmeros 1] 0091.1 Tran scrición de Marcial Vall adares. CS: 64 /24/9 "Ot ra [cantinela] Allegro" [sen harmon zar] = “Cantinela nº 2 de Ayes de m i paí s , folios 16 e 17 en concret o a versión 2ª Valladares . 0108. [1865] A.1.3. Cant ares - cantinela s [2 documento s, subnúmeros 1] 0108.1 Tran scrición de Marcial Vall adares. CS: 64/24/10 [ha rmonizada para piano e v oz, sen barras de rep etición] = CS: 64/1/198 "Cantinela. Ulla. Pontev edra." = [Ca ntinela nº 3 de Ayes de mi paí s , folios 1 8 e 19] Valladares . 0120 [1865] A.1.3 Cantar es - cantinela s . [2 documento s, subnúmeros 1] 0120.1 Tran scrición de Marcial Vall adares. CS: 64/24/8 "Cant inela. Allegro" [harmoni zada para voz e piano] CS: 64/ 1/195 "All egretto. Cantinela. Ulla. Pontevedra" [Caligrafía de Sam pedro ou Anónim o IV]. = “Cantinela 1 de Ayes de mi paí s . 0120.2 Ver. Sampedro. CS: 59/14/29 "Ulla" = CS: 63 /13/8v. "Moderato. Ull a. Pontev edra." Valladares . 0136 [1865] A.1.3 Cantar es - cantinela s [1 documento s, subnúmeros 1] 0136.1 Tran s crición de Val ladares. CS: 64/24/11 "Otra [cantin ela]. Moderato" [harmonizad o para voz e piano] = [ C antinela nº 4 de Ayes de mi país ] Valladares Murguía, HG .0 Inzenga XVII Pedrell cita Arana 0140 [1865] A.1.3. Cant ares - cantinela s [con retrou so] [4 documento , subnúmeros 1] 0140.1 Tran scrición de Valladares. CS: 64/24/22v e 23 "Cantine la" [manuscrito, let ra c omplet a, sen tempo] = CS: 64/24/17 "Cantinela s. I. Allegro Vi vo" [Do apéndice publicado en HG de Murguía , Costa, L. 1999: 14 - 15 ] = [" Otra nº 2" [Cant inela] de Ayes de mi país , folios 27 e 28, var. Letra "Uns arren para Castilla" ]. 0140.0 [sen r eferencia na CS ao de Inz. nº XVII, CMPE nº 176 [cita Arana] . O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. 118 Prescindimos pois de elaborar t áb oa de datos exclus iva para indicar que temas musicais edita dos por Manuel Murguía teñen proxe c ción na CS por ficar estes comprendidos n a anterior de dicada ás achegas de Marcial Valladares. A análise d os escritos de Mu rguía previos á fu ndación da Sociedad del Folk - Lore Gallego 122 , nos que pub licamente alenta o pr oxecto de D. Antonio Machado Álvarez , pon en e videncia o al to grao de protagonismo de Ma nuel Murguía na instituc ionalización dos estudos folclóricos optando nun pri ncipio, seguramente debido ao coñec ido encontro nazo persoal c oa E. Pardo Bazán 123 , por apoiar a antagónica e xa citada Academia de las Letras Populares fundada en 1881 por Sbarbi e na que Murguía figur a como un dos seus v icepresidente s 124 . O fracaso daquela ac ademia leva a Murguía ao trasacord o de integr arse anos despois na sociedad e folclórica ga lega 125 na que toma posicións de lider ado que o levará n a presidir des d e a sú a fundación , como sabemos, a Real Academ ia G alega , institución n a que se continuará co labor de divulgación folclóric a entre a que non f alt a o musical 126 . Adema is de información s puntua is máis vencelladas coa literatura 127 que coa música , a relevancia d o feito musical no pens amento de Murgu ia á hora de fundamentar o discurso e tnicitario galego ten sido exposta por distintos aut ores e ntre os que cómpre destac ar a Lu is Costa 128 . O s trazos que pa ra este autor def inen a inf lue nte ar gumentación da obr a musicográfica de Murguía serían os propios do historicis mo romántic o e d o paradigma evolu cionista ; historia e 122 Murguía, Manuel M., “El Folk - Lo re Españo l”, La Ilustra ción Galle ga y Astur i ana, tomo III, 1881, pp. 3 26 - 327; Murguía, Manuel M., “El Folk - Lore Gallego ”, La Ilustra ción Galle ga y Asturia na, to mo III, 1881, pp. 352 - 353. 123 Alonso Monte ro, Xes ús, “Antonio Machado… ” , op. cit. , 127 - 150; Varela Jác ome, Benit o, “Emilia Pard o Bazán, R osalía d e Castro y M urguía”, Cuadernos de Es tudios Gallegos , fascículo XX, 1951, pp. 418 - 429. 124 Pineda N ovo, Danie l, op . cit. , p. 224. Pico Orjais, José Luís do, Ayes… op. cit., pp. 39 - 43, analiz a o refer ido vínculo c on Sbarbi, apuntand o o destaca do papel do santand erino afinca do en Galicia, Gu mersind o Laverd e Ruiz (18 35 - 1890) con Valladares, Ma chado e o propio Murg uí a. 125 [Redacció n] “El Folk - Lore G allego ”, Almanaque Gal lego , Buenos Aires, Castro López, 1899, p. 30. 126 Murguía, Manuel M., “De Folk - Lore. Nuestro Folk - Lore ”, BRAG, nº 99, 19 15, pp. 6 5 - 67 sobre os p arrafeos; Murgu ía, Manu el M., “Nuestra música anc estral. L a Albora da”, Alman aque Galle go, para 191 5, Buenos A ire s, Castro Ló pez, pp. 27 - 28; Murgu ía, Manu el M., “Nuestro Folk - Lore”, Alma naque Gallego, para 1916, Buen os A i res, Castro López, pp. 10 - 12. 127 Blanco Pérez , D. , Poesía Popular e n Galicia (174 5 - 1885) , Vig o, Xerais, vol. I, pp. 49 - 55. 128 “[…] e l prestigio de Murguía com o erudito, exc epcionalm ente al día de los tr abajos publi cados en tod a Europa sob re literatu ra y co stumbres pop ulares, y su relevancia so cial co mo líder del galleguismo l o conver tían en una a utoridad raramente discutida”, Costa, Luis, La formaci ón… op. cit. , p . 106, vid. pp. 100 - 111; Costa, Lu is, “Música e g aleguis mo: estratex ias de construci ón dun ha cultu ra nacional galega a tr avés do feito musical”, Etnicidade e Nacionalis mo .., op. cit. , pp. 249 - 283, en espec ial, pp. 256 - 2 67. Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 119 raza; valorando en clave estática as ma nifesta cións da cultura campesiña como pervivencias docu mentais do pasado, artellando a hipótese c eltista com o elemento primordia l e dogm a de fe complementado pol o recoñecemen to da relación ga legoportugu esa - c orroborada na altura pola tradición dou rada dos cancioneir os medievais - e trascen dendo a com uñón entre raza, paisaxe rural e música labrega que conforman o mito do enxebre volks geist . Con todo, p ódese af ir mar que Man ue l Mur gu ía non sabía mús ica. Nin era músico - sequera afe c cionado a cantar - nin consta tiv ese memoria musical. Casto Sampedro s abíao 129 . Foron Rosalía , a súa esposa , e sobre todo a filla ma ior do matrimonio, Alej andra Murguía de C astro (Compos tela 1859 - A Coruña 1937) 130 , as que nutrían de mús ica a o ideólogo coru ñés. Non son poucos os textos nos qu e o patriarca recoñece es ta d ébed a ; publicame nte : “Lo recu erdo bien: escr ibí l as primera páginas e n plena natur aleza, en medio de las faenas y entr e las gentes d el campo, en un r ústico b alcón cuyas escale ras bajaban en pequ eña curva ha s t a la er a , y al la do de a quella que le cielo me dío por compañera de mi vida y de mis inf ortunios […] Mi hija, c orriendo tras l a palomas, entonaba el infantil romance, y su s canciones de siempre las campesinas […] Allá abajo, en la vieja C ompostela , y dos años d es p ué s, a l compás soñol ineto de las campanas, y mientras el mayo ca ntaba en las calle s, es donde se copiaron los pri meros versos, hijos de la musa popu lar, y donde, recogido s de los labios de mi siempre amada Alejandr a , pasaron á la imprenta, entre otros, aq uel vello romance q u e empieza: / Ábr em’as portiñas […] // Mas como la ni ñ a ignorab a entonces el valor ó importancia de tales cosas, no abrió por entero todo el tesoro de sus recu erdos; fué prec iso que pasaran tiempos, y qu e una circuns tan cia espe cial la pus iese en condición de prestar a su país y á su s gentes tan gran serv icio. Fue bajo el ciel o de Coimbr a , que visitáb a mos para conocer el arte portugués, cuando, leyendo el Romance ro , pub licado po r Theófilo 129 Como adian tamos, a corr espon dencia en tre Casto Sampedro e M anuel Mu rguía l ocalizada chama a aten ción p olo seu po bre vo lume e as temátic as com partid as, case nun ca musical . Tamén polo altame nte significativa que resulta da amizade entre ambos; en tende mos que tardí a e determinad a pol a previa e máis relev ante entr e os Murg uía e a familia de Vícto r Said. Vid. cartas de Ca sto Sa mpedro a Manu el Murgu ía no fo ndo da Real Ac ademia Gale ga, Doc., cart as 282 e 28 3, e as de M anuel Mu rguía a D. Casto na CS, Doc., cartas 134 - 139, ambas as dú as inclusiv e. 130 “[…] Esta muj er intelig entísi ma, culta, de d ulces y delicadas maner as, fue un vali osísimo auxiliar de su padre, a qui en acom pañó a numerosos luga res para reproducir , como e xpe rta dibu jante que era, ob jetos, ed ificios, monumentos, et c., po r los que M urguí a se interesaba p ara sus estudi os […] Cuan do murió R osalía, Al ejandra contab a veinti séis añ os de edad. Según se nos asegu ró por d oña Gala su hermana, iba a co ntraer matr imonio con don J oaquí n Arias Sanjurjo, pe ro como sus herm anos e ran to davía d e corta edad , pese a que su padre trató de disuadi rla, decid ió sacrific arse po r ellos, quedan d o so ltera […] Tanta er a la d estreza en el art e de la pintur a que poseía doña Alejandra, que no sin j us ticia se le of reció un puesto de retocad ora en el Museo del P rado, con una e xcelente retribuc ión. Doña Alejadra no a ceptó porque no e ra su padre gu stoso […]”, Naya Pére z, Juan , Estudios ace rca de la fam ilia Murguía - Castro , A Coruña, D eputaci ón Provincial de A Coruña, 1998, pp. 149 - 15 0. O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. 120 Braga, me dijo: “¡Si de esto tenemos nosotros mu cho! Y desde aquel momento […] Ho y uno, mañana otr o, fue apuntando r omances, cantigas, adagios, adivinanzas, juegos de niños, cuentos, tradiciones […] ¡Ay! ¡y cuántas como ella en Ga licia p odrán hace r igual servi cio á su pa tria ! […] Po r eso recuerd o lo que hic ieron los míos, para v er si hay quien les sigue [ …] ” 131 . E tamén en escritos de carác ter privado como acontece en 1909, a o f ío da contestación a unha p regunt a de Ví cto r Sa id sobre c omo ac hegar se a Laxe para recoller roman ces , M. Murguía certifica o i mprescindib le papel de A lejandra 132 . Tampouco é que Dona Alejandra fose músico ou pu idese tra n scribir música. Como ela mesma recoñ ece a pesar de mi carencia absolu ta de conocimie ntos musicales, no soy ajena a la m úsica de mi país y cantos region ales por los que desd e muy niña mostré predilección 133 converté ndose , así a todo, e pola súa memor ia musical, nunha excepcional inf ormante - colaborador a tanto para o s eu pai, como para Ca sto Sampedro, como para ou tros; V.g. Víctor Said ou Pe rfecto Feijoo, verase. No caso concret o de D. Casto , A lejandra non só forneceu o c antigueiro da CS, vid. tá boa 2.5 , con dezaseis re xistros ache gados aos que ll es u ne un par de temas instrumentais xa coñecidos por editars e no CMG 134 . Interesou lle tamén por se r Alejandra tes temuño fiable sobre as preferencia s musica is da súa nai, si dotada Rosalía de aptitude s e tocadora de varios instrumentos 135 , e moi destacadamente pola Alborada de Rosalia 136 , polémico fito his toriográf ico ao que volveremos c ando tratemos má is polo miúdo a Perfecto Feijoo. 131 Murguía, Manuel M., “El Folk - Lore gallego”, o p. cit. , p. 3 52. 