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Vandalismo na escola : proposta de um modelo de avaliação do estado de conservação ambiental

Longhinotti Felippe, Maíra; Kuhnen, Ariane

Abstract

Como ponto de partida para o estudo das relações humano-ambientais envolvidas no comportamento de vandalismo escolar, propôsse um método de avaliação do estado de conservação ambiental a partir da técnica de observação de vestígios ambientais. Foram construídas três escalas para avaliar, respectivamente, a integridade de três dimensões físicas da edificação: revestimentos, elementos acessórios e essenciais. As observações realizadas em uma escola pública de Florianópolis (Brasil) revelaram um pior estado de conservação em revestimentos. Uma análise comparativa entre avaliações realizadas antes e depois da pintura de paredes indicou a mesma relação de conservação entre os setores, sugerindo que certos lugares, por seus atributos físicos e psicossociais, atuam como facilitadores da depredação. A construção de escalas de avaliação do estado de conservação ambiental mostrou-se frutífera por permitir a comparação entre ambientes, inclusive em períodos de tempo diversos, dando possibilidade a análises relacionais envolvendo variáveis interessantes ao estudo do comportamento de cuidado ambiental

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Quade ns de Psicologia | 2011, Vol. 13, No 1, 63-79 ISNN: 0211-3481  h p://www.quade nsdepsicologia.ca /a icle/ iew/910 Vandalismo na escola: P opos a de um modelo de a aliação do es ado de conse ação ambien al School Vandalism: P oposal o a model o e alua e he s a e o en i onmen al conse a ion Maí a Longhino i Felippe A iane Kuhnen Uni e sidade Fede al de San a Ca a ina Resumen Como pon o de pa ida pa a o es udo das elações humano-ambien ais en ol idas no com- po amen o de andalismo escola , p opôs-se um mé odo de a aliação do es ado de conse - ação ambien al a pa i da écnica de obse ação de es ígios ambien ais. Fo am cons uí- das ês escalas pa a a alia , espec i amen e, a in eg idade de ês dimensões ísicas da edi icação: e es imen os, elemen os acessó ios e essenciais. As obse ações ealizadas em uma escola pública de Flo ianópolis (B asil) e ela am um pio es ado de conse ação em e es imen os. Uma análise compa a i a en e a aliações ealizadas an es e depois da pin- u a de pa edes indicou a mesma elação de conse ação en e os se o es, suge indo que ce os luga es, po seus a ibu os ísicos e psicossociais, a uam como acili ado es da de- p edação. A cons ução de escalas de a aliação do es ado de conse ação ambien al mos- ou-se u í e a po pe mi i a compa ação en e ambien es, inclusi e em pe íodos de em- po di e sos, dando possibilidade a análises elacionais en ol endo a iá eis in e essan es ao es udo do compo amen o de cuidado ambien al. Palab as cla e: Vandalismo Escola ; Obse ação Di e a; A aliação Ambien al; Cuidado Ambien al Abs ac As a s a ing poin o he s udy o he human-en i onmen al ela ionships in ol ed in he beha io o school andalism, i has been p oposed a me hod o e alua e he s a e o en i- onmen al conse a ion h ough he obse a ion o physical aces. We ha e buil h ee sco e scales o e alua e he in eg i y o h ee physical dimensions o he building: coa - ings, accesso ies and essen ials elemen s. The obse a ions ca ied ou in a public school in Flo ianópolis (B azil) e ealed a wo se s a e o conse a ion o he coa ings. The compa a- i e analysis be ween e alua ions made be o e and a e he pain ing o he walls ha e in- dica ed he same ela ionship o conse a ion among sec o s, sugges ing ha de e mined places ac as acili a o s o dep eda ion by hei physical and psychosocial ea u es. Mo e- o e , he use o sco e scales o e alua e he s a e o en i onmen al conse a ion has been showed o be use ul as i allows he compa ison o di e en en i onmen s, e en a di e - en pe iods o ime, gi ing also he possibili y o ela ional analysis in ol ing pa ame e s o in e es o s udy he beha io o en i onmen al ca e. Keywo ds: School Vandalism; Di ec Obse a ion; En i onmen al E alua ion; En i on- men al Ca e Longhino i Felippe, Maí a y Kuhnen, A iane h p://quade nsdepsicologia.ca 64 Os a os de iolência na escola ci cunsc e em- se a um conjun o de compo amen os de ag essão, imp uden es ou p oposi ais, con a indi íduos e o pa imônio cons uído (As o & Meye , 2001; La e man, 1999). Incluem ações que se e le em em danos ísicos e/ou psico- lógicos a pessoas — como in imidações, po e de a ma, assassina o, ag essão sexual, co po- al e e bal — e danos à p op iedade, como esul ado de dep edação. Embo a as ag es- sões que coloquem em isco a ida das pesso- as ecebam a enção especial, são as o mas mais b andas de danos que in eg am em mai- o pa e o conjun o de ações iolen as no meio escola (As o & Meye , 2001), susci an- do p eocupações em azão da equência com que oco em e a ab angência com que a in- gem os