A Composição Cênica como investigação da identidade Ancestral( Um processo criativo em Dança Afro-brasileiras a partir da pesquisa de Campo no Terreiro de Umbanda).

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A Composição Cênica como investigação da identidade Ancestral( Um processo criativo em Dança Afro-brasileiras a partir da pesquisa de Campo no Terreiro de Umbanda). #0 A Composição Cênica como investigação da identidade Ancestral( Um processo criativo em Dança Afro-brasileiras a partir da pesquisa de Campo no Terreiro de Umbanda). #1 A Composição Cênica como investigação da identidade Ancestral( Um processo criativo em Dança Afro-brasileiras a partir da pesquisa de Campo no Terreiro de Umbanda). #2 A Composição Cênica como investigação da identidade Ancestral( Um processo criativo em Dança Afro-brasileiras a partir da pesquisa de Campo no Terreiro de Umbanda). #3 A Composição Cênica como investigação da identidade Ancestral( Um processo criativo em Dança Afro-brasileiras a partir da pesquisa de Campo no Terreiro de Umbanda). #4 A Composição Cênica como investigação da identidade Ancestral( Um processo criativo em Dança Afro-brasileiras a partir da pesquisa de Campo no Terreiro de Umbanda). #5 A Composição Cênica como investigação da identidade Ancestral( Um processo criativo em Dança Afro-brasileiras a partir da pesquisa de Campo no Terreiro de Umbanda). #6 A Composição Cênica como investigação da identidade Ancestral( Um processo criativo em Dança Afro-brasileiras a partir da pesquisa de Campo no Terreiro de Umbanda). #7