132 “ […] Es posble q e hallase s algo, pero t e advierto que los recogidos por m i, mejor di cho p or Aleja ndra, los obtuvo es ta e n Santiago hacia el a ño 1865 y 66, de u n a vieja de cerca d e ochen ta años natu ral de aqu ella poblaci ón (Laje). Esta vieja era madre de una criad a q e teniam o s y la mandaban co n Alejad ra á paseo y ella se ib a á ver á su madre qui en por en tretener á la ch iqui lla le recitab a los cit ados ro mances […] ”, c arta de M. Murguía a V. Said con data do 19 de maio de 1909. Fonte: Biblio teca da Fun dación Pedro Barrié de l a Maza, SA - 1 (I), vid. Doc., carta nº 251. 133 Carta de Alej andra Murgu ía a Casto Sampedro c on data do 14 de novembro de 1920, Fonte : Museo de P o ntevedra , CS: 66/3/26, vid. Doc., carta nº 133. 134 Por medi ación de A lejandra chega ron á CS versións dos nos. CMG 316 e 395, u nha muiñeria de Pont ecesures e unha danza d e paus e cintas de Vilan ova d os Infan tes, Cel anova; esta derradeira co n certas d úbid as n on se tra te dun erro de arqui vo com o acontece, fica visto, con algunh a outra gard ada no cartafo l de Marcial Val ladar es. 135 “[…] papá n o quier e que mamá toca se la gu itarra, y en efecto no l a tocaba p or no d isgustarle, ó mej or dicho por darle gusto, pe ro, e n casa hubo siempre gu itarra españ ola que los amigo s nos prestaban p ara oi r á mamá que era un a profeso ra como hoy no se en cuentran . […] Mamá to caba la guitarr a inglesa, la espa ñola, el arpa, la flaut a y por últ imo el armoniu m, ese pese á mi padre mucho peor que los de c uerda . (Se me olvidaba la bandurria q ue yo aborrecía) [… ]”, vid. Doc., carta 133. Ao resp ecto vid ., Filgu eira, Xosé, “Ro salía de C astro e a música”, Congreso Internac ional de estud ios sob re Rosalía de Castro , Santiago, USC, 1986, pp. 33 - 57. 136 De feito, Alejandra Murguía facilit a, ao ditado, unh a "Segunda ver sión de la Alborada de Clemente Ei ras de Lestr ove", 6 4/12/10, e as tres cartas rem itidas a Cas to Samped ro e Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 121 Táboa 2.5 Alejandra Mur guía de Castro no cantigueir o da CS. Autoría Rex . Xé nero Fontes documentais Sampedro ao ditado de Alejandra Murguía . 0128. A.1.3 Can tares - cantinela s. [1 documento s, subnúmeros 1] 0128.1. Tr anscrición de S ampedro ao ditado de Al ejandra M urguía de C astro. CS: 64/12/2 "Cantada por Alej andra Mu rguía" L etra sen asignar na part itura, á marxe infra. Sampedro ao ditado de Alejandra Murguía. 0144. A.1.3. Can tares - cantinela s. [con retrou so] [1 documento , subnúmeros 1] 0144.1 Tran scrición de Samped ro ao ditado de A lejandra Murguía. CS : 64/12&3v "Cantada p or Alejan dra M urguí a. Sada. Ferrol. " Letra esc rita á marxe infra e sen asig nar . Sampedro ao ditado de Alejandra Murguía de Castro. Sampedro de anónimo portugués. Apócrifo portugués en Soria no Fuertes por Arana. 0160. B. 1.1 Pseudo - romanceiro. [6 documento s, subnúmeros 4, 2 var. ] 0160.1 Tran scrición de Samped ro cantada por A lejandra Murguía que n di lembrala cantar por u nha labradora nat ural de Melide qu e, cando ela era unha nena , estaba de cria da na casa familiar . Facilita da tamén a V. Said. CS: 64/12/7 [pentagrama principal, fonte curi sosa, 2 escrituras est a e a seguinte] " Antigua canci ón del Figueiral, Fi gueiredo cantada por A lejandra Mu r guía" [Tóni ca Fa, compaseado en 6/8, sen te mpo] = PPG p. 343. 0160.2 Ver . Sampedro d o cantado por A. Murguía CS: 64/12/2v. "No figueiral figueired o= CS: 64/12/ 7 [escrita en tama ño máis pequeno e p or baixo da 0160. 1 = CS: 64/12/ 9 "Cantada p or Alejandra Murguí a" . 0160b Tran scrición de S ampedro oída en Cami nha, Portugal CS: 59/12/40 "Camiña. P ortugal. Canción do [ riscado por] Ó Figuei ral" [sen tempo, en 6/8 sen compasear = CS: 62/1/57, CMG nº 191, indica tempo e ref. Alejandra Mu rguía= CS: 63/12/8, CCB P nº 245 = C S: 61/17/145v ., "Antigua Ca nción del Figu eira l. A Murguí a [Sampedro]. = FPBM SA (II) 19 - nº 5 vid. nota PPG. 0160c Copia facilitada por Arana. CS: 66/ 7/29 "No fig ueiral figueiredo. Tomada de la Historia de la música e s pañola" de D. M. Sori ano Fuertes (copia li teral). 2. Sampedro ao ditado de Aleja ndra Murguía. Sampedro ao ditado de Said. 0202. B. 1.2 Romance novelesco co n retrouso [7 documento s, subnúmeros 2, todas v er.] 0202.1 Tran scrición de Samped ro ao ditado de M urguía y Castro. CS: 61/17 /145v. "De Sta. Irene . A. Murguía" = CS: 64/12/5 "Rom ance de Sta. Irene. A . Murguía" [mutilad a]. 0202.2 Tran scrición de Samped ro ao ditado de Sai d Armesto que n o reco lleu , recit ado e can tado por Ca silda Amorín. CS: 62/1/56, CM G nº 187 = CS: 63/12 /7, CCBP nº 242 = CS: 61/ 17/58 = CS: 64/1 6/5 = CS: 59/12/36. Sa mpedro ao ditado de Alejandra Murguía. Sampedro ao ditado de Sai d Armesto Sampedro de anónimo 0204. B. 1.2 Romance novelesco. [8 documento s, subnúmeros 2, todas v er.] 0204.1 Versi ón de Sampedro ao dita do de Alejandra Murguía. CS : 61/17/145v . "A. M ur gu ía" [letra I] 0204.2 Tran scrición de Samped ro do recollid o en Lérez, e ao ditado de S aid Armesto quen a recolleu de Dolore s Mato, 73 ano s, fiaderia e ma is en Mel ide de des c oñecida. CS: 62/1/56v., CMG nº 188 = CS: 63/12/ 7v., CCBP nº 243 = CS: 64/16/ 9 "n º 2 7. O Cego. Mellid." = CS : 59/12/ 7 "O Cego andant e" = CS: 59/12/37 "P ontevedra. Lérez" = CS: 59/12/7 "O ce go andante" = CS: 61/17/ 102 = FPBM : SA 19 (II) – 30 [Romance nov elesco]: “O Cego A ndante. Coruña” . conservad as na CS, vid. Do c., cartas 131, 132 e 133 q ue teñen co mo tema cen tral o caso da Alborada de Ros alía . Para esta cue stión vid. Cap t. 7, p. 366 e 3 73, e Doc, escrito s musicai s II. O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. 