con ex os mais di e sos. 1 Pa a É ic Deba bieux (2002), no meio escola , a iolência se mani es a sob a o ma de inci i- lidades. Elas não são necessa iamen e os c i- mes e deli os do modo como se conhece em cená ios mais ge ais, mas um conjun o de ansg essões a uma o dem p e iamen e es a- belecida que aca e a, além dos danos o iun- dos di e amen e do a o in a o , o sen imen o de insegu ança, deso dem e ins au ação do caos. De aco do com o au o , são inci ilida- des, en e ou os, as indelicadezas, os desa- ca os, a impolidez, as ag essões ao bem es a do ou o e da con i ência comum e o anda- lismo, desc i o po A nold Golds ein (1996, 2004) como um compo amen o in encional que le a à des uição ou à des igu ação de um ambien e ísico de p op iedade alheia. As duas p óximas seções ap esen am uma e isão de li e a u a sob e o ema, com o obje i o de o nece subsídios à concepção de andalismo como e en o esul an e da elação es abele- cida en e as pessoas e seu ambien e ísico- social, concepção es a que guiou o es abele- cimen o dos obje i os de pesquisa expos os na con inuação. Ci cuns âncias e E en os Relacionados ao Vandalismo Escola Em ge al, as pesquisas sob e o andalismo e a iolência nas escolas assumem ês o igens pa a as ci cuns âncias p edi o as do compo - amen o de ag essão. Há modelos que com- p eendem a o igem e o desen ol imen o da ação como in ínsecas ao indi íduo ag esso , 1 Agência de pa ocínio: Coo denação de Ape eiçoamen- o de Pessoal de Ní el Supe io - CAPES que age em unção de mo i ações, p edispo- sições e qualidades pessoais; modelos que, em ou a di eção, a ibuem às ca ac e ís icas do ambien e ísico e/ou social a causa do compo amen o; e, po im, aqueles que comp eendem o a o de ag essão como e en o esul an e da elação pessoa-ambien e, sob e o qual incidem mo i ações de i adas an o de qualidades pessoais, como de aspec os ca ac- e izado es do con ex o no qual o indi íduo es á inse ido (Golds ein, 1996). Es e úl imo modelo, cen ado em aspec os da pessoa e do ambien e, ende a uma pos u a causal mul idi ecional em elação ao enôme- no. Isso signi ica conside a que nem as quali- dades indi iduais, nem as ca ac e ís icas am- bien ais de e minam po si só a ação, uma ez que pa a es a conco em múl iplas condi- ções de na u ezas di e en es. Tal pe spec i a en ende que ci cuns âncias p edi o as de andalismo e iolência não são de e minis as, sendo na e dade acili ado as do compo a- men o. Ao conside a que mais a o es con i- nuamen e in luenciam a ação, assume que nem semp e ci cuns âncias especí icas esul- a iam e dadei amen e no e ei o espe ado. Den e os aspec os elacionados ao andalis- mo escola que dizem espei o ao ambien e ísico, ci am-se o es ado de conse ação das ins alações (La e man, 1999; Lucinda, Nasci- men o, & Candau, 2001; O ns ein & Ma ins, 1997); a (in)de inição de p op iedade do es- paço (As o & Meye , 2001; As o , Meye , & Beh e, 1999); e suas condições de de ensabi- lidade (As o e al., 1999; Golds ein, 1996; La e man, 1999; Sposi o, 2001). T a ando-se do es ado de conse ação das ins alações, as pesquisas êm indicado que ambien es e equipamen os des igu ados, desgas ados ou des uídos, seja po ação na u al do empo ou em unção do p óp io andalismo, enco ajam no as ações de dep edação po que azem su- po um ce o es ado de ulne abilidade da edi icação. Pa a Ba ba a B own, Douglas Pe - kins e G aham B own (2004), espaços deg a- dados ansmi em a imagem de que a comu- nidade não p o ege ou não pode p o ege o luga , c iando opo unidades ao ag esso . A inde inição de p op iedade dos luga es, po sua ez, ambém é um aspec o associado ao andalismo e à iolência escola em ge al, ao a o ece a pe cepção de que um de e mina- do espaço não é de esponsabilidade de al- guém. Ao examina as elações en e iolên- Vandalismo na escola Quade ns de Psicología | 2011, Vol. 13, No 1, 63-79 65 cia e ca ac e ís icas sócio- ísicas do ambien e escola , Ron As o , Hea he Meye e William Beh e (1999) encon a am que e en os iolen- os oco em em locais e ho as p e isí eis, e que es as á eas são conside adas pelos usuá- ios como espaços inde inidos do pon o de is- a da esponsabilidade, ex e nos ao papel dos p o esso es e com pouca ou nenhuma supe i- são. Po im, ala-se das condições de de en- sabilidade de um luga . O concei o de espaço de ensá el, desen ol ido pelo a qui e o e planejado u bano Osca Newman (1996), dis- cu e a exis ência de ce as qualidades ambi- en ais que possibili a iam a de esa de um lu- ga . A e i o ialidade é uma dimensão des e concei o e exp essa um pad ão de condu a baseado no con ole pe cebido, eal ou in en- cional de um espaço ísico, a a és de de esa, ocupação, sinalização ou pe sonalização (Va- le a & Vidal, 2000). Ou o aspec o do espaço de ensá el são as condições de igilância pos- sibili adas pelo ambien e, ela i as à capaci- dade de se pode e e con ola os equen- ado es de um dado e i ó io. As