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Tomilhos espontáneos de Portugal

Proença da cunha, A.,Salgueiro, L. R.,Odete, R. R.

Full text

TOKILHOS ESPOHTAHEOS DE PORTUGAL , A. PROEN<iA DA CUNHA, LIGIA R. SALGUEIRO e ODETE R. ROQUE Cen o de Es udos F'a maceu icos Labo a ó io de F'a macognosl.a Rua do No e -3000 COIMBRA -PORTUGAL lU'!:SUKO Ap esen a-se u na pano amica ge al do abalho de in es igaqao que e nos indo a ealiza sob e omilhos espon aneos de Po ugal, 'ocando-se a e isao axonómica que pe ml. iu assinala mal.S um omilho pa a Po ugal 'l'hymus p aecox subsp. b l annJ.cus e o es udo da composiqao dos óleos essenciais das 11 espécl.es hOJe l.ndicadas pa a Po ugal. Pa a além da p ospecqao lo is .l.ca e elabo aqao de mapas de manchas, pudemos ambém ca ac e iza em '( espécies os seguin es quimio l.pos: 'l' h. mas lc hJ.na subsp. linalol e l,8-cineoljlinalol. mas lc hlna: 'l'h. zygls subsp. syl es ls: l,8-cineol, linalol, imol, ca ac ol, ge anioljace a o de ge anl.lo, l,8-cineolj imol, a- e pl.neoljace a o de l imol e l,8-cineoljlinalol/ll.mol. 1,8 -cineo ljll.nalo 1, e penl.lo, l1.nalolj 'l'h. ZyglS subsp. zyglS: imol, moljca ac ol e ace a o de ge anl.lo/ge anl.ol. 'l'h. pulegloJ.des: l.mol, ca ac ol, c ol e ace a o de ge anl.lojge anl.ol. ca ac ol, i- imoljca a- 'j' h. 1110sus sUbsp. lllosus: p-Cl.menojbo ne- 01 e p-cl.menojcan o a. '1' h. campho a us: l,8-cineol, ll.naloljace a o de linalilo, can 'eno/bo neol, can eno/l,8-cl.neoljbo neol, a:-pi neno/linalol e a-pinenojl,8-cineol. 'l' h. capl ella us: l.,Ü-cineol, can enojl,8-cl.neol/ /bo neol e linaloljace a o de l.lnalilo. Pala as cha e: sencial.s; omilhos. I / RESUME '1'hymus; qUl.mio l.pos; óleos es- On donne les p incipaux ésul a s de l'in es iga ion éalisée au Labo a ol. e · de l-'ha macognosl.e su les hyms spon anés au l-'o ugal: La é ision axonoml.que, que nous a pe ml.s de sl.gnale pou Po ugal un au e hym: 'l'hymus p aecox subsp. b l an nJ.c us. Des ca es de dl.s l.bui ion. 367 L'e ude de la composi ion des hulles essen ielles des especes spon anes du Po ugal. {ous a ons aussi dé e miné les chimio ypes sUl. an s: T h. mas lc hlna subsp. mas lc hlna: 1,8-cinéol, linalol e 1,8-cinéol/linalol. T h. zygls subsp. sy l es ls: linalol, hymol, ca ac ol, gé anyol/ace a e de ge anyle, 1,8-cinéol/linalol, 1,8-cinéol/ hymol, a- e pinéol/acé a e de e penyle, linalol/ / hymol e 1,8-cinéol/linalol/ hymol. Th. zygls subsp. zygi.s: hymol, ca ac ol, hy- mol/ca ac ol e acé a e de gé anyle/ge anyol. Th. pulecloldes: hymol, ca ac ol, hymol/ca a- c ol e ace a e de gé anyle/gé anyol. T h. illosus subsp. 111osus: p-cymene/bo néol e p-cymene/camph e. Th. campho a hus: 1,8-cinéol, linalol/acé a e de linalyl, camphene/bo néol, camphéne/l,8-cinéoljbo néol, a-pi nene/linalol e a-pinenejl,8-cinéol. T h. capl ella us: l,8-cinéol, camphene/l,8-cinéol/ /bo néol e linalol/acé a e de linalyl. Mo s Clés: Thymus; chimio ypes; huiles essen iel- les; Thyms. ll!lTRODU�AO o géne o T hy mus L. es á ep esen ado em Po ugal po á ias espécies, sendo a maio ia endemismos l.bé icos e po ugueses, alguns de g ande di usao no nosso país e ou os de localizaqáo mui o es i a e conside ados a os. Os objec i os des e abalho sao, undamen almen e, os seguin es: De e mina a composlqao dos seu s óleos essenciais. �aze a e l.sio axonómica do e e ido géne o em l'o ugal. 