122 Táboa 2.5 Alejandra Mur guía de Castro no cantigueir o da CS. Autoría Rex . Xé nero Fontes documentais Sampedro ao ditado de Alejandra Murguía. 0044 A.1 Alalás [3 documento s, subnúmeros 2, todas v er.] 0044.1 Tran scrición de Samped ro. CS: 64/12/ 8v ., [en 3/4, sen letra, cal i gr afía Sampe dro, cartafol de A. Murguía]. 0044.2 Versi ón por Casto Sampedro C S: 62/1/6, CMG nº 16 = CS: 63/ 1/10v., CCBP nº 33. Sampedr o ao ditado de Alejandra Murguía. 0252, B. 1.6 Cantares de cegos. [2 documento s, subnúmeros 1] 0252.1 Transcri ción de Sampedro ao dit ado de A. Murguía. CS: 61/17/14 8 [Colección A] " Canto de cegos, va riante de Mondoñedo" = CS: 64/12/ 8. Sampedro ao ditado de Alejandra Murguía de Castro. 0265. B. 1.6 Cantar de cegos estrófico [4 documento s, subnúmeros 1] 0265.1 Tran scrición de Samped ro ao ditado de A lejandra Murguía de C astro con dat os acheg ados por Isido ro Brocos. CS: 62/1/45, CMG nº 149 = CS: 63/10/ 6, C CBP nº 205 = CS: 64/ 12/7v., = CS: 59/10/25 " Ciegos. B ur lesca" = letra en carta de Isidoro Brocos do 6 de abril de 1910. Sampedro, o u ditado Said. Sampedro ao ditado de A. Murguía. 0554. E. Infantís, romances [3 documento s, subnúmeros 2, 1 var. ] 0554.1 Tra nscrición de Sa mpedro, ou de Casto ao di tado de V. Said. CS: 59/13/ 1 "De Niñas". [ Fillas de Sampedro?]. 0554b Varian te de Sampedro ao ditado de A. Murguí a. CS: 59/10/24 = C S: 64/12/5v. , "Allegret to. Laiño. A. Murguí a" . Sampedro ao ditado de Alejandra Murguía. 0565, F. 1.1 Canto de pandeiro. Muiñeira vell a. [3 documento s, subnúmeros 1] 0565.1 Tran scrición de Sampedo a o ditado de Alejandra Murguía. CS : 59/1/35 " Barcala, Pad rón" CS: 59/1/12. "Padrón" = C S: 64/12/ 5v. , [c artafol de A. Murguía] . Sampedro ao ditado de A. Murguía. Sampedro en Caldas. 0613, F. 1.1 Canto de pandeiro. Muiñeira vell a. [5 documento s, subnúmeros 2, 1 var. ] 0613.1 Tran scrición de Samped ro ao ditado de A lejandra Murguía. CS : 59/1/35v . [nº ] " 14. / Panderos" = CS: 64/12/ 8 "Canto y bail e de pandero. / Caldas" [sen letra] 0613b Varian te de Sampedro. CS: 62/ 1/19, CMG nº 63 = CS:63/1/5, CCBP nº 102 = CS: 59/1/30 "Pandeiro. Caldas" . Sampedro ao ditado de A. Murguía. 0655, F. 2 Cantar de Jota. Tipo I [1 documento , subnúmeros 1] 065 5.1 Tran scrición de Samped ro ao ditado de Dona Alejan dra . CS: 64/12/8 [C aligrafía Sampedro] . Sampedro ao ditado de A. Murguía. 0687, G. Varia, borradores. [2 documento s, subnúmeros 1] 0687.1 Tran scrición de Samped ro ao ditado de A . Murguía. CS: 64/12/6 "Foliñas da Carballeira" = CS: 64/1/171. Sampedro ao ditado de A. Murguía. 0703, G. Varia, borradores. [1 documento s, subnúmeros 1] 0703.1 Tran scrición de Sampedro ao dit ado de A. Murguía. CS: 64/12/6v . Sampedro ao ditado de A. Murguía. 0704, G. Vari a, borradores. [1 documento s, subnúmeros 1] 0704.1 Tran scrición de Samped ro ao ditado de Alejandr a Murguía. CS : 61/1/25v . "Andante, Nadal, Coruñ a, A. Murguía". Sampedro ao ditado de Alejandra Murguía. 0716, G. Varia, borradores. [1 documento s, subnúmer os 1] 0716.1 Tran scrición de Samped ro ao ditado de A lejandra Murguía. CS: 64/12/7 "Barcar ola del Miño" [caligrafí a Sampedro] . Taboa 2. 5 Achegas de Al ejandr a Murgu ía ao c antigu eiro CS, tra nscrici óns de Cas to Samp edro. Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 123 2 .5 Signif icativas a usencias . Cons ideram os cómpre rematar este capítulo reparando nos silencios e a usencias que se observan n a CS respecto dete rminados aut ores - e n m oi distinta medida relev antes como precurs ores do noso obxecto de es tudo - aos que D. Casto non lle deu creto na súa colección , aínda sabendo da súa obra, e por motivos va rios, mesmo cando deb ería ter sido así. 2.5.1 José Mª Varela Silvari e outros apol oxistas. A pesar d algún intento rece nte por reivin dicar a vi da e obra de José María Varela Silvari ( A Coru ña 1848 – Mad rid 1926) 137 como unha das figu ras m áis relevantes do panorama musical galego 138 […] prime ir o historiador da nosa música 139 , a obra musicográf ica legada por este pianista , director, c ompositor, xor nalista e no seu día recoñeci do membro de varias institución s aca démicas , tal e como teñen posto en evide ncia autores c omo Filgueira Valver de 140 , ou máis recen te e documentadam ente Luis Costa 141 , desmerece tan r el evante ho nra dado o carácter apolox ético dos seus escrito s aí nda que, como en toda bibliografía, existan na lgúns escrito s de Varela Silvari datos merecentes de at ención como os que se encontran por e ntregas nas páxinas do Heraldo Gallego editado en 1875 142 . 137 Couceiro Freijomil, Antonio, “Varela Silvari, José María” , Diccionario bio - bibliogr áfico de escritores gallegos, Santiago de Compostela, Bibliófilo s Gal legos, 1951 - 1953, v ol. III, pp. 460 - 461; Varel a de Vega, Juan B autista, “Varela Sil vari, José Ma ría”, GEGal ., Lu go, Si lverio Cañada ( ed.), 2003, tom o 43, p. 22. 138 Alén, Mª Pil ar, “José María Var ela Silv ari (1 848 - 1926): polifacét ico e incan sable d efensor da música”, Gri al , nº 140, to mo XXXVI , 1998, pp. 828 - 834. 139 Alén, Mª Pilar, His toria da Música Gale ga, Notas do séc ulo XIX , San tiago d e Compostela, Andavira editora, 2009, p p. 16 - 17. 