conside ações aqui p opos as suge em que exis e uma cla a elação en e as ca ac e ís- icas ísicas dos luga es e a iolência. Ac edi- ando nes a elação, o c iminologis a no e- ame icano C. Ray Je e y (1999) cunhou o nome P e enção C iminal a a és do Desenho Ambien al (CPTED), no início dos anos 1970, pa a um conjun o de medidas de a iação de a o es ambien ais com o obje i o de eduzi as opo unidades pa a o c ime in luenciadas pelo desen ol imen o ísico e social do ambi- en e. Baseados em es udos ealizados a pa i de meados do século XX, a pesquisa de Je - e y (1999) e de Newman (Newman, 1996; Reynald & El e s, 2009) cons i uí am um im- po an e modelo de in e enção ambien al o ien ado pa a a edução da c iminalidade e do medo do c ime, e pa a o aumen o da pe - cepção de segu ança das condições ambien- ais (Ca e & Ca e , 2001; Cozens, Sa ille, & Hillie , 2005; Taylo , 2002). Além das ca ac e ís icas do ambien e ísico, há uma sé ie de aspec os conce nen es ao ambien e social que as pesquisas elacionam a andalismo e iolência escola , en e eles: supe lo ação dos espaços (As o e al., 1999; Golds ein, 1996; UnB, 1999; Zalua , 1996); ausência do sen ido de pe encimen o ao lu- ga (As o e al., 1999; Golds ein, 2004); al a de opo unidade pa a os alunos a ua em pa - icipa i amen e nas decisões que lhe a e am di e a ou indi e amen e (Golds ein, 2004; Guima ães, 1985; UnB, 1999); al a de demo- c a ização do uso do espaço ísico (Pin o, 1992); uso caó ico dos ambien es (Fukui, 1992; Guima ães, 1985); pob e clima social (As o e al., 1999; Guima ães, 1985); insa is- ação dos alunos em elação aos p o esso es ou à escola (La e man, 1999); ausência de su- po e dos pais às polí icas disciplina es (Gol- ds ein, 2004); quad o de p o esso es ins á el (Zalua , 1996); ges ão ins i ucional inconsis- en e, impessoal e não esponsi a (Golds ein, 2004), bem como a bi á ia, au o i á ia e op essi a (Golds ein, 2004; Guima ães, 1985); al a de p eocupação da ins i uição com o endimen o escola e em se aze da escola um local ag adá el (Guima ães, 1985); agen- es de segu ança mau-p epa ados (Fukui, 1992); ins abilidade amilia , alhas na guia pa en al, elações ag essi as ou dis an es no ambien e amilia (Gu ie ez & Shoemake , 2008). Pa a da sen ido a esse amplo conjun o de dados, Au ea Guima ães (1985) o e eceu uma indicação que pa ece esumi o sen imen o necessá io à conquis a de um ambien e esco- la sem dep edações. Ao pesquisa as ca ac e- ís icas sócio-ambien ais de escolas não an- dalizadas, a au o a encon ou que ―aspec os posi i os, em elação à escola, cu iosamen e só o am apon ados nesses es abelecimen os. Pa ece ha e uma elação en e a não dep e- dação e o a o dos alunos sen i em a escola, pelo menos em pa e, como um luga ag adá- el‖ (p. 130). Pode-se in e i que con ex os que omen am, de algum modo, o desin e es- se e a insa is ação pa a com o luga o nam- se acili ado es do compo amen o de ag es- são. Em se a ando de ca ac e ís icas cen adas no ag esso , es udos in es iga am a elação en e o compo amen o de iolência na escola e a classe social (Gu ie ez & Shoemake , 2008; UnB, 1999); o gêne o (Gu ie ez & Sho- emake , 2008; Hea en, 1996; S o oll & Wichs om, 2002); a pe sonalidade (Hea en, 1996); e a mo i ação (Golds ein, 1996). As pesquisas indicam que, apa en emen e, não há co elação en e ní el de desen ol imen o sócio-econômico e índice de dep edação (Gu- ie ez & Shoemake , 2008; UnB, 1999). No que diz espei o ao gêne o, Filomin Gu ie ez e Donald Shoemake (2008) encon a am que Longhino i Felippe, Maí a y Kuhnen, A iane h p://quade nsdepsicologia.ca 66 a delinquência au o- epo ada eminina é sig- ni ica i amen e meno , do pon o de is a es- a ís ico, que a masculina, sendo que es a di- e ença é especialmen e p onunciada pa a o compo amen o de andalismo. Pa ick Hea- en (1996) encon ou esul ados simila es pa- a a au o- epo ação de andalismo e iolên- cia in e pessoal. A pe sonalidade, po sua ez, ambém compa ece em es udos sob e i- olência, em especial, quando a pe spec i a ado ada comp eende a o igem e o desen ol- imen o do compo amen o como in ínsecas ao indi íduo ag esso . Hea en (1996), ao ela- ciona a delinquência au o- epo ada a di- mensões da pe sonalidade, encon ou uma as- sociação nega i a, es a is icamen e signi ica- i a, en e consciência e andalismo, em am- bos os sexos, e en e a abilidade e andalis- mo, en e homens. Hou e associação posi i a, es a is icamen e signi ica i a, en e neu o i- cismo (es abilidade emocional) e andalismo, en e os homens. Po im, há au o es que elacionam o compo - amen o de andalismo às chamadas ipologi- as mo i acionais (Golds ein, 1996). Es as são ca ego ias que eúnem possí eis azões ou causas pa a o compo amen o de dep edação, baseadas na mo i ação do sujei o ag esso e, po an o, cen adas na pessoa. São exemplos de ipologias mo i acionais, as elabo adas po S anley Cohen (1971), que comp eendem