'l' a a-se, com e ei o, de um géne o com mUl. as espécies e subspécies, algumas com ele ado polimo l.smo e. ainda, com a ca ac e ís ica de hib ida em acilmen e en e si, o que o na di "ícil a espec i a axonoml.a. Res e sen ido, e nos indo a· · e e odo o ma e ial exis en .e nos á ios he bá ios po ugueses, o que nos pe ml. iu eclassi ica di e sos exem pIa es e assinala um omilho no o pa a Po ugal: '1' h. p aecox L. Opiz subsp. b i annlcus, (Ronninge ) Holub., o que amplia o núme o de espécies e±e l.das na lo a po uguesa de 10 pa a 11. Es e ma e ial encon a-se deposi ado no he bá l.o da ¡"aculdade de Ciencias de Lisboa e oi colhido na Se a da Es ela. É um omilho pe encen e á secqao se py llum, que em Po ugal apenas comp eendia '1' h. pulec loides L .. l'a a a Península Ibé ica nicus es á Co dilhei a assinalado Cen al e sé nas Sis ema T h. p aecox subsp. b i an al as mon anhas dos Pi inéus, Cen al. A oco éncia des e 368 axon no opo da Se a da Es ela amplia. des e modo. a espec i a á ea de dis ibui<;ao. Assim. o es udo de ma e l.al de he bá io pe mi iu conhe ce a localiza<;ao des as plan as. le ando á elabo a<;ao de ma pas de dis ibui<;ao des es axa em Po ugal. Es es dados ém con ibuido pa a o le an amen o lo ís ico com is a a elabo a<;ao de mapas de manchas e a ecolha de ma e ial ege al pa a es udo. Como plan as a omá icas que sao. o ou o objec i o undamen al des e abalho. como já e e imos. diz espei o a análise dos espec i os óleos essenciais. que es ao pouco es udados. pa icula men e os dos endemlsmos po ugueses. No Labo a ó io de Fa macognosla da Faculdade de Fa mácia de Coimb a já em 1945 se ealizou abalho de in es iga<;ao. que o lgl.nOU a disse a<;ao de dou o amen o do P o esso ALOÍsio FERNANDES COSTA (1). sob e a composi ;ao dos óleos essenciais de alguns omilhos po ugueses pelos mé odos classicos. pelo que o abalho que e nos lndo a desen ol e con inua esse es udo. ago a endo em con a os mode nos mé odos analí icos (CG. CG-MS e 13C-RMN). Dado que o géne o 'I'hymus ap esen a. no malmen e. polimo ismo químico em ela<;ao aos espec i os óleos es sen clais. es e es udo pe mi iu ambém a iden i ica< ao e ca ac e lZa< aO de quimio lpoS pa a cada axon. Pa a isso. além da análise dos óleos eSSenCl.alS p o enlen es de amos as colec i as ( ep esen a i as de u na dada zona), ém sldo ambém es udadas ele ado núme o de amos as lndi iduais pa a cada axon e pa a cada egülo. 'l'endo em con a o g ande núme o de amos as des lladas em apa elho de des ila' ao pilo o. que em um endimen o seme lhan e a apa elho indus lal. es e es udo pode á ambém con lbui pa a a elabo ao;:a'o de no mas de qualidade pa a es es óleos essenclais (2). Ainda. com is a a u na explo ao;:a:o indus ial des es óleos. e nos ido a colabo a< ao de Di ec< oes Regionais de Ag lcul u a. no sen ido de se em ei os es udos cul u ais pa a u na subs i ui<;ao do ma e ial ege a l o espon aneo pelo cul i ado. após con enien e selec< ao. RESULTADOS E COIICLUSÓES Resumidamen e. pa a cada axon ap esen amos b e es con side a< oes sob e a sua dis ibui< ao em l'o ugal e ela i amen e. aos espec .l os óleos essenclals. .lndicamos os cons i uin es mais ca ac e ís icos e os qUlmlo ipos a é ago a po nós iden i icados (3-10). 