140 “ Varela Silvari o la f antasía apologé tica. Porque en el últim o t e rcio del XI X el estud io de la música galle ga entró en una etapa d e «falsos cro nico nes» tanto más lamenta ble cuan to que la realidad q ue pretend ía ensalzar sup eraba d e suyo a las mezqui nas fantasías f omentad as para pond erarla […] corresp ond e en Galicia l a activid ad de Var ela Silv ari, de Vice tto y de Vest eiro Torres. / Tres car acterí sticas pu eden señal arse en esta tenden cia: En p rimer término , las estupenda s invenciones, qu e el buen sent ido histórico supo pront o desviar, a ctividad ingenua y poco peligros a […] / En se gundo lugar, el m étodo comparat ivo por e l cual a quellos a pologistas embarcado s en cual quier ritmo o te ma gen eralizado se lan zaron al abo rdaje de los gr andes músicos para encont rar cultiv adores famosos d e motivo s gallego s: este o aqu el tiempo d e Moz art «tomado » de una muiñei ra; la «Casta Diva » emparent ando con el atu ruxo a trav és del «Mulligan Guards»; la « Danza d e las Bacant es» de Ehilémon st Baucis, versió n de la Alb orada. / Y, por últi mo, la tend encia a sutiles d eturpacio nes que, co mo pegajoso lim o, adquirieron fij eza en la cultura libresca.” Filgueira, J., “Introducción”, CMG , I, p. 33. 141 Costa, Luis, La formación… op. cit. , en especi al o Cap . V, “La musicograf ía apol ogética. José María Si lvari y Teodosio Vesteiro T orres”, pp . 113 - 132. 142 Para Luis C osta, qu en na súa tese d e do utorament o detense n a análise d a serie “Gal icia Musical” pu blica n o Heral do Gall ego , Varela Silv ari co rrixe en p arte o esca so rigo r demostrad o noutro s escritos seu s, sobre to do con algú ns dato s precisos sobre a capel a musical d a catedral O legado mus ical de Cast o Sampe dro Folgar ( 1848 - 1937): o canto galego de t radición oral. 124 2.5.2 Alfredo Vicenti. Caso semel lante, mais sub stancialment e distint o, é a ausencia na CS de calquera referencia a Alf redo Vi centi Rey (Com postela 1850 – Madrid 1916) 143 . Lonxe de carecer os seus e scritos de rigor e valor histórico , entre a considerable produción xor nalística de Vice nti ab undan texto s q ue, no eido m usical, aín da carecendo de transcr icións, son verdadeiras a lfaias descritivas, observacións e definicións va rias de grande interese 144 . Desconcerta pois, non atopalo r ef er ido nin cando se trata de rexistros da CS qu e , en xustiza, docume ntou Vicenti 145 . “ […] Ello es , al llega r la noche del 30 de Abril, los labra dores preparan sus teas, las encienden, jú nta nse con los v ecinos a punto de media noche en el centro de la vega, y despu és, a todo correr, comienza su peregri nación de aparecidos. Los labrie gos de cada luga r dan primeramente tr es vueltas en derredo r de las hered ades propi a s sacudiendo sobre ellas l a s chispas de sus fachuzos, y pasan enseguid a la velad a haciendo lo mi smo con las ajenas. He aquí lo qu e van cantando sin inter rumpir su carrera ni sus infla madas aspersi ones: Alumea o pan , / Aluméao ben , / alumea o p an, / para o ano que v en. // Alumea o p ai: cada g ran un toled án. / Alumea o fil lo / cad a gran u n pan d e trigo . / El aire es lúgubre, sostenido, y como dirían los músicos, sfoga to. Los hombre s modulan triste y fuerte mente la compostelan a e na s descri cións - entre o formal, o poéti co e o reivindicativo - d a mui ñeira , a alborada , o a- la - lá , a gaita , a zanfona, etc., vid. Costa, L., La formac ión… , op. cit., pp. 119 - 121. 143 Vicenti con ta – estrañame nte para o que é hab itual en Galicia - con varias obr as de referencia sobre a súa vid a e influínte acti vidade co mo xornalista q ue comezou en Compostel a – nas páxinas d e El Diario de Santiago (1871 - 1878) e continuou, logo se r desterra do polo arcebis po compostelán Pay á, en Mad rid c omo colaborador , redactor, reda ctor - xefe e director sucesivamen te de La Ilustración Gal lega y As turiana , La Ilustr ación Cantábrica , El Globo , (1882 - 1896) e no prestixioso El Liberal , (aos que catapultou á primeir a liña do xornalism o español. Entre ou tras, foi fundador da p ioneira Asocia ción de la Pre nsa de Madrid e cola borou coa prensa g aleguist a, V.g., El Eco de Galicia (La Habana) ou Mondariz , La Te mporada de Mondariz , etc., vid. Durán, José Antonio, Galiciana Básica de Alfredo Vicenti. Poesía e Pr osa (1868 - 1916) , Madrid, Dep utación de Ponte vedra – Taller de Ediciós, 2001; Cores Trasmonte, Baldo mero, Alfredo Vicen ti. Vida y obra de un gran periodi sta , Madrid , Ediciones A sociación de la Prensa d e M adrid et a l ., 2009. 144 V.g., sobre os ceg os cantor es “[…]En la pro pia región en que los nat urales cesan de tutear a sus hijo s el día q ue ascien den ést os al s acerdocio , el p rincipal r epertorio de los ci egos qu e van mendigando y cantando por fe rias y romerí as consiste en un n úmero infinit o de tonadil las, enderezos y c opla s contra los señ ores ab ades […] “ . Ou , en tre tantos exe mplos p osibles, so bre o alalá: “[…] L o enton an al caer de la tard e, las mujeres qu e siegan y erba en las brañ a s, o que regresan al h ogar d etrás de las y unt as . / L amentació n sin pal abras, anu ncia bien la noche, una noche q ue puede ser eterna […]” de Vicenti, Alf redo, La provinci a de Pontevedra , Biblioteca de La Temporada de Mondariz , Mon dari z, Imprenta d el Establecimiento , 1908 , reproduci do en Durán, J. A., Galiciana Básica… op. cit. , pp. 247 - 293 , en e special o citado nas pp. 287 e 289. 145 Refer ímonos ao Re x. 0493. Na “Introduc ción” de F ilgueira ao CMG, I, p. 153 ("V éase Murguía, Galicia , pp. 181 - 183.”) . Nas anota cións á CCBP de 1910: “ Un canto de labra dores de Tierra de P adrón , que par ece resto d el cul to a Ceres, invocá ndola par a la seguridad y bondad d e la cose cha, lo recogió el dis tinguido letra do Sr. Rodríguez Cobián, y a él se refiere el Sr. Murguií en s u notable Historia de Ga licia ", CMG , I, p. 181 , s en referencia al gunh a a Vicenti. Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 125 primera copla, y los niños, con voz aguda, pero no menos quejumbrosa, repiten alternando las o tras dos, a ma nera de estr ibillo […]” 146 . Non temos dúbida q ue C. Sampedro coñecía a vida e obra de A. Vicenti. En primeiro lugar, po rque Sam pedro e Vicenti compartiron as p áxinas dunha relevante p ublica ción 147 da qu e, obviamente, tiver on mutuos exemplares. En segundo termo , pola tr a n scendencia xornalística da obra de Vicenti, a influenz a que acadou este n a Corte, e as causas co mú ns como foi o ap oio á Exposición Regional de Santiago , á creación da cá tedr a de lite ratura galaic o - portuguesa promovida para Víctor Said, etc., que trazan non pouc as amizades comúns na vida de ambos os dous: Isidoro Broc os, Jesú s Muruais, S aid Armesto, Daniel R . Castelao… os P einador, Murgu ía, Rosalía … En terceiro lu gar , que cronolóxic a e signific ativamente se ría a prime ira causa polo que nos de sconcerta atoparm os coa ausencia de Vicenti na CS, porque amb os os dous com partiron a pr imeira xuvent ude no mes mo espazo e tempo compostelán . Vic enti , es tudante no institu to (1865-1869 ) e logo na Facultade de Medic ina (1869-1872) , exerce en Compostela como destacado poeta e lí der indicuti ble do clu b republic ano, federal e a nticlerical n a cidade arcebispal. Así poi s , quiza is est a ausencia da obra de Alfredo Vic en ti na CS poda responder a un hipotético e máis qu e p robable enfrontamento polític o - relixioso 148 - ou mesmo persoa l - datable precisamente naqueles tempos de efervescenc ia xuvenil en Compostela e que o tempo non foi qu en de redimi r 149 . 146 Vicenti, Alfr edo, “La última noch e de abril ”, En las Orillas del Ulla (Perfiles gallegos) , orixinal pu blicado na ver sión que se edit ou en 1879 en La Ilus tración G allega y Asturiana , Reproduci do na edi ción de Durán, J osé Antonio, Alde as, Aldeanos y l abriego s en la Gal ic ia Tradicional , Madrid, Mi nisterio de Ag ricultu ra, Pesa y Alimentaci ón – Xunta de Galici a, 19 84, pp. 115 - 118, en es pecial o citado na p. 1 17. 147 Referímon os á Mondariz - Vig o - Santiago. Guia de l Turi sta . Madrid, Suceso res de Rivadene y ra, 1912, na que Sam pedro pu blica as “In dicacio nes epi gráficas de sde la Gu ardia á Santiago” pp. 58 - 69, vid. pp. 52 - 5 3 desta tese. En dita Guí a , afírmase: “De resu mir esos vari os aspectos se han en cargado , á instanci as d e los edito res, literat os y p ublici stas ilustres. Entre el los fi guran l a Condesa d e Pard o Bazán, Al fredo Vicen ti, R. Bal sa de la Veg a, Celso García d e la Riega, X [Casto Sampedro], Enrique Peinador Lines, etc” ., Mondari z - Vigo - Santiago, op. cit. p. 8, se ben n on se identifi ca en con creto cal fo i a contribuc ión de Vicen t i. 148 É o caso de M anuel Lag o na súa ép oca no xornal carlist a de Tui, La Integridad , v id. p. 355. 149 O desprezo ás acheg as dos au tores mái s destacad os do rex ionalismo fed eralista g alego, d e poder denom inalo así, foi exerci do por parte dos int elect uais re xio n alistas tant o lib erais (Man uel Murguía en L o s Precursor es , por ex emplo ) como trad icionali stas. A cuestió n é co mplexa e n os permit imos non prof undizar aquí s ubliñando, precisament e, o interesant e que resul ta comprobar na CS co mo Alfredo Vice nti fica ex cluído a p esares do seu inter ese. 2.6 Fontes cruz adas. Fontes cruzadas do cant igueiro da CS, capít ulo 2 . Os Precursores Rex. I. Hernández M. del Adalid Inzenga M. Valladares M. Murguía Outros , ata 1942 CMG 0003 CVNG nº 24 Arana, Monte s, Sampedro, Tafall, Braña y Muí ños non 0005 CS: 64/24 e Ayes Feijoo CF141 , Montes, Tafall , T - Bal 138 , Arana nº 29 nº 2 0012 CP, 2ª, nº 10 CVNG nº 18 sic Montes, Ar ana, Feijoo CF 128 non 0016 CVNG nº 16 Montes, Ar ana non 0018 CVNG nº 17 XIV CS: 64/24 HG, Alalá I Arana, M ontes, CF167, P edrell 220, Anónimos II e I II, T orner e Bal 83 n º 11 0027 XXXIX Arana non 0032 XXII Arana nº 13 0035 XV CS: 64/24 HG, Alalá II Montes, Ar ana, CF125, P edrell 217, Espinosa p. 34.6 nº 12 0038 IX e Ecos Arana, Anóni mo II, F dez. Espinosa 38. nº 15 0058 *CVNG nº 20 var* X e Ecos Montes, Ar ana, Anónim o II, Pedrell 241 non 0071 XXVI Montes, Ar ana, Pedrell 221 non 0090 CS: 64/24 e Ayes IGA e HG Arana, Feijo o CF 174, Anó nimo IV non 0091 CS: 64/24 e Ayes non 0092 XXXV Montes non 0105 XXXVI Montes non 0108 CS: 64/2 4 e Ayes non 0111 CP, 2ª, nº 10' sic Montes non 0117 XXVII Montes, Ar ana. non 0120 CS: 64/24 e Ayes non 0136 CS: 64/24 e Ayes non 0140 *XVII* CS: 64/24 e Ayes HG Cantinel a I Arana citado por Pedrell 176, T - Bal 309 non Capt. 2 Os precu rsores e a música da C olección Samped ro. 127 Rex. I. Her nández M. del Adalid Inzenga M. Valladares M. Murguía Outros , ata 1942 CMG 0145 CS: 64/24 e Ayes non, si CCBP 0146 RA 14 non 0147 XXV Arana cita Montes e Braña, Pe drell 274, Fdez Espinosa p. 5 1 non 0154 CS: 64/24 e Ayes non, si CCBP 0223 CS: 64/24 e Ayes Anónimo XV, T - Bal 651. Copia Arana, nº 68 vermello . nº 150 0228 RA 5 nº 152 0263 RA 11 non 0264 CVNG nº 21 sic Montes, Ar ana, Pedrell nº 273, Espin osa p. 74 nº 427 0286 RA 4 non 0296 XI nº 73 0298 XII nº 74 0387 CP, 2ª, nº 6 sic non 0389 CVNG nº 15 *IX só letra* Montes non 0414 RA 12 nº 251 0423 CS: 64/24 non 0427 XX CS: 64/24 e Ayes HG Arana, CF15 8, Torner - Bal 11 e 22, Espi nosa p. 61 nº 122 0454 CS: 59/17 