seis modalidades: andalismo aquisi i o, p a icado com o obje i o de se ob e p op iedade ou dinhei o; andalismo á ico, p a icado como o ma de se a ingi ou os obje i os; anda- lismo ideológico, o ien ado em di eção a uma causa social ou polí ica; andalismo inga i o, come ido po ingança; andalismo po jogo, em que a ação de dep eda az pa e de uma compe ição onde há encedo es e pe dedo- es; e, po im, andalismo malicioso, usado pa a exp essa ai a ou us ação. Es a égias de In e enção Como discu ido an e io men e, o enômeno do andalismo escola é in es igado segundo p edi o es cen ados no ambien e ísico, no ambien e social e no indi íduo p a ican e da ação. De o ma simila , as es a égias de in- e enção ol am-se a cada uma des as ês dimensões. Pa a Golds ein (2004), odo a o de ag essão é um e en o pessoa-ambien e e, po isso, en ol e múl iplas causas, em que a uam a iá eis elacionadas à pessoa e ao ambien e sócio- ísico. Como enômeno mul ide e mina- do, o andalismo exigi ia, po an o, es a é- gias de in e enção complexas, de inidas po ações em di eção à pessoa e ao ambien e, de o ma combinada. Embo a se apon e, como es a égia possí el de comba e e p e enção ao andalismo na es- cola, a p omoção da de esa do luga po meio da ins alação de ba ei as ísicas (como mu- os, g ades e po ões), equipamen os de segu- ança, con ole de acesso, igilância o mal, emoção de possí eis al os de andalismo e punição (Golds ein, 2004), as pesquisas sob e o ema indicam que ais medidas não são e e- i as, ao menos isoladamen e (Guima ães, 1985; UnB, 1999). Pode-se hipo e iza que exis am an as ou as a iá eis in luenciando o compo amen o de dep edação (po ezes, a é mais ope an es) que di icilmen e ais es- a égias desempenha iam um papel de e mi- nan e no comba e à ação. Esses esul ados suge em a necessidade de um plano ge al de in e enção que a enda às di e en es dimen- sões do p oblema (ambien e ísico, ambien e social e indi íduo), em di e en es ní eis, da escola à comunidade ex e na, passando pela amília. Como is o, a inde inição de p op iedade e esponsabilidade sob e um luga é um a o associado às p á icas de dep edação. G ande pa e das in e enções di igidas an o ao am- bien e ísico e social como ao indi íduo obje- i a, ainda que indi e amen e, p omo e al ap op iação do espaço: melho a o clima so- cial, implemen a o sen ido de comunidade, es imula a pa icipação de odos nos p oces- sos de discussão e decisão, comba e a indi e- ença e a apa ia nas elações humanas e nas p á icas pedagógicas, incluindo as de educa- ção ambien al. A pe sonalização do espaço, como medida de in e enção di igida ao am- bien e ísico, ambém se cons i ui um impo - an e mecanismo de ap op iação e con ole e e i o do meio edi icado (Felippe, 2009; Ku- hnen, Felippe, Lu , & Fa ia, 2010). Além da pe sonalização, que ou as es a é- gias ol adas ao ambien e ísico pode iam co obo a pa a a p oximidade a e i a dos usuá ios em elação ao con ex o, a sensação de pe encimen o, a ap op iação espacial, a pe cepção de que o espaço é de esponsabili- dade de odos? Fisicamen e, como é um luga que a o eça essas expe iências? As espos as a es es ques ionamen os cons i uem o pon o de apoio do planejamen o espacial, sob e o Vandalismo na escola Quade ns de Psicología | 2011, Vol. 13, No 1, 63-79 67 qual epousam p eocupações undamen ais de a qui e os e pensado es do espaço. Conhece as implicações de seus desígnios, como eles a e am as pessoas e como são a e ados po elas, é pa e da esponsabilidade dos plane- jado es do espaço e possibili a a es es condu- zi seus p oje os de modo a p omo e em ce - as expe iências ambien ais desejadas. A au- sência des e en endimen o em con ibuído pa a a p odução de ambien es que, em ge al, não econhecem in enções especí icas de p o- je o e, desp o idos de um p opósi o, deixam de es abelece e ei os e elações que lhe são p óp ios. Obje i os de Pesquisa Conside ando a insu iciência de egis os ace ca das ca ac e ís icas ísicas do espaço que colabo am pa a ce as condições psicos- sociais e cien es de que, como discu iu Ge da Spelle (2005), o conhecimen o ambien al de- pende da iden i icação dos aspec os ísicos e dos compo amen os associados a um espaço, bem como da pe cepção des es compo a- men os po pa e de seus usuá ios, p opuse- mo-nos a seguin e pe gun a de pesquisa: que ca ac e ís icas ísicas e psicossociais do ambi- en e da escola elacionam-se ao cuidado com a edi icação escola ? En endemos ca ac e ís- icas ísicas como as dimensões, os o ma os, os ma e iais e obje os obse ados nos ambi- en es, bem como as elações espaciais es a- belecidas en e eles que de inem condições de ligação, acesso e isibilidade. Como ca ac- e ís icas psicossociais do ambien e da esco- la, en endemos a pe cepção espacial e as e- lações de a e i idade e uso engend adas po ele. Assim, decidimos es uda a ealidade a ual de uma ins i uição escola , a endendo aos obje- i os especí