'l'h. mas ichina (L.) L. subsp. mas ichina é o axon de maio di usao e dis ibui<;ao em Po ugal. o mando g andes manchas de no e a sul. E um endemismo ibé ico. O óleo essencial des e axon ca ac e iza-se po e ele ada pe cen agem de 1.8-cineol. De e e i que ambém iden i icamos pa a 'l'h. mas .ichina os quimio ipos linalol e 1.8-cineol/linalol. É. con udo. o quimlo ipo 1.8-cineol o 369 mals ep esen a i o em Po ugal, con a iamen e ao que SÍLVIA FRAZAO e col. (11) e e i am, pelo ac o de .apenas e em es udado es as plan as na Se a da A ábida e Sesimb a, egioes onde sao equen es os quimio ipos linalol e 1,8-ci neol/linalol. Ho en an o, dado o ele ado núme o de plan as po nós já es udadas em odo o Pais, podemos a i ma que o óleo essencial de T h. mas ie hina de Po ugal é do ipo cineólico, com excepqao da zona da A ábida e Sesimb a (12). T h. albieans Ho manns. & LinK é um endemismo ibé ico de localizaqao mui o es i a em Po ugal, apenas no Alga e, ege ando em pequena quan idade. É u na plan a mui o pa ecida com T h. mas ie hina. Pa a além des a g ande semelhanqa mo ológica, há, igualmen e, semelhanqa na composiqa:o dos espec i os óleos essenciais, ca ac e izan do-se T h. albieans po e semp e óleo essencial com eo es mui o ele ados de 1,8-cineol. Pa a es e axon nunca encon ámos os quimio ipos linalol e 1,8-cineol/linalol. T h. ea nosus Boiss. é ambém um endemismo ibé ico, de 10calizaqiÍo exclusi a nas dunas das p aias. Exis e em Po ugal nas p aias do sul e sudoes e. O espec i o óleo essencial ca ac e iza-se po e semp e alo es mui o ele a dos de can eno e de bo neo!. Th. zygis Loe l. ex L. es á ep esen ado em Po ugal pela subsp. zygis no no e de Po ugal, onde o ma g andes manchas e pela subsp. syl es is (Ho manns & LinK) B o . ex Cou inho na zona cen o de Po ugal. Ambos os axa em polimo ismo quimico, no en an o Th. zygis subsp. syl es is é mais polimó ico. A é ao momen o oi possi el ca ac e iza mos os seguin es quimio ip.os em Thymus zygis subsp. syl es is: linalol, imol, ca ac ol, ge aniol/ace a o de ge anilo, 1,8-cineol/Hnalol, 1,8-cineol/ imol, a- e pineol/ace a o de e penilo, linalol/ / imol e 1,8-cineol/linalol/ imol; e pa a 7'hymus zygis subsp. zygis os seguin es quimio ipos: imol, ca ac ol, imol/ca ac ol e ace a o de ge anilo/ge aniol. T h. puleg ioides L. ege a em Po ugal apenas no no des e, em zonas húmidas. É um axon que ambém ap esen a polimo ismo quimico. Es e omilho em os mesmos quimio ipos que Th. zygis subsp. zygis: imol, ca ac ol, imol/ /ca ac ol e ace a o de ge anilo/ge aniol. Apesa de T h. pulegioides e u na g ande di usao na Eu opa, e e sido objec o de es udo em á ios paises, nunca inha sido e e ido pa a es e axon o quimio ipo ace a o de ge anilo/ge aniol, po nós ecen emen e iden i icado (13). T h. caespi i i.us B o . em u na dis ibuiqáo no cen o e no e de Po ugal, sendo pa icula men e impo  an e a no e. Ca ac e iza-se po e óleo essencial com alo es m ui o ele ados de a- e pineol. Assinalámos ambém no no e de Po