nº 259 0469 RA 13 nº 277 0477 CS: 64/24 non 0551 RA 8 non 0559 RA 3 non 0560 RA 7 non 0561 RA 2 non 0562 RA 1 non O legado musical de Casto Sampedro Folgar (1848 - 1937) : o canto galego de tradición oral. 230 romeiros a Sto. Andrés de Teixido, adscríbense tres cántigas. Destaca Santiago de Compostela con sete ítems; s en contar coa marcha das chirimías. Betanzos en dúas ocasións. Cada un seu tema en Rianxo, Arzúa, Irixoa, Carnota - o alalá do Pindo- e, finalmente, A Coruña capital, referenciada esta fóra da CS na McAT nº 108. Lámina 4 .9 Un dos temas da McAT, o nº 108, que non ten paralelo na CS. Vid. Rex. 02 61 como este tema si conta na CS con outra s versións, entr e elas a do McAT nº 59. Da provincia de Pontevedra 28 cántigas, ningunha da man do propio Montes. Así a todo, Soutomaior, Forcarei, Salvaterra, Tomiño e A Guarda estan representados con un tema por concello. Dous temas proceden de Lalín, Mos e Cangas. Catro temas indican Redondela e da Boa Vila sinálanse cinco cántigas 61 . Á comarca do Deza adscríbense dous ítems, á Ulla tres, e outros tres temas proceden de Budiño , a parroquia de Salceda ou a do Porriño? 62 . Os restantes temas do arquivo musical reu nido por Juan Montes, agás o que se adscribe ao Bierzo 63 , fican sen poder acreditar se a súa procedencia xeográfica. A dispersión xeográfica que mostra o arquivo de Montes, e que observamos no mapa adxunto, obedece pois á confluencia de varios factores. A s recollidas que o propio músico fixo nos seus desprazamentos profesionais e privados -o canto recollido en Céltigos, no seu balneario, tal e como ten subliñado Varela de Vega 64 - me stúranse coas procedencias dos informantes que oíu sen necesidade de saír de Lugo e coas que recibía dos amigos e colaboradores, caso pontevedrés. Así, resu lta Rianxo: Rex. 00 61. Arzúa: Rex. 0063 . Irixio: Rex. 0440. Carnota: Rex. 0043 e A Coruña: Rex. 0261.0 sen cop ia na CS. 61 So utomaior: Rex. 0137 . Forcarei: Rex. 0375. Salvaterra: Rex. 0053. Tomiño: Rex : 0106. Lalín: rex. 0278 e 0279. Mos: Rex. 0085 e 0210. Cangas: rex. 0118 e 03 78. Redondela: rex. 00 33, 0214, 0218 e 0270. Pontevedra: Rex. 0 105, 0253, 0274, 060 3 e con dúb idas a 0284. 62 Deza: Rex. 0001 , 0089. Ulla: Rex.0005, 0018 , 0035 . Budiñ o [¿Salceda ou Porriño? ]: Rex. 03 47, 0349 e 0368. 63 El Bierzo: Rex. 0147. 64 Juan Bautista, Varela de Vega, Juan Montes... o p. cit. , pp. 3 71- 382. Capt. 4 O labor folclórico musical de Juan Montes 231 interesante subliñar a procedencia de só aquelas c ántigas recollidas por Montes, incluíndo as dubidosas, probablemente da súa man, son os Rex. que se indican:  Allariz: Rex. 0139.  Arzúa: Rex. 0063.  Bande: Rex. 01 03 e 0236.  Chantada: Rex. 0082, 0 203 e 0412.  Lugo: Rex. 00 20, 0022, 0079 , 0206, 0212, 0267, 0324, 04 66, 0467 e 0499. Lugo, ‚n a ponte‛: Rex. 0233. Lugo, proximidades : Rex. 0024 , 0101, 0121, 02 38, 023 9 e 0258 . Lugo, lugar de La vandeira [A Pen a] : Rex. 0029 e 0066. Lugo, lugar de Mole: Rex. 0031. Lugo, pregón de du lces en Castilla : Rex. 0402. Lugo ou Gunt ín, Chantada en CMG , aldea de Pallare s: Rex. 00 30 e 0057.  Maside: Rex. 0719.  Mondoñedo: Rex. 00 08, 0130 e 0326 .  Ourense: Rex. 0373 .  [Samos] Lóuzara: Rex. 0634.  Santiago de Compost ela: Rex. 0665.  [Sarria, Veiga] Céltigos: Rex. 0036 .  Triv es [ Pobra de , ou comarca de]: Rex. 0059.  Valdeorras [O Barco ou comarca de ?] : Rex. 0104, 0124 e 0458.  Vilalba: Rex. 0081 , 0433 e 0435.  Comarca do Ribeiro: Rex. 0096 . Limia [Xinz o ou comarca?]: Rex. 0266. Provincia de Ourense: Rex. 0112 ; sen especificar procedencia xeográfica : Rex. 0046, 0072 , 0318, 0332, 036 7, 04 39 e 0672 . 4.3 Aproximación a Juan Montes como folclorista. Certamente non resulta doado achegarse á faciana etnomusical dun personaxe que , exceptuando bre ves anotacións, apuntamentos e referencias de terceiros 65 , non deixou escrita reflexión ou tratado algún ao respecto. Estimamos probable que no seu ánimo, transcorridos os anos, si tería agromado ese discu rso; explicaríase así a propia existencia dun arquivo que, evidentemente, a Montes non lle era preciso – como tal compendio de música- para compoñer ou inspirarse. Con 65 “Respecto á Montes, veremos si en posteriores apuntes que me tiene ofrecido se repite la coincidencia de las cadencias p lagales […] y desde luego puedo asegurarle qu e existen diferencias entre el modo, tempero ó xeito de la música de la provincia de Lu go y las o tras de Galicia, lo cual es un dato mu y estimable y di gno de estudio”, carta de Arana a Sampedro con d ata do 26 de xuño de 1895. Fonte: CS: 66/7/1 1, vid. Doc., carta 1 7. O legado musical de Casto Sampedro Folgar (1848 - 1937) : o canto galego de tradición oral. 232 todo, como apuntamos, entre os temas do arquivo de Montes, hai detalles dignos de consideración que delatan a potencialidade do mestre. Un bo exemplo son os dous temas de Isidoro Hernánd ez que a Montes, precisamente informado por Arana – que n, lembremos, á súa vez se documenta ao respecto por Casto Sampedro- interésanlle en comparación co a melodía semellante editada por Marcial del Adalid. Véxase como Juan Montes anota o de Adalid e o de Hernández a seguir o un do outro, en evidente cotexo: Lámina 4.10 Reprodución do McAT nº 26 e o nº 27 sendo os dous primeiros sub-números do Rex. 0012. O nº 28, vid. Rex. 0111, forma parte coa ante rior d o mesmo Canto popular de I. Hernández. Son varios os exemplos nos que se docum enta un Montes respectuoso ante o ítem recollido ou recibido. Fai modificacións, como era norma, reescribindo temas mais significativamente deixando constancia de como estaba ou como foi oído:  En McAT nº 34, Rex. 0608, indica: El siguiente lo tiene S. Pedro en el compás de 2/4 , para de seguida es cribilo en 5/4.  