icos de diagnos ica o es ado de conse ação de seus ambien es; desc e e as ca ac e ís icas de p oje o ísico de espaços em di e en es es ados de conse ação; des- c e e ca ac e ís icas psicossociais de se o es da escola; conhece a iden idade de luga de es udan es pa a o ambien e escola ; a alia a inculação a e i a de es udan es a se o es da escola; examina a ibu os elacionados à pessoa e ao ambien e ísico-social que acili- am e di icul am o compo amen o de dep e- dação; e desc e e a p á ica au o- epo ada po es udan es do cuidado com o ambien e escola . O ela o de pesquisa a segui expos o co es- ponde à ase inicial da in es igação, com is- as a sa is aze o p imei o obje i o especí ico acima ap esen ado: diagnos ica o es ado de conse ação de ambien es de um es abeleci- men o escola , dis inguindo-os segundo uma maio ou meno conse ação. Es a e apa da pesquisa pe mi iu, em um momen o pos e io da in es igação, compa a ambien es mais e menos conse ados quan o às suas ca ac e ís- icas ísicas e psicossociais. O obje i o des e a igo ― ao ela a os ins umen os e p oce- dimen os emp egados no diagnós ico do es a- do de conse ação de ambien es de uma esco- la ― é p opo um mé odo de a aliação do es- ado de conse ação ambien al, que iden i i- ca, quan i ica e si ua es ígios ambien ais de andalismo. Po meio do mé odo p opos o, suge imos como examina o es ado de conse - ação de ambien es cons uídos en e às p á- icas de dep edação e compa a ais ambien- es quan o à conse ação, inclusi e em pe ío- dos de empo di e sos. Os dados ge ados pela aplicação do mé odo dão igualmen e possibi- lidade a análises elacionais en ol endo a a- iá el es ado de conse ação, po ele exami- nada, e demais a iá eis in e essan es ao es- udo dos compo amen os de andalismo e cuidado ambien al, seja de ca á e ísico ou psicossocial, a se em examinadas po meio de ou os ins umen os. Mé odo Con ex o de In es igação A pesquisa oco eu em um es abelecimen o escola da ede pública es adual da cidade de Flo ianópolis (B asil), que o e ece ensino un- damen al, médio, p o issionalizan e e a i i- dades ex a-cu icula es na á ea de línguas, música, dança e despo o a mais de 5 mil alu- nos. Em uncionamen o no a ual ende eço desde 1964, quando da inalização da cons- ução do p édio o iginal, a escola — que comple ou em 2010, 118 anos de undação — con a hoje com ap oximadamen e 22000m² de á ea cons uída em 34000m² de e eno. A he e ogeneidade dos espaços ali obse ados de ini am a escolha da ins i uição como con- ex o de pesquisa. Ins umen os Obse ação de es ígios ambien ais da ação humana Longhino i Felippe, Maí a y Kuhnen, A iane h p://quade nsdepsicologia.ca 68 O emp ego de écnicas de obse ação di e a nos es udos pessoa-ambien e é eco en e e especialmen e necessá io quando in o mações ele an es à pesquisa não podem se ob idas po meio de ela os pessoais, sejam es es e bais ou não- e bais. Tal impossibilidade é condicionada po um conjun o de azões, en- e as quais: (a) o con eúdo in o mado em au- o- ela os depende da on ade e da habilida- de do sujei o em comunica algo (H. Gün he , 2008; I. A. Gün he , 2008); (b) assim como o ambien e a ua abaixo do ní el da consciência (I elson, P oshansky, Ri lin, & Winkel, 2005/1974), as pessoas nem semp e es ão conscien es do modo como agem em di eção ao ambien e e, po an o, mesmo que quises- sem, não se iam capazes de e ela mui os dos aspec os en ol idos nessa elação (Pinhei- o, Elali, & Fe nandes, 2008); (c) ela os pes- soais — di e en es de ep oduções da ealida- de — não in o mam mais que pe cepções do compo amen o, sujei as à in luência de me- mó ia, conhecimen o, c enças, alo es e aspi- ações do esponden e, que ambém pode es- a p eocupado em o e ece in o mação que seja, acima de udo, socialmen e desejá el (Co al-Ve dugo & Pinhei o, 1999). É p eciso conside a , po ém, que o obse a- do pode á encon a di iculdades pa a acom- panha di e amen e ce os compo amen os, em unção da equência e pe iodicidade com que oco em, ou mesmo de ido a seu ca á e p i ado ou ilíci o. Ainda assim, se á possí el obse a os es ígios que esul a am desses compo amen os. A obse ação de es ígios ou aços ambien ais da ação humana e e e- se ao exame dos sinais deixados pela u iliza- ção de um espaço — como ma cas de pe sona- lização, desgas es em ma e iais e g a i agem, po exemplo — sem o acompanhamen o di e o da ocupação em azão da qual o am p oduzi- dos (Pinhei o e al., 2008). Comp eende-se, pelo uso da écnica, a possibilidade de e- cons ução do compo amen o a pa i das ma cas ge adas po ele. Zeni h Delab ida (2010), que in es igou o e ei o de p omp s 2 sob e a condu a de usuá- ios de banhei os públicos, ez uso da écnica com o obje i o de e i ica possí eis mudan- ças no compo amen o de cuidado pa a com o ambien e. Fo am obse ados deje os, u ina, 2 P omp s são mensagens com a unção especí ica de si- naliza o compo amen o co e o ou espe ado (Delab