Ištrauka

A COMPOSIÇÃO CÊNICA, COMO INVESTIGAÇÃO DA IDENTIDADE ANCESTRAL.(UM PROCESSO CRIATIVO EM DANÇAS AFRO BRASILEIRA, A PARTIR DA PESQUISA DE CAMPO NO TERREIRO DE UMBANDA).Eixo Cênico: Cena da Pesquisa em Artes.Resumo: O presente artigo é parte de uma pesquisa em andamento no curso de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul em que pretendo compreender como a descoberta de minha Identidade ancestral dialoga com minha formação como intérprete das danças afro-brasileiras. O objetivo principal da referida pesquisa é refletir acerca das matrizes corpóreas das danças brasileiras que flertem com as teorias de corpo e ancestralidade a partir de um processo de composição cênica inspirada em um terreiro de umbanda enquanto campo de pesquisa. O artigo aqui apresentado pretende discutir os procedimentos metodológicos desta pesquisa – em especial do processo criativo que resultará em uma composição cênica- e será apresentado na forma de um relato poético científico, na tentativa de legitimar os diversos e potentes procedimentos de pesquisa e escrita em arte. Compreendendo que a pesquisa em arte é dinâmica, com caminhos que podem ser subjetivos, optei por apontar os princípios norteadores que pautam a metodologia da pesquisa, ou seja, a investigação corporal a partir das matrizes das danças brasileiras, apresentadas por Graziela Rodrigues; a compreensão de corpo e ancestralidade, discutida por Inaycira Falcão e laboratórios práticos a partir de estados alterados de consciência, apresentados por Gabriela Salvador.Palavras-chave: danças afro-brasileiras; ancestralidade; composição cênica. IntroduçãoZambi... Cada pequeno vaso sanguíneo, está pulsando como um atabaque que resgata os médiuns buscando compreender essa conexão, ou como uma árvore que busca nutrir suas raízes para se manter viva, o corpo busca perpetuar uma pesquisa descobrindo o meu ‘’co-habitar’’ . Nessas orações e noites mal dormidas onde tenho encontrado Papai Oxalá teu filho, compreendi o porquê desse tema de pesquisa estar me atravessando, isso também tem me feito visitar as memórias da infância de quando Dona Maria do Carmo me levava ao terreiro escondida da minha genitora, e eu, ainda pequena, não sabia que ali os Orixás me escolhiam em uma briga infame para decidir quem seriam os donos da coroa(Orí). Enquanto o atabaque rufava e meu corpo respondia com impulsos, meu despertar começava a se manifestar. Revisei também ZAMBI, quando colocou a Presença de CORISCO (EXÚ) na minha Vida , aos 14 anos o conheci e fui apadrinhada por ele, me fazendo aceitar um momento muito difícil de minha vida. CORISCO jogou os búzios para descobrir os Pais de cabeça, e lá estava Iansã com sua força que tem explicado a teimosia de meu Orí, e que conduziu com seu Eruexim meu Pai (Genitor) ao descanso; e Ogum Guerreiro que com sua Coragem, me faz enfrentar as batalhas difíceis que enfrento diariamente com maestria. Quero dizer, Zambi, que agora tudo faz sentido... E já que assim Zambi, tu permitiu. Exú irá guiar esse caminho, com sua artimanha e sabedoria, ele que se parece tanto a nossa semelhança e energia, ele que é Luz e caminho, Exú que é destino, irá conduzindo , esclarecendo todas as minhas confusões...Exú de longe olha-me e solta sua gargalhada, eu não sei exatamente do que ele ri...Desenvolvimento Este Artigo pretende apresentar os processos metodológicos utilizados na Pesquisa do Trabalho de conclusão de curso em andamento, que irá discorrer sobre a descoberta da minha identidade como intérprete, por meio da Dança Afro-brasileira. Em uma reflexão em que as matrizes corpóreas assim colocadas por Graziela Rodrigues (2005), flertem com a teoria do corpo ancestral de Inaicyra Falcão dos Santos (2002), e que se desdobrem em um processo de composição cênica em experimento de laboratório prático a partir de estados alterados de consciência apresentados por Gabriela Salvador (2014), e que, a partir também do campo observado (terreiro de umbanda), trarão subsídios e materiais para tal construção. Optamos em apresentar a metodologia em tópicos que nortearão a pesquisa e seus procedimentos, para maior entendimento.O primeiro procedimento adotado na pesquisa em andamento é bibliográfico onde abordaremos os autores que dão respaldo para embasar o presente artigo, dando base para a metodologia e seus procedimentos. Através de atravessamentos sobre corpo e ancestralidade de Inaycira Falcão e sobre a anatomia simbólica e o co-habitar do pesquisador nas Danças Brasileiras apresentadas por Graziela Rodrigues em seu livro ‘’Bailarino Pesquisador Intérprete’’. Iremos aliar as duas teorias para experimento de laboratório prático de estado alterados de consciência proposto por Gabriela Salvador. No que tange corpo e ancestralidade abordaremos o processo metodológico levando em consideração o processo de identidade do intérprete, ou seja, o interprete como protagonista da vivencia ‘’ação’’, visto que está ancorado no universo mítico da cultura Afro – Brasileira, e que este flerta com as raízes do “corpo mastro” advindas do Bailarino Pesquisador Intérprete de Graziela Rodrigues, ou seja, ‘’as raízes do mastro’’ que dialogam metaforicamente com o corpo que busca suas raízes presentes nas descobertas pessoais do Intérprete brasileiro. Santos (2002) coloca as forças geradas a partir da matriz do movimento, a mesma que carrega a energia do indivíduo, e o aproxima das forças de origem, que liga as divindades aos homens, nela manifesta-se a relação do ‘’Ser’’ (Humano) e sua Cultura, logo posso pensa-lo como um símbolo, ou seja, o corpo seria a relação mútua entre ambos, logo poderíamos dizer que a unicidade intrínseca de ambas forma a identidade pessoal de cada pesquisador. A segunda etapa será de cunho prático, e será pautada por idas ao campo de pesquisa (Terreiro de Umbanda); onde será feita a imersão corporal sensível, que nos trará subsídios práticos e corporais para a composição cênica pretendida, ou seja, abordaremos a composição cênica de dança brasileira a partir do campo vivenciado. [...] A pesquisa de campo que ocorre no co-habitar é singular, nela o bailarino-pesquisador-intérprete não busca elementos teóricos do campo e, sim a apreensão sinestésica do corpo do outro. Ele Co-habita quando apreende o corpo do outro no seu; quando, por algum momento, se sente a paisagem investigada , como se fosse o outro, sem perder sua identidade de pesquisador [...] (TEIXEIRA, 2007. p.7).A expressividade nos (ser UNO) é tão latente, que teorias tentando explicar a pulsão dos nossos corpos deveriam ter sido desnecessárias, a formalidade da academia me deixa bem curiosa para entender isso cientificamente, sem esquecer a poética e a escrita de nossos corpos, e que a sociedade cotidiana tem tentado petrificar dentro de nós. Enquanto escrevo as próximas linhas, a expressão “saber sensível” lateja em meu corpo, para não deixar cegar pelas sagacidades da ciência, mas sim pensar a ‘’ARTE’’ como ciência. Acredito eu, que se faz ainda mais difícil defender tudo isso que atravessa nossos corpos, sem saber explicar algo tão empírico, pessoal e mágico. Fui contemplada com a sorte de encontrar bons mestres, e a curiosidade que tem me deixado não querer esconder o que se passa aqui dentro de mim. Finalmente após a imersão na pesquisa de campo, na terceira etapa da pesquisa, os atravessamentos observados serão de fato experienciados em laboratório prático em estado alterados de consciência, estudados por Gabriela Salvador que traz inconsciente como potencial criação. [...] se o inconsciente é parte do corpo e o corpo em movimento no momento da improvisação passa pelo que Gouveia chama de um “mergulho que afeta a estabilidade da consciência comum”, então chegamos à conclusão de que a improvisação trabalha também com os conteúdos inconscientes do corpo humano e que, por isso, é tão importante para o corpo mitológico-considerando que o mesmo é o corpo cênico que alcança o sagrado mitológico no momento da dança e que nós, mitos, estamos intens