ugal um hib ido en e Th. pulegi.oi.des e Th. zygi.s subsp. zygi.s, que náo es a a ainda e e ido pa a Po ugal: T h. x ie iosoi. (pa u) Mo ales. T a a-se de um hib ido que esul ou de T h. zygi.s subsp. zygis, que naquela egili'o (Se a da Hoguei a) se ca ac e iza po e óleo essencial do ipo ca ac ol e de 370 T h. puleg ioides, ipo imol. O e e ido híb ido pa a além de e um aspec o mo ológico semelhan e a Th. zygis subsP. z y g is, em ambém algumas ca ac e ís icas de T h. pulegioides, pa a além do seu óleo essencial e u na composi<;ao química in e média en e os p ogeni o es ( imol jca ac ol). Também um cons i uin e mino i á io (3-J2-oc .a nona) que é ca ac e ís ico só de T h. puleg ioides (2 a 8;1,) apa ece no óleo essencial de T h. x iciosoi (2 a 5;1,), o que ambém con" i ma a o igem híb ida des e omilho (14). Res a-nos e" e i os endemismos po ugueses: T h. illosus L. subsp. illosus é um axon com dis ibui<;ao pa icula men e ci cunsc i a á zona cen o de Po ugal, e no malmen e de pequena di usao. Em elaqao ao seu óleo essencial oi pOSSl el ca ac e iza a é ago a os quimio ipos p-cimenojbo neol e p-cimenojcán o a. T h. campho a us Ho " manns. & Link é um endemismo da zona sul e sudoes e de Po ugal. Os quimio ipos iden i i cados a é ao momen o sao os seguin es: 1,8-cineol, linalolj jace a o de linalilo; Gan" enojbo neol; can enojl,8-cineolj jbo neol; cx-pinenojlinalol e cx-pinenojl,8-cineol. T h. capi ella us Ho manns. & Link é uma plan a de g ande di" usao, o mando po ezes g andes manchas. Vege a pa icula men e nas zonas dos es uá ios dos ios TeJo e Sado. Foi possi el iden i ica os seguin es quimio ipos: 1,8-cineol; can enojl,8-cineoljbo neol e linaloljace a o de linalilo. O quimio ipo 1,8-cineol é no en an o o p edomi nan e. Finalmen e Th. lo ocephalus G. López & R. Mo ales, plan a conside ada a a, pois em uma á ea de dis ibuiqao mui o pequena, apenas no Alga e e só nos a edo es de Fa o e Loulé, semp e em pequena quan idade. O seu óleo essencial ca ac e iza-se po e alo es ele ados de l,8-cineol. Nes e momen o es ao a se es udadas um maio núme o de amos as, a im de se e i" ica a exis éncia de quimio ipos. Finalizamos, e" e indo que o es udo dos quimio ipos ainda nao es á e minado, pois con inua em cu so a análise de amos as ob idas es e ano e e en es a zonas onde ainda nao inha sido possí el ob e ma e ial, pelo que ou os quimo ipos pode ao se Iden i icados. De assinala que a maio ia des es quimio ipos aqui ap esen ados, pa icula men e pa a os endemismos po ugueses, sao e e idos pela p imei a ez. .,.. REFERENCIAS Fe nandes Cos a, A.· -AIgumas esséncias de T hy mus L. Disse a<;ao de Dou o amen o. Coimb a, (1945). 2 Salguei o, L.R., Roque, O.R. & P oenqa da Cunha, A. -"Con ibu ion o he s anda diza ion o he essen ial 011 o Thymus zygis subsp. zygis hymol ype om Po u gal". in Fi s Wo ld Cong ess on Medicinal and A oma ic Plan s " o Human Wel" a e. Maas ich, Ne he lands, Julho, 371 (1992). � l<oque, O.l<. & Salguei o, L.l<. esseneial de 'l'hymus zygls subsp. de Souselas-Coimb a". Bol. 1'"ae. Fa m. (1987). "Compos1qao syl es ls da Coimb a 11 (4): do óleo egiao 41-50, 4 Salguei o. 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