ida, 2010). papéis e chicle es em asos sani á ios; bem como lixo, pichação e sujei as; an es, du an e e após a exposição de mensagens con endo o ien ações pa a o uso adequado do banhei o. A obse ação de aços ambien ais do com- po amen o oi u ilizada ambém po Gleice Elali (2002, 2003), como pa e de uma in es- igação in e essada em comp eende , a a és do espaço ísico escola , o que escolas de educação in an il êm ensinado ace ca da e- lação pessoa-ambien e. No es udo, a écnica oi u ilizada com o obje i o de ob e indica- ções sob e a ocupação da á ea li e da escola pelas c ianças e seu compo amen o. Fo am examinados, po exemplo, p esença/ausência de lixo nas dependências da ins i uição, des- gas e em pisos, e osão no solo sob b inquedos do pa que e exposição de abalhos p oduzi- dos pelas c ianças. Obse a aços compo amen ais no malmen- e en ol e ealiza egis o da obse ação em papel, podendo es e ambém es a associado a desenhos e o og a ias. No p esen e es udo, u ilizou-se uma planilha de obse ação pa a cada ambien e in es igado, acompanhada de um desenho esquemá ico do luga , ao qual as ano ações na planilha ize am e e ência po meio de legenda numé ica. Também o am ealizadas o og a ias e ilmagens dos se o es obse ados, a a és de câme a digi al, pa a egis o e consul a u u a. Fo og a ias e egis- os em ídeo êm, ambos, an agens e limi- ações. A opção pelo uso das duas écnicas possibili ou a ob enção de dados complemen- a es en e si. Enquan o as o og a ias ocali- za am egiões especí icas de in e esse, as ilmagens pe mi i am a comp eensão do odo in es igado. A a és da écnica, oi possí el adqui i in- o mações sob e o es ado de conse ação das ins alações da escola, p imei o passo dado na di eção de se comp eende elações de cui- dado com o luga . Os egis os p oduzidos du- an e essas obse ações, an o em planilhas, como em o og a ias e ilmagens, p es a am supo e ao momen o seguin e do es udo: a a aliação do es ado de conse ação ambien- al. A aliação do es ado de conse ação ambien- al. A alia é ―exp imi a oco ência de um enô- meno po meio de núme os ou ca ego ias‖ (Cab al & Nick, 2006, p. 39). Di e en emen e Vandalismo na escola Quade ns de Psicología | 2011, Vol. 13, No 1, 63-79 69 da obse ação, em que apenas in o mações de uma dada ealidade são ecolhidas, a a a- liação p e ê a ponde ação, a classi icação e o julgamen o dessas in o mações. É o mecanis- mo que dá sen ido aos dados cole ados, em busca de espos as a uma pe gun a de pesqui- sa. A a aliação ambien al possibili ou compa- a os es ados de conse ação dos di e en es ambien es da escola, o denando-os con o me uma maio ou meno conse ação. Es abelecendo uma co espondência en e es- ados de conse ação e símbolos numé icos, de modo que a a iação de um implicasse a a iação de ou o, o am cons uídas ês es- calas de a aliação, aqui denominadas Escalas de A aliação do Es ado de Conse ação Ambi- en al, o que pe mi iu uni o miza os pa âme- os de julgamen o dos di e en es espaços ao longo do p ocesso. Cada escala a aliou a in e- g idade de uma das ês dimensões ísicas do ambien e elacionadas a segui : (a) e es i- men os da edi icação (a aliados pela Escala A), (b) elemen os acessó ios da edi icação (a aliados pela Escala B) e (c) elemen os es- senciais da edi icação (a aliados pela Escala C). Pa a es e abalho, cons i uem e es imen os da edi icação, quaisque ma e iais aplicados à supe ície de pa edes, e os, pisos ou de ele- men os inco po ados à es u u a ísica da edi- icação, como bancos ixos de conc e o. São exemplos as in as, os e nizes, os blocos e e es imen os cimen ícios, plás icos, embo - achados, ce âmicos, em ped a, madei a, me- al, ecido e as o ações. Também azem pa e desse g upo as po ções imedia amen e supe iciais de esquad ias ou de ou os ele- men os da es u u a ísica cons uída, mesmo que não sejam p op iamen e e es idas po algum ma e ial. Aqui não são conside ados os e es imen os de elemen os acessó ios da edi icação, po pe ence em à dimensão sub- sequen e, a segui de inida. Cons i uem elemen os acessó ios da edi ica- ção, os equipamen os, mó eis e obje os alo- cados em á eas in e nas e ex e nas do p édio em es udo, incluindo seus e es imen os e supe ícies. Aqui, elemen os acessó ios são en endidos como aqueles que se jun am ou se inco po am po acessão à edi icação. Não se az e e ência, po an o, à ques ão da indis- pensabilidade do elemen o. Ci am-se como exemplos, mesas, cadei as, a má ios, es an- es, en ilado es, bebedou os, ex in o es de incêndio, lixei as, papelei as, sabone ei as, assen os sani á ios, acabamen os pa a ál ula de desca ga, luminá ias, co inas e pe sianas. Po im, elemen os essenciais da edi icação são odos aqueles elemen os sem os quais se al e am as unções na u ais da ob a a qui e- ônica, ou seja, que in eg am o plano en ol- ó io esponsá el po de ini o odo edi icado. Nesse g upo es ão pa edes, cobe u as, ol- dos, po as, janelas, di