No documento McAT nº 39 , Rex. 0040 , indica: Estaba en compasillo el siguiente para a continuación copiar a transcrición sen compasar (aínda que mant endo as liñas divisorias dun implícito 2/4).  Á cabeceira do McAT nº 45 , Rex. 00 75, Montes advirte: Estaba en 3/8 para escribilo en 6/8.  Lo creo mejor en 2/4 , en McAT nº 53, Rex. 013 7, cando o escrito figura en c. de 4/4 . Lámina 4.11 Reprodución do íncipit do McAT nº 53 coa not a “Lo creo mejor en 2/4” .  En McAT nº 54, Rex. 0 378, indica: Estaba en 3/4 para copialo e n 5/4. Capt. 4 O labor folclórico musical de Juan Montes 233  McAT nº 71, Rex. 0047, na cadencia diferencia entre un Venía así e o engadido co a advertencia: Será mejor así .  En McAT nº 78, Rex. 0603, escribe a música en compás de 3/4 o que nun p rincipio, tal e como o indica: Estaba en 2/4 .  McAT nº 79, Rex. 0085, creo mejor suprimir los calderones .  McAT nº 92, rex. 0079 , conforme la oí cantar vs. como creo deba ser . Lámina 4. 12 Reprodución remate McAT nº 92. No superior "conforme la oí cantar", no pentagrama inferior anota unha variante baixo a advertencia "como creo deba ser". Escapa así Montes de modificar en algo o que escoita e transcribe tam én a súa opinión. Entre os moitos aspectos subceptibles de análise, temos que recoñecer que o uso das indicacións metronómicas como indicador do tempo é , para nós, e logo non poucas reviravoltas, cuestión inaclarable. O uso do metrónomo, como acontece en Arana, úsase nalgúns ítems, ma is non a cadamos comprender porque non é indicación sistemática. Tampouc o de quen dos dous parte a medición, quizais, case nunca tomada directamente. Máis importante resulta subliñar como Montes desvélase interesado nunha parte moi concreta da música de tradidión oral. Coma se fuxira de muiñeiras, alboradas, pasacorredoiras e demais repertorio instrumental que podería ter transcrito, sen maior esf orzo, achégase case en exclusiva ao cantigueiro. As cento coarenta e catro cántigas coas que estamos a voltas neste capítulo, supoñen o 98’9 % do total do seu arquivo folclórico musical reconstruído. É máis, dentro do ca ntigueiro, Montes prima o estu do musical das melodías, descoidando o literario tal e como sinala o feito de que o texto das cancións só se escribe en cincuenta e oito ocasións. 4.3.1 Datación e informantes da colección. O arquivo folclórico de Montes, en comparación coas compilacións doutros dos personaxes investigados, e dadas as circunsta ncias da sú a morte, tiña desde un principio da nosa investigación o interese engadido de ter sido elaborado, con toda seguridade, antes da chegada do séxulo XX. O legado musical de Casto Sampedro Folgar (1848 - 1937) : o canto galego de tradición oral. 234 Morto en 1899, e vista a carta de 1892 a Sampedro de sculpándose por non ter arquivo folclório que ofertar, a banda cronolóxica da derradeira década do século XIX perfilaba a cronoloxía do reunido por Montes cunha marxe de erro ben escasa. Xa co análise e cruce de datos das fontes Arana e Sampedro contrastadas, podemos precisar, na maior parte dos c asos sen dúb ida, polo me nos o ano concreto en que cada tema foi transcrito. Así facémolo en cada un dos Rex. do cantigueiro, vid. Docume ntario. En sintonía coa datación vista en Arana, son os anos 1895 e 1896 os que maior número de transcricións rexistrou. En canto aos informantes, Montes non coida, como non facía Arana, os detalles do seu rexistro. Asemade das excepcións xa vistas -a cuadrilla de se gadores no camiño de Coruña a Compostela (Rex. 0064) e dos romeiros de Santo Andrés de Teixido (Re. 0064), am ba s as dúas referencias apuntadas por Varela Lenzano e Arana, respectivamente, resulta significativo que Montes acredite só aqueles datos excepcionais -é dicir, ítems non cantados por mulleres- como é a referencia ao alalá de céltigos, Rex. 0036: Anoche, á las 10, oí r cantar á un chicuelo, con hermosa voz de contralto, ese alalá, en el mismo ton en que va escrito 66 e a propia do canto do tolo de Castro de Maside, Rex. 0719. Lámina 4 .13 Reprodución McAT nº 10, “Canto del loco de Castro de Maside”. 66 A frase entre comiñas é de Montes. Carta de Arana a Sampedro do 2 de setembro de 1 895, CS: 66/7/17, vid . Doc., carta . Capt. 4 O labor folclórico musical de Juan Montes 235 4.3.2 Xéneros detectados. Atendendo aos criterios establecidos para a clasificaci ón do cantigueiro de tradición oral galego, os xéneros presentes na colección folclórico musical de Juan Montes e a súa cantidade de ítems son os seguintes. CANTIGUEIRO DE MONTES, xéneros Xénero Nº temas A.1 Alalás 22 A.2 Alalás - cantares 19 A.3 Cantares - cantinela s 21 B.1.1 Pseudo - romances 0 B.1.2 Romances vellos 1 B.1.3 Romances novelescos 2 B.1.4 Romances de cegos 6 B.1.5 Cantares de cego na Porta Sa nta 2 B.1.6 Cantares de cego 19 B.2.1 Cantares de cego dialogados 3 B.2.2 Desafíos 0 B.3 Enumerativas 0 C.1.1 Labores no lar, arrolos 0 C.1.2 Labores no mar, na seca 0 C.1.3 Labores no campo 4 C.2.1 Transportistas, boieiros , arrieir os … 10 C.2.2 Oficios artesáns , canteiros. 1 C.2.3. Pregóns e anuncios 3 D.1.1 Nadal, Noiteboas 1 D.1.2 Nadal, xa neiras e aninovos 2 D.1.3.Nadal, Agui naldos 9 D.1.4 Nadal, R eis 3 D.2 Cantos de Entroido 0 D.3 Semana Santa 0 D.4 Do mes de maio 1 D.5 Paralitúrxicas 0 D.6 Misas de ga ita 0 D.7 Cantos de romarías 2 D.8 Cornetadas 0 [Document text truncated for crawler view.]