isó ias, gua da-co pos e ambém os equipamen os ixos, inco po a- dos à es u u a ísica do imó el, como asos sani á ios, ce os ipos de bancadas de la a- ó ios e bancos de conc e o. Cada uma das escalas possui cinco ní eis de a aliação, pa a cinco es ados de conse ação di e en es. O Ní el 1 indica o pio es ado de conse ação e o Ní el 5, o melho es ado de conse ação. A Tabela 1 ap esen a a desc i- ção ísica de elemen os que co esponde a cada um dos cinco ní eis, nas ês dimensões ou escalas conside adas Como es a in es igação gua da elação es ei- a com o compo amen o humano de dep e- dação, não o am conside ados, nessa a alia- ção, danos ambien ais ocasionados (a) po ação na u al do empo, como desbo amen o de pin u as, deposição de poei as e oxidação em supe ícies; (b) po agen es noci os ais quais ungos e cupins; (c) po ação de uso in- enso e/ou con ínuo, como desgas es em pi- sos, assen os e maçane as; (d) po alhas do p ocesso cons u i o, como descolamen os em e es imen os ce âmicos, descascamen os e incas em pisos, lajes ou al ena ias, bem como in il ações; (e) po ação de manu en- ção do edi ício, como espingos deco en es de la ação ou, po exemplo, e i ada de e- es imen o ce âmico pa a manu enção de e- de hid áulica. Pa a auxilia a a aliação dos e es imen os (Escala A), especialmen e po que os c i é ios de inidos pela escala p e êem a compa ação en e á eas de supe ície cobe as po iscos e in ac as, oi desen ol ido o concei o de zona- al o, de inida como um segmen o de supe í- cie com sinais de dep edação pe encen e a uma egião do espaço de con igu ação especí- ica. Pa a a alia a ex ensão de supe ície co- be a po iscos e in ac a, não se le ou em con a a á ea o al da supe ície em ques ão, mas apenas a á ea da zona-al o. A c iação des e concei o oi necessá ia, pois em de e - Longhino i Felippe, Maí a y Kuhnen, A iane h p://quade nsdepsicologia.ca 70 minadas supe ícies exis em po ções do e es- imen o que se man ém p ese adas po o e- ece em condições de acesso limi adas. É o caso do e es imen o de e os e po ções su- pe io es de pa edes, po exemplo. A ex ensão dessas á eas ende a se p edominan e em uma compa ação en e zonas iscadas e não iscadas, comp ome endo a a aliação p opos- a pela escala. Ní el Dimensão da edi icação Re es imen os (Escala A) Elemen os acessó ios (Escala B) Elemen os essenciais (Escala C) 5 Apa ência in ac a, nenhum dano obse ado. Apa ência in ac a, nenhum dano obse ado. Apa ência in ac a, nenhum dano obse ado. 4 P esença de ma cas deixadas po mãos e calçados; bem como de p odu os a i ados con a a supe - ície obse ada, como papéis e alimen os. P esença de iscos e/ou a anhões na supe ície do elemen o. Elemen o de o mado. 3 P esença de iscos, p oduzidos po sp ays, cane as, lápis, giz ou a i- gos simila es, ocupando á ea de amanho in e io àquela de su- pe ícies in ac as. Riscos acom- panhados ou não de ma cas como as desc i as no Ní el 4. Elemen o de o mado, queb ado, asgado ou lascado, mas ainda com possibilidade de u ilização. Elemen o queb ado, asgado ou lascado. 2 P esença de iscos, p oduzidos po sp ays, cane as, lápis, giz ou a i- gos simila es, ocupando á ea equi alen e àquela de supe í- cies in ac as. Riscos acompanha- dos ou não de ma cas como as desc i as no Ní el 4. Elemen o que so eu pe da de al- gum componen e, mas ainda ap e- sen a possibilidade de u ilização. Elemen o que so eu pe da de al- gum componen e ou pa e cons i- uin e. 1 P esença de iscos, p oduzidos po sp ays, cane as, lápis, giz ou a i- gos simila es, ocupando á ea su- pe io àquela de supe ícies in- ac as. Riscos acompanhados ou não de ma cas como as desc i as no Ní el 4. E idência de que o elemen o e- nha sido emo ido ou se o nado inu ilizá el. E idência de que o elemen o e- nha sido emo ido. Tabela 1. Desc ição do Es ado de Conse ação Ambien al po Ní el de Conse ação e Dimensão do Ambien e. Se, po de inição, a zona-al o pe ence a um agmen o de espaço de con igu ação especí- ica, um mesmo se o pode e di e sos ipos de zona-al o 3 . Em salas de aula, po exemplo, oi possí el encon a ês ipos de zonas-al o dis in as em pa edes, como indicadas na Figu- a 1: nas po ções la e ais às ca ei as escola- es, p edominan emen e acima des as e a é a al u a de uma pessoa sen ada (Zona-al o A); na pa ede ao undo da sala de aula, do piso a é a al u a de uma pessoa em pé (Zona-al o B); e na po ção abaixo do quad o-neg o e em suas la e ais à al u a de uma pessoa em pé (Zona-al o C). Em cada se o , a a aliação de e es imen os pela Escala A conside ou o pio es ado de conse ação em um ipo de zona- al o, incluindo nes a a aliação, po an o, o- das as zonas-al o de um mesmo ipo. 3 As zonas-al o não o am de inidas a p io i, mas a pa i dos es ígios encon ados em cada supe ície. Figu a 1. Exemplos de zonas-al o, obse adas em salas de aula. Vandalismo na escola Quade ns de Psicología | 2011, Vol. 13, No 1, 63-79 71 A pa i das o og a ias, ilmagens e ano a- ções p oduzidas du an e a obse ação de es- ígios ambien ais da ação humana, u ilizando- se como ins umen o as ês escalas ap esen- adas (segundo os c i é ios indicados na Tabe- la 1), o am a ibuídos aos di e sos ambien es alo es co esponden es ao seu es ado de conse ação. A u ilização de o og a ias e il- magens pe mi iu que a a aliação ansco es- se em momen o pos e io ao da obse ação e pudesse se con i mada quan as ezes osse necessá ia, an o pela pesquisado a, como pelo juiz pa icipan e da pesquisa. Essa con- dição é necessá ia especialmen e se o empo disponibilizado pa a a obse ação di e a do local é es i o. P ocedimen os Cada se o a se obse ado ecebeu uma de- nominação cons i uída po ês le as e dois núme os ( e Tabela 2). As le as desc e em a classe a qual o se o pe ence, po exemplo, classe de salas de aula (SAL), classe de ba- nhei os (BAN), classe de pá ios (PAT) e assim po dian e. Os núme os, a sua ez, desc e em a o dem sequencial dos se o es den o de ca- da classe (e.g., SAL01, SAL02, SAL03, e c.). A Figu a 2 indica a localização dos se o es ob- se ados. Classe do se o Código de le as Código numé- ico Núme o de se o es obse ados 1. Audi ó io AUD 01 e 02 02 2. Banhei o BAN 01 a 08 08 3. Can ina CAN 01 01 4. Biblio eca BIB 01 01 5. Co edo COR 01 a 26 26 6. Es aciona- men o EST 01 a 03 03 7. Ginásio despo i o GIN 01 01 8. Labo a ó io LAB 01 a 10 10 9. Pá io PAT 01 a 08 08 10. Quad a despo i a QUA 01 01 11. Sala de aula SAL 01 a 10 10 a 12. Sala de í- deo SAV 01 e 02 02 To al: 73b a Cons i uído po amos agem alea ó ia sis emá ica (Ba be a, 2008). b Co edo es com echos em di e- en es es ados de conse ação o am subdi ididos em se o es meno es (e.g., COR06A, COR06B, COR6C). O núme o o al de ambien es obse ados passou a se de 90. Tabela 2. Códigos A ibuídos aos Se o es Obse ados Após a seleção dos se o es, e em cada se o , oi ealizada pela p imei a au o a a obse a- ção de es ígios ambien ais da ação humana, du an e o pe íodo de é ias escola es. Pos e- io men e, hou e a a aliação do es ado de conse ação ambien al po meio das ês es- calas ap esen adas, p ocedimen o que con ou com a pa icipação de um juiz a aliado 4 . Em um p imei o momen o, a pa i do ma e ial p oduzido na obse ação de es ígios ambien- ais, a p imei a au o a e o juiz ealiza am, de modo independen e, a a aliação do es ado de conse ação de cada local 5 . No momen o se- guin e, o am con on adas as a aliações. Pa- a os casos em que hou e di e gência, pesqui- sado e juiz ealiza am no a a aliação, des a ez conjun amen e, e endo os c i é ios que no ea am o p imei o julgamen o pa a se chega a um aco do. A a aliação de ini i a do es ado de conse ação de cada se o da esco- la oi, po an o, consensual. No p esen e es udo, ealizou-se ambém uma segunda e apa da obse ação di e a do es ado de conse ação das ins alações, com o obje i- o de compa a a apa ência do e es imen o das pa edes de á eas ex e nas nos dois mo- men os obse ados, já que, en e a p imei a e a segunda obse ação, es as á eas ecebe am uma no a pin u a. Des a o ma, cada se o oi no amen e obse ado e o og a ado. Di e en- emen e do p ocedimen o ado ado na p imei- a obse ação, a a aliação de conse ação oi ei a simul aneamen e à obse ação de es í- gios ambien ais: à medida que os e es imen- os e am obse ados, a ibuía-se aos di e sos ambien es o alo co esponden e ao seu es- ado de conse ação, u ilizando-se a Escala A de a aliação ambien al como ins umen o. Os mesmos c i é ios de a aliação u ilizados no p imei o momen o o am emp egados. Pos e- io men e, e po meio dos egis os o og á i- cos p oduzidos, o juiz a aliado epe iu os e- gis os de modo independen e. Ado ou-se, en- ão, o mesmo p ocedimen o de aco do an e- io men e u ilizado: con on adas as a alia- ções, pa a os casos em que hou e di e gên- cia, no a ap eciação dos ambien es oi eali- 4 O juiz não oi in o mado sob e os obje i os da pesquisa, apenas ins uído pa a o uso das escalas de a a- liação. O juiz nes a in es igação oi um es udan e uni e - si á io, do sexo eminino, com 19 anos. 5 Pa a ealiza a a aliação, o juiz não e e aces- so às ano ações p oduzidas pela pesquisado a du an e a obse ação de es ígios ambien ais, mas apenas às o o- g a ias e ilmagens (sem áudio). Longhino i Felippe, Maí a y Kuhnen, A iane h p://quade nsdepsicologia.ca 78 23 de se emb o de 2009, de h p://see .u gs.b /ambien econs uido/a icle / iew/3308 Pinhei o, José Q.; Elali, Gleice A. & Fe nandes, Oda a S. (2008). Obse ando a in e ação pessoa- ambien e: Ves ígios ambien ais e mapeamen o compo amen al. Em José Q. Pinhei o & Ha mu Gün he (O gs.), Mé odos de pesquisa nos es u- dos pessoa-ambien e (pp. 75-104). 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Ex aido el [día] de [mes] del [año], de h p://www.quade nsdepsicologia.ca /a icle/ iew/910 HISTORIA EDITORIAL Recibido: 04/03/2011 P ime a e isión: 21/04/2011